Empresas brasileiras abrem menos capital nos EUA, diz executivo da Nasdaq

Empresas brasileiras abrem menos capital nos EUA já que companhias pertencem aos seus mercados locais, afirmou Bob McCooey

Segundo uma declaração do chefe global de mercados de capitais da Nasdaq, Bob McCooey, empresas brasileiras abrem menos capital nos EUA. Isso ocorre porque as companhias pertencem aos seus mercados locais.

Empresas brasileiras abrem menos capital nos EUA

A afirmação de Bob McCooey ocorreu durante sua participação na Expert XP, onde mencionou o índice de abertura brasileiro baixo.

“o número de empresas abrindo capital nos Estados Unidos é pequeno se comparado aos seus mercados de origem.”

Ele afirmou ainda que em 2021 uma quantidade recorde de empresas do Brasil possa abrir capital nos EUA em lugar de estrear na bolsa local.

“a maioria das empresas brasileiras pertence ao ambiente local e isso é válido para a maiora parte dos mercados.”

Companhias em solo americano

Neste ano, cinco companhias brasileiras podem fazer a abertura de capital no território americano. Entretanto, de 2016 a 2020, este número foi de 13 operações, exoplicou o executivo da Nasdaq:

“É um número pequeno frente à quantidade de companhias que se tornam públicas no Brasil.”

Apesar disso, no primeiro semestre de 2021, 33 empresas fizeram ofertas iniciais de ações na B3. Por outro lado, ainda há 26 pedidos à espera de autorização. Segundo McCooey, “algumas empresas escolhem abrir capital fora do mercado local, especialmente nos EUA, para ter acesso a mais capital, ter uma visibilidade maior e por questões de liquidez”.

Player global

O executivo da Nasdaq exolica a estratégia de uma empresa “se tornar um ‘player’ global, por exemplo, ou se a empresa quer ter mais participação na América Latina e estar em mais mercados, pode ser um motivo para estar listado fora do mercado local”.

Empresas brasileiras de “health teach”

Ele disse ainda estar impresisonado com o número de empresas brasileiras de “health tech” em busca de abrir capital nos EUA.

“Fintechs também e ‘edtechs’ são as mais recentes adesões.”

Para o executivo, a demanda por IPOs tanto no mercado local quanto fora por companhias brasileiras reflete, além do panorama macroeconômico favorável e da evolução do próprio mercado de investimentos, um esforço de empreendedores de capital de risco.

“Os investidores de venture capital tanto locais quanto globais têm feito um trabalho incrível no Brasil, preparando as empresas tanto para rodadas de captação quanto para uma futura oferta de ações.”

Em finalizou a declaração falando sobre o empreendedorismo global:

“Às vezes os americanos acham que o empreendedorismo é uma invenção nossa, mas não é, está por todo o lugar no mundo, vemos empresas incríveis abrindo capital nos EUA vindas de Israel, da China e do Brasil. A onda [de empreendedorismo no Brasil] está apenas começando a se formar.”

*Foto: Divulgação