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Como fazer sua empresa crescer mantendo o espírito de startup?

Como crescer sua empresa de modo a parar de empurrar pedra montanha acima - mas sem também virar um hamster correndo sem sair do lugar numa gaiola?

Como crescer sua empresa de modo a parar de empurrar pedra montanha acima – mas sem também virar um hamster correndo sem sair do lugar numa gaiola? (Imagem: Vichare/ www.entrepreneurfail.com)

Toda grande empresa já foi uma startup que trouxe uma mudança ao mercado, quebrou um paradigma, atendeu a uma necessidade de um jeito novo, e deu certo com a sua oferta de valor.

Rapidamente, no entanto, a empresa que quebra o paradigma anterior passa a defender com unhas e dentes o novo paradigma – que ela criou. E aí os nômades viram sedentários e os caçadores viram agricultores. E quem trazia a mudança vira um inimigo das transformações, e quem era o arauto do novo se torna avesso às novidades. E quem assumia os riscos de fazer diferente perde a coragem de sair da sua zona de conforto. E quem era inovador, às vezes disruptivo, se torna um mero reprodutor de atividades padronizadas – um sujeito quase sempre apartado, por vontade própria, da inspiração e da criatividade.

Quando você troca o sonho pelo ceticismo, você deixa de ser empreendedor para virar empresário. Esse é o momento de acender a luz amarela, parar por um instante e refletir se é isso mesmo que você quer fazer com sua carreira, com seu empreendimento e com sua vida. Continue lendo »

Você já tem um CNPJ para chamar de seu?

 

Sociedade em rede, formada por milhares de pequenos empreendedores ultraespecializados: trabalhadores do mundo todo, empreendei – não tendes nada a perder além de vossos grilhões!

Sociedade em rede, formada por milhares de pequenos empreendedores ultraespecializados: trabalhadores do mundo todo, empreendei – não tendes nada a perder além de vossos grilhões!

Sim, o emprego formal, como o conhecemos, está acabando. Tem cada vez menos ofertas para bons cargos nas empresas. E cada vez menos pessoas dispostas a mergulhar de cabeça na vida executiva.

Sim, há cada vez mais pessoas interessadas em tocar seus próprios negócios – e suas próprias vidas – fora do mundo corporativo, de modo mais criativo, em atividades mais próximas daquilo em que acreditam e daquilo que querem para si.

Sim, os novos negócios que surgem nesse cenário tendem a ser pequenos – inclusive porque não têm a pretensão de crescerem e de virarem empresas enormes. Pasme: nem todo empreendedor deseja ser um empresário.

Isso cria um novo cenário para o mundo do trabalho.

Oportunidades haverá, muitas. Empregos, nem tanto. Vamos trabalhar mais por projetos, em contratos com começo, meio e fim. Você não entregará toda a sua força de trabalho a um só empregador. Será um mundo de relações efêmeras – que duram o tempo que fizerem sentido – e não de relacionamentos engessados, obrigados por lei. Namoraremos muito mais. E lançaremos muito menos mão do matrimônio. Continue lendo »

O pior tipo de morte é abdicar de viver

steve

All right, Steve. Help me out here.

E de repente vem, não sei de onde, essa energia boa para empreender. A alegria do novo. E já não há medo. (Ao menos, não tanto medo.) E o entusiasmo vence os receios. E a chance de dar certo e de ser divertido é maior do que aquela sombra eterna que parece sempre sussurrar sorrindo, baixinho, atrás do ouvido, que tudo tem grande chance de ser em vão.

Que bom não estar velho demais para me candidatar a ser eu também um maker. A fazer. Falar menos e realizar mais. Não só pensar, refletir, ponderar, planejar, analisar – mas fazer. Não só palpitar no que é dos outros, e criticar e elogiar e admirar e invejar a obra alheia – mas fazer. Construir a minha própria obra. É disso que se trata. Dar o primeiro passo. Dar o próximo passo. Seguir adiante. Sair da inércia. Trazer os sonhos e os projetos do ideário e da idealização para a realidade. Ter a coragem de testá-los. De jogá-los no mundo. Não importa onde você vai chegar – mas, sim, quando você vai começar. Continue lendo »

Como numa mesa de pôquer

Apostar mais ou cair fora?

Apostar mais ou cair fora?

Você é empreendedor? Está pensando em empreender? Então saiba que um novo negócio não dar certo não é o problema. Ouvi isso de um sócio, anos atrás. Era um cara escaldado, que já tinha aberto e fechado várias empresas. Quando uma iniciativa mostra claramente que não vai adiante, a decisão a tomar é fácil: liquida-se a fatura e parte-se para outra. Não há vergonha alguma nisso.

Quem está no empreendimento tem que estar preparado para essa eventualidade. Todo dia um cliente pode entrar e todo dia um cliente pode sair. Todo dia você pode acordar e ver pela janela a sua horta verdejando – mas pode também vê-la esturricar ao sol, inapelavelmente, ou então ser devorada por uma nuvem implacável de gafanhotos. É do jogo. Basta que você esteja preparado para dar baixa naquela iniciativa e começar outra.

O grande problema, como colocou meu ex-sócio, não é a “merda”, mas a “meia merda”. Quando o negócio não está indo para frente mas também não está ruim o suficiente para que você perca as esperanças. Aí é que mora o perigo. Aí é que você pode perder um bocado de dinheiro. Na hesitação entre ir embora e continuar tentando, há um poço sem fundo.

Num dia você ficará pensando que o melhor é realizar logo o prejuízo e parar de enfiar tempo e grana numa operação que não mostra o menor sinal de que vá retornar esse investimento. No dia seguinte, você pensará que é preciso ter fé, que é preciso ter coragem, que é preciso insistir mais um pouco, que se fosse fácil qualquer um faria, que é preciso ralar para ganhar. Continue lendo »

A receita de um vencedor

Walt Disney pegou muito na pá e na enxada para fazer Mickey ser o que ele é

Na aurora da carreira de Walt Disney (sem trocadilho com o nome da personagem principal de A Bela Adormecida, clássico que a empresa que Disney criou viria a eternizar nas telas do mundo inteiro mais tarde), já dá para depreender algumas características que perfazem o grande empreendedor – para seguir um bocadinho mais na conversa que começamos no post anterior. Já é possível ver ali, no jovem Walt, as características básicas de um cara que mais cedo ou mais tarde vai dar certo no mundo dos negócios.

Eis a receita do vencedor que eu enxergo em Disney e que divido aqui com você: Continue lendo »

Quer se transformar num Lorde Sith? Pergunte-me como.

 

Não dá para olhar só para o caixa da empresa. É preciso sonhar. Criar. Senão a empresa seca. A vida fica muito chata. E você se transforma num ser vil, como esse da foto.

Esses dias me deparei com o tipo de empresário que eu gostaria de ser. Ou ao menos com o aspecto do empreendedorismo que mais me fascina. Eu conversava com um garoto que em quatro anos construiu, com seu sócio, uma empresa pujante e promissora que tem hoje mais de 100 funcionários e que não para de crescer. Eles a erigiram do nada. Sem capital, sem sócios investidores, sem nenhum tipo de facilidade extra ou alavancagem ou anabolizante. Fizeram-no apenas com a força de uma visão e com a potência do trabalho de ambos – e do time que montaram. Uma hora deixei de acompanhar o que o garoto dizia em para prestar atenção em seu estilo, na sua fala. Era admirável o tesão grandiloquente com que tratava as oportunidades e as perspectivas. O grande empreendedor é, antes que tudo, um otimista. Um cara que não olha para o limão, mas para a limonada. Um cara que sempre vê a metade vazia do copo como mais um espaço para preencher com o seu negócio. O grande empresário é um cara sempre feliz com o que faz. Um cara que se diverte com os jogos de mercado, com os altos e baixos, com as negociações, com a composição das estratégias, com os discursos de venda. É um cara que leva com alegria sua rotina de trabalhar 14 horas por dia, e contratar e demitir gente, e comprar numa ponta para vender na outra. Esses caras, com essa energia que lhes impulsiona ao sucesso, nunca cansam. Não se prendem a detalhes. Nunca ficam sorumbáticos diante da vida e da carreira. Olham para o grande cenário e alçam voo.

Eu realmente conectei um pouco a minha bateria naquela corrente elétrica. Naquela santa e simpática megalomania diante dos negócios e da vida. Naquela sua convicção de que tudo é possível, que tudo vai dar certo, de que é obrigatório pensar grande e de que o único erro é deixar de fazer ou fazer mal feito ou entrar no jogo devagar demais, abrindo espaço para que outros o façam. Ou o façam mais rápido e melhor. Eu estava encantado com aquela capacidade de sonhar e de se entregar à realização do próprio sonho. Com aquela autoconfiança criadora, redentora. Com aquela ambição fazedora, com aquela energia boa fluindo, segura de si mesmo e da sua capacidade de mudar o mundo para melhor. Continue lendo »

Quer ter uma empresa ou apenas um negócio?

Nem sempre o mais "smart" é ter uma empresa. Talvez o seu perfil empreendedor aponte para um negócio menor e mais sob controle...

Um leitor me escreve dizendo o seguinte:

“Caro Adriano. Primeiramente tenho que parabenizá-lo pelo blog. Acompanho seus textos já há um bom tempo. Hoje estava dando uma revisitada em posts antigos e encontrei esse artigo. Eu estava me questionando justamente isso: você está louco para crescer e se percebe amarrado pela dificuldade de formar uma equipe competente, de delegar sem perder qualidade na entrega final e assim ganhar escala no negócio. Atuo no ramo de gestão empresarial, com foco em estratégia e finanças, e está difícil desvincular a empresa do seu fundador – no caso, eu. Preciso crescer, expandir, e não encontro talentos em quem confiar. Essa é, a meu ver, a principal dificuldade no ramo da consultoria. É por isso que talvez a maioria dos consultores trabalhem sozinhos, o que se torna um limitante quanto à quantidade de clientes que podem ter. Como você tem lidado com isso?”

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