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Como fazer sua empresa crescer mantendo o espírito de startup?

Como crescer sua empresa de modo a parar de empurrar pedra montanha acima - mas sem também virar um hamster correndo sem sair do lugar numa gaiola?

Como crescer sua empresa de modo a parar de empurrar pedra montanha acima – mas sem também virar um hamster correndo sem sair do lugar numa gaiola? (Imagem: Vichare/ www.entrepreneurfail.com)

Toda grande empresa já foi uma startup que trouxe uma mudança ao mercado, quebrou um paradigma, atendeu a uma necessidade de um jeito novo, e deu certo com a sua oferta de valor.

Rapidamente, no entanto, a empresa que quebra o paradigma anterior passa a defender com unhas e dentes o novo paradigma – que ela criou. E aí os nômades viram sedentários e os caçadores viram agricultores. E quem trazia a mudança vira um inimigo das transformações, e quem era o arauto do novo se torna avesso às novidades. E quem assumia os riscos de fazer diferente perde a coragem de sair da sua zona de conforto. E quem era inovador, às vezes disruptivo, se torna um mero reprodutor de atividades padronizadas – um sujeito quase sempre apartado, por vontade própria, da inspiração e da criatividade.

Quando você troca o sonho pelo ceticismo, você deixa de ser empreendedor para virar empresário. Esse é o momento de acender a luz amarela, parar por um instante e refletir se é isso mesmo que você quer fazer com sua carreira, com seu empreendimento e com sua vida. Continue lendo »

Você está construindo um negócio para viver ou para vender?

 

Quer construir um negócio de impacto ou um negócio de escala?

Quer construir um negócio de impacto ou um negócio de escala?

Há vários jeitos de você pensar um negócio.

Você pode, por exemplo, escolher entre criar um negócio de escala ou um negócio de impacto. Trata-se de motivações bastante distintas.

Num negócio de escala, você quer crescer, escalar o negócio (aumentado as rapidamente receitas sem a necessidade de expandir os custos na mesma medida), pivotar logo a sua empresa (produzindo novos negócios a partir do eixo central do negócio original), expandir a operação, atender mais gente, faturar mais, aumentar o valor de mercado da sua empreitada.

Num negócio de impacto, você quer mudar o mundo para melhor, quer gerar um legado, quer causar transformações positivas nas comunidades em que está inserido. Você quer retornar ao máximo, para sociedade, aquilo que recebe dela.

Num negócio de escala, seu objetivo é dominar o mundo, acumular dinheiro, ficar rico. Num negócio de impacto, seu objetivo é dar sua contribuição para a construção de um mundo melhor, mais justo e mais equilibrado. E, claro, quer receber dinheiro suficiente para poder viver disso, com um modelo de negócios sustentável. Continue lendo »

Você já tem um CNPJ para chamar de seu?

 

Sociedade em rede, formada por milhares de pequenos empreendedores ultraespecializados: trabalhadores do mundo todo, empreendei – não tendes nada a perder além de vossos grilhões!

Sociedade em rede, formada por milhares de pequenos empreendedores ultraespecializados: trabalhadores do mundo todo, empreendei – não tendes nada a perder além de vossos grilhões!

Sim, o emprego formal, como o conhecemos, está acabando. Tem cada vez menos ofertas para bons cargos nas empresas. E cada vez menos pessoas dispostas a mergulhar de cabeça na vida executiva.

Sim, há cada vez mais pessoas interessadas em tocar seus próprios negócios – e suas próprias vidas – fora do mundo corporativo, de modo mais criativo, em atividades mais próximas daquilo em que acreditam e daquilo que querem para si.

Sim, os novos negócios que surgem nesse cenário tendem a ser pequenos – inclusive porque não têm a pretensão de crescerem e de virarem empresas enormes. Pasme: nem todo empreendedor deseja ser um empresário.

Isso cria um novo cenário para o mundo do trabalho.

Oportunidades haverá, muitas. Empregos, nem tanto. Vamos trabalhar mais por projetos, em contratos com começo, meio e fim. Você não entregará toda a sua força de trabalho a um só empregador. Será um mundo de relações efêmeras – que duram o tempo que fizerem sentido – e não de relacionamentos engessados, obrigados por lei. Namoraremos muito mais. E lançaremos muito menos mão do matrimônio. Continue lendo »

Ei, empreendedor, você voltaria a ter um emprego?

 

O que importa é a oportunidade. E não se você vai se conectar a ela com um CPF ou um CNPJ.

O que importa é a oportunidade. E não se você vai se conectar a ela com um CPF ou um CNPJ.

Estou no empreendimento há quase dez anos. Os primeiros 24 meses foram de reaprendizagem e de muita apreensão. Foi preciso reaprender a ganhar dinheiro, a guardar dinheiro, a gastar dinheiro. E vivi na companhia do medo dia após dia, nessa fase inicial de troca de pele e de software e de DNA.

Ter um emprego é um esporte terrestre. Se você cair, você se esfola, levanta e segue adiante. Já o empreendimento é um esporte aéreo – dependendo de onde cair, e de como você cair, você corre o risco de se arrebentar feio, e de ficar com sequelas para o resto da vida.

Num emprego, você se acopla a um corpo que já tem seu lugar no mundo – uma empresa que tem clientes, consumidores, fornecedores, faturamento, fluxo de caixa. Nada disso está garantido para sempre. Mas a empresa em que você atua é uma realidade, e não uma promessa. A inércia joga a seu favor. Você não é o novo entrante – você é o que está estabelecido.

Numa startup, a inércia opera contra você, que está entrando num lugar tomado por outros, e tentando achar um espaço para chamar de seu. Ninguém vai lhe dar esse espaço. E nem será fácil conquistá-lo. Não há dinheiro sobrando – nunca há, em nenhum tipo de cenário. E o faturamento que você conquistar, e que lhe permitirá existir, sairá necessariamente do faturamento de alguém, que o perderá. Continue lendo »

O emprego está acabando. Viva!

O emprego, como o conhecemos hoje, está com os dias contados. E quer saber? Essa é uma grande notícia.

O emprego, como o conhecemos hoje, está com os dias contados. E quer saber? Essa é uma grande notícia.

Há um tempo li que em 2030 quase dois terços da força de trabalho nos Estados Unidos serão formados por agentes econômicos autônomos. Ou seja: profissionais independentes, muitas vezes organizados em CNPJs, com status de pessoa jurídica, que irão se conectar a oportunidades a partir de suas competências e especialidades. Ou seja: o futuro do trabalho, a julgar por esse cenário, é se tornar um especialista, ser muito bom numa determinada área, e entregar esse serviço em projetos com começo, meio e fim.

Esse seria um mundo sem empregos. Ou com menos empregos. Ou com um tipo de emprego muito diferente daquilo que conhecemos. O emprego urbano, em corporações, o que temos hoje, é uma concepção da economia industrial. Ele existe, pois, há quase 250 anos, desde que surgiram as primeiras fábricas nas cidades. Ele evoluiu na forma, é claro. Mas, na essência, continua o mesmo: você entrega a uma companhia toda a sua capacidade de trabalho, 8 horas por dia, de segunda a sexta, o que na prática soma bem mais do que as 40 horas semanais protocolares. Seu trabalho é medido por tempo. Você ganha um crachá, um holerite, alguns benefícios – e trabalha com dedicação exclusiva para aquele empregador.

A economia pós-industrial, a revolução digital e o fenômeno do empreendedorismo estão mudando radicalmente esse cenário. Se na geração do meu pai o ideal de carreira era passar num concurso público, ganhar a estabilidade e trabalhar 30 anos no mesmo lugar, fazendo a mesma coisa, e se na minha geração o ideal passou a ser ingressar na iniciativa privada e fazer a carreira em ciclos de 5 a 10 anos em grandes empresas, e se aposentar com 35 de serviços prestados numa trajetória corporativa ascendente, a turma que chega hoje ao mercado não quer nada disso. Continue lendo »

O pior tipo de morte é abdicar de viver

steve

All right, Steve. Help me out here.

E de repente vem, não sei de onde, essa energia boa para empreender. A alegria do novo. E já não há medo. (Ao menos, não tanto medo.) E o entusiasmo vence os receios. E a chance de dar certo e de ser divertido é maior do que aquela sombra eterna que parece sempre sussurrar sorrindo, baixinho, atrás do ouvido, que tudo tem grande chance de ser em vão.

Que bom não estar velho demais para me candidatar a ser eu também um maker. A fazer. Falar menos e realizar mais. Não só pensar, refletir, ponderar, planejar, analisar – mas fazer. Não só palpitar no que é dos outros, e criticar e elogiar e admirar e invejar a obra alheia – mas fazer. Construir a minha própria obra. É disso que se trata. Dar o primeiro passo. Dar o próximo passo. Seguir adiante. Sair da inércia. Trazer os sonhos e os projetos do ideário e da idealização para a realidade. Ter a coragem de testá-los. De jogá-los no mundo. Não importa onde você vai chegar – mas, sim, quando você vai começar. Continue lendo »

Como numa mesa de pôquer

Apostar mais ou cair fora?

Apostar mais ou cair fora?

Você é empreendedor? Está pensando em empreender? Então saiba que um novo negócio não dar certo não é o problema. Ouvi isso de um sócio, anos atrás. Era um cara escaldado, que já tinha aberto e fechado várias empresas. Quando uma iniciativa mostra claramente que não vai adiante, a decisão a tomar é fácil: liquida-se a fatura e parte-se para outra. Não há vergonha alguma nisso.

Quem está no empreendimento tem que estar preparado para essa eventualidade. Todo dia um cliente pode entrar e todo dia um cliente pode sair. Todo dia você pode acordar e ver pela janela a sua horta verdejando – mas pode também vê-la esturricar ao sol, inapelavelmente, ou então ser devorada por uma nuvem implacável de gafanhotos. É do jogo. Basta que você esteja preparado para dar baixa naquela iniciativa e começar outra.

O grande problema, como colocou meu ex-sócio, não é a “merda”, mas a “meia merda”. Quando o negócio não está indo para frente mas também não está ruim o suficiente para que você perca as esperanças. Aí é que mora o perigo. Aí é que você pode perder um bocado de dinheiro. Na hesitação entre ir embora e continuar tentando, há um poço sem fundo.

Num dia você ficará pensando que o melhor é realizar logo o prejuízo e parar de enfiar tempo e grana numa operação que não mostra o menor sinal de que vá retornar esse investimento. No dia seguinte, você pensará que é preciso ter fé, que é preciso ter coragem, que é preciso insistir mais um pouco, que se fosse fácil qualquer um faria, que é preciso ralar para ganhar. Continue lendo »

De funcionário público a empreendedor

Quem já vestiu essa camiseta por baixo da camisa social do emprego não tem alternativa senão ir lá e tentar a mão.

Quem já vestiu essa camiseta por baixo da camisa social do emprego não tem alternativa senão ir lá e tentar a mão.

Um companheiro de ingenuidade me escreve:

“Acompanho seu Manual há muito tempo. E confesso que tenho andado inquieto. Talvez eu já estivesse insatisfeito quando comecei a lê-lo, só não havia me dado conta. Tenho 35 anos, sou funcionário público. Achei que estabilidade era tudo o que eu queria e que depois de passar num concurso minha vida profissional não seria mais preocupação. Estabilidade, pouca pressão, bom salário… E muito tédio! Sinto vontade de empreender, de fazer algo novo, de fazer a diferença no mundo. Trabalho numa área absolutamente burocrática. Queria realmente começar uma carreira nova. O que tenho vontade de fazer não tem nada a ver com o que fiz até o momento. Será que ainda dá tempo? Sou pai de família, mas tenho um pé de meia, que me daria algum folego até começar a ganhar dinheiro numa área nova… Vale a pena tentar? Por onde começar? Estou precisando de ajuda, Adriano.”

Caro amigo, Continue lendo »

Você é executivo, empresário ou empreendedor?

É preciso ter disposição para apanhar e seguir adiante, sem pedir água, sem desistir, sem sentir pena de si. Não é fácil. Mas, se fosse fácil, qualquer um fazia.

É preciso ter disposição para apanhar e seguir adiante, sem pedir água, sem desistir, sem sentir pena de si. Não é fácil. Mas, se fosse fácil, qualquer um fazia.

Há uma dimensão do profissional que é o talento que ele carrega, que são as competências que ele desenvolveu.

E há uma outra dimensão que é a aplicação efetiva que ele consegue fazer dessa potência e desses diferenciais. Ninguém é bom no éter – você sempre será bom fazendo alguma coisa em um determinado ambiente. Não raro, uma alteração nessas condições faz com que o seu desempenho sofra mutações drásticas – para cima ou para baixo.

Há quem seja muito bom executivo, trabalhando numa grande estrutura. É o sujeito que brilha em reuniões, sabe costurar bem para cima, para baixo e para os lados, flana pelos corredores e está sempre na lista dos promovíveis. Não necessariamente esse profissional vai se dar bem longe do ambiente refrigerado de uma corporação.

Há quem seja muito bom empresário, mas partindo de um certo volume de investimentos, com um conjunto mínimo de recursos postos a sua disposição. É o capitão de indústria, um cara que sabe liderar times em direção a um determinado objetivo. Não necessariamente esse cara se dará bem sozinho, no meio do mato, sem um pelotão para comandar, sem armas nem mantimentos, munido de apenas uma faca, e de uma barrinha de cereais, em meios às feras.

E há quem goste mesmo é de tirar empresas do chão, de criar negócios do zero – esses são os empreendedores. Esses são os caras das start ups – que não necessariamente se darão bem como executivos numa estrutura corporativa (quase nunca, aliás) nem à frente da expansão de um novo negócio com muitos recursos à sua disposição para administrar, com muitos interlocutores a atender. Esses são os caras da ideia, da explosão criativa, e da iniciativa em seu estado mais puro – que é fazer, botar na rua, aprender, adaptar, carpir, melhorar. Continue lendo »

Você trabalha com quê?

Bebê, nesse varal cabem quantas roupinhas você for capaz de imaginar...

Bebê, nesse varal cabem quantas roupinhas você for capaz de imaginar…

“Eu não escolhi uma profissão. Eu criei a minha profissão.”

Ouvi essa frase há uns anos, de um empreendedor muito bem sucedido. É uma daquelas concisões conceituais com as quais você topa e não esquece jamais.

Quem sabe, ao invés de procurar emprego, a gente pudesse inventar um emprego? Quem sabe, ao invés de olhar para fora, a gente se dedicasse a olhar para dentro, em busca das verdadeiras respostas às nossas inquietações profissionais? E se a gente focasse em identificar oportunidades no mercado, demandas desatendidas, e nos preparássemos para atendê-las bem, de modo inovador, gerando felicidade para nós mesmos e para os outros, em vez de permanecer brigando para ocupar os lugares que já existem e que já estão tomados?

O inovador que enxerga a si mesmo dessa forma, e que dá esse destino à sua energia realizadora, é um cara que experimenta uma sensação de poder e de liberdade enorme. (Depois de ver isso, de viver isso, de sentir isso, é difícil voltar a caber numa escaninho corporativo qualquer.) Continue lendo »