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Você tem vergonha de vender?

Tom Cruise aparece de modo estourado nos cartazes não porque ele é bonito ou atua bem - mas porque ele é um grande vendedor.

Tom Cruise aparece de modo estourado nos cartazes não porque ele é bonito ou atua bem – mas porque ele é um grande vendedor.

O que a Gisele Bündchen faz para viver?
Desfila, tira fotos, posa para capas de revista?
Não. Ela vende.

E Tom Cruise, o que ele faz?
Lê roteiros, interpreta personagens, produz filmes?
Não. Ele vende.

E Paulo Coelho?
Escreve, lê, medita, sonha, estuda?
Não. Ele vende.

E o padre ou pastor da sua Igreja? E o seu médico e o seu dentista? E a professora do seu filho?
Eles vendem.

Todo mundo está vendendo alguma coisa. Todo mundo tem alguma coisa para vender. É assim que nos conectamos economicamente às outras pessoas – por meio de trocas de valor. Eu tenho algo que você precisa e eu preciso de algo que você tem. Continue lendo »

O grande empreendedor sabe se dar ao respeito – mas também sabe a hora de se desrespeitar um pouquinho

O empreendedor precisa estar pronto para ser seu melhor amigo - e seu pior inimigo.

O empreendedor precisa estar pronto para ser seu melhor amigo – e seu pior inimigo.

O empreendedor precisa ter grande respeito por si mesmo. A primeira admiração e a primeira confiança que ele precisa conquistar são as dele mesmo. Ele vai precisar muito desse apoio interno – de si para si. É nesse foro íntimo, mais do que em qualquer outro lugar, que reside tanto a energia para ir adiante, superando qualquer adversidade, quanto as bananas de dinamite que podem botar tudo abaixo, inclusive bons projetos em curso.

Será preciso ter autoestima para acreditar em si mesmo, no seu potencial, na sua própria capacidade – especialmente naqueles momentos em que ninguém mais à volta aposta um centavo na sua visão ou na sua capacidade de executá-la bem.

Será preciso fé – a capacidade de acreditar em algo que não é possível provar, de acreditar no próprio taco, de ir adiante munido apenas da intuição de que as coisas darão certo e de que há momentos na vida em que é preciso crer para ver.

Isso é convicção em si mesmo e nas próprias ideias. Isso é respeito por si mesmo. Continue lendo »

Como fazer sua empresa crescer mantendo o espírito de startup?

Como crescer sua empresa de modo a parar de empurrar pedra montanha acima - mas sem também virar um hamster correndo sem sair do lugar numa gaiola?

Como crescer sua empresa de modo a parar de empurrar pedra montanha acima – mas sem também virar um hamster correndo sem sair do lugar numa gaiola? (Imagem: Vichare/ www.entrepreneurfail.com)

Toda grande empresa já foi uma startup que trouxe uma mudança ao mercado, quebrou um paradigma, atendeu a uma necessidade de um jeito novo, e deu certo com a sua oferta de valor.

Rapidamente, no entanto, a empresa que quebra o paradigma anterior passa a defender com unhas e dentes o novo paradigma – que ela criou. E aí os nômades viram sedentários e os caçadores viram agricultores. E quem trazia a mudança vira um inimigo das transformações, e quem era o arauto do novo se torna avesso às novidades. E quem assumia os riscos de fazer diferente perde a coragem de sair da sua zona de conforto. E quem era inovador, às vezes disruptivo, se torna um mero reprodutor de atividades padronizadas – um sujeito quase sempre apartado, por vontade própria, da inspiração e da criatividade.

Quando você troca o sonho pelo ceticismo, você deixa de ser empreendedor para virar empresário. Esse é o momento de acender a luz amarela, parar por um instante e refletir se é isso mesmo que você quer fazer com sua carreira, com seu empreendimento e com sua vida. Continue lendo »

Você já tem um CNPJ para chamar de seu?

 

Sociedade em rede, formada por milhares de pequenos empreendedores ultraespecializados: trabalhadores do mundo todo, empreendei – não tendes nada a perder além de vossos grilhões!

Sociedade em rede, formada por milhares de pequenos empreendedores ultraespecializados: trabalhadores do mundo todo, empreendei – não tendes nada a perder além de vossos grilhões!

Sim, o emprego formal, como o conhecemos, está acabando. Tem cada vez menos ofertas para bons cargos nas empresas. E cada vez menos pessoas dispostas a mergulhar de cabeça na vida executiva.

Sim, há cada vez mais pessoas interessadas em tocar seus próprios negócios – e suas próprias vidas – fora do mundo corporativo, de modo mais criativo, em atividades mais próximas daquilo em que acreditam e daquilo que querem para si.

Sim, os novos negócios que surgem nesse cenário tendem a ser pequenos – inclusive porque não têm a pretensão de crescerem e de virarem empresas enormes. Pasme: nem todo empreendedor deseja ser um empresário.

Isso cria um novo cenário para o mundo do trabalho.

Oportunidades haverá, muitas. Empregos, nem tanto. Vamos trabalhar mais por projetos, em contratos com começo, meio e fim. Você não entregará toda a sua força de trabalho a um só empregador. Será um mundo de relações efêmeras – que duram o tempo que fizerem sentido – e não de relacionamentos engessados, obrigados por lei. Namoraremos muito mais. E lançaremos muito menos mão do matrimônio. Continue lendo »

O pior tipo de morte é abdicar de viver

steve

All right, Steve. Help me out here.

E de repente vem, não sei de onde, essa energia boa para empreender. A alegria do novo. E já não há medo. (Ao menos, não tanto medo.) E o entusiasmo vence os receios. E a chance de dar certo e de ser divertido é maior do que aquela sombra eterna que parece sempre sussurrar sorrindo, baixinho, atrás do ouvido, que tudo tem grande chance de ser em vão.

Que bom não estar velho demais para me candidatar a ser eu também um maker. A fazer. Falar menos e realizar mais. Não só pensar, refletir, ponderar, planejar, analisar – mas fazer. Não só palpitar no que é dos outros, e criticar e elogiar e admirar e invejar a obra alheia – mas fazer. Construir a minha própria obra. É disso que se trata. Dar o primeiro passo. Dar o próximo passo. Seguir adiante. Sair da inércia. Trazer os sonhos e os projetos do ideário e da idealização para a realidade. Ter a coragem de testá-los. De jogá-los no mundo. Não importa onde você vai chegar – mas, sim, quando você vai começar. Continue lendo »

Como numa mesa de pôquer

Apostar mais ou cair fora?

Apostar mais ou cair fora?

Você é empreendedor? Está pensando em empreender? Então saiba que um novo negócio não dar certo não é o problema. Ouvi isso de um sócio, anos atrás. Era um cara escaldado, que já tinha aberto e fechado várias empresas. Quando uma iniciativa mostra claramente que não vai adiante, a decisão a tomar é fácil: liquida-se a fatura e parte-se para outra. Não há vergonha alguma nisso.

Quem está no empreendimento tem que estar preparado para essa eventualidade. Todo dia um cliente pode entrar e todo dia um cliente pode sair. Todo dia você pode acordar e ver pela janela a sua horta verdejando – mas pode também vê-la esturricar ao sol, inapelavelmente, ou então ser devorada por uma nuvem implacável de gafanhotos. É do jogo. Basta que você esteja preparado para dar baixa naquela iniciativa e começar outra.

O grande problema, como colocou meu ex-sócio, não é a “merda”, mas a “meia merda”. Quando o negócio não está indo para frente mas também não está ruim o suficiente para que você perca as esperanças. Aí é que mora o perigo. Aí é que você pode perder um bocado de dinheiro. Na hesitação entre ir embora e continuar tentando, há um poço sem fundo.

Num dia você ficará pensando que o melhor é realizar logo o prejuízo e parar de enfiar tempo e grana numa operação que não mostra o menor sinal de que vá retornar esse investimento. No dia seguinte, você pensará que é preciso ter fé, que é preciso ter coragem, que é preciso insistir mais um pouco, que se fosse fácil qualquer um faria, que é preciso ralar para ganhar. Continue lendo »

De funcionário público a empreendedor

Quem já vestiu essa camiseta por baixo da camisa social do emprego não tem alternativa senão ir lá e tentar a mão.

Quem já vestiu essa camiseta por baixo da camisa social do emprego não tem alternativa senão ir lá e tentar a mão.

Um companheiro de ingenuidade me escreve:

“Acompanho seu Manual há muito tempo. E confesso que tenho andado inquieto. Talvez eu já estivesse insatisfeito quando comecei a lê-lo, só não havia me dado conta. Tenho 35 anos, sou funcionário público. Achei que estabilidade era tudo o que eu queria e que depois de passar num concurso minha vida profissional não seria mais preocupação. Estabilidade, pouca pressão, bom salário… E muito tédio! Sinto vontade de empreender, de fazer algo novo, de fazer a diferença no mundo. Trabalho numa área absolutamente burocrática. Queria realmente começar uma carreira nova. O que tenho vontade de fazer não tem nada a ver com o que fiz até o momento. Será que ainda dá tempo? Sou pai de família, mas tenho um pé de meia, que me daria algum folego até começar a ganhar dinheiro numa área nova… Vale a pena tentar? Por onde começar? Estou precisando de ajuda, Adriano.”

Caro amigo, Continue lendo »

Você é executivo, empresário ou empreendedor?

É preciso ter disposição para apanhar e seguir adiante, sem pedir água, sem desistir, sem sentir pena de si. Não é fácil. Mas, se fosse fácil, qualquer um fazia.

É preciso ter disposição para apanhar e seguir adiante, sem pedir água, sem desistir, sem sentir pena de si. Não é fácil. Mas, se fosse fácil, qualquer um fazia.

Há uma dimensão do profissional que é o talento que ele carrega, que são as competências que ele desenvolveu.

E há uma outra dimensão que é a aplicação efetiva que ele consegue fazer dessa potência e desses diferenciais. Ninguém é bom no éter – você sempre será bom fazendo alguma coisa em um determinado ambiente. Não raro, uma alteração nessas condições faz com que o seu desempenho sofra mutações drásticas – para cima ou para baixo.

Há quem seja muito bom executivo, trabalhando numa grande estrutura. É o sujeito que brilha em reuniões, sabe costurar bem para cima, para baixo e para os lados, flana pelos corredores e está sempre na lista dos promovíveis. Não necessariamente esse profissional vai se dar bem longe do ambiente refrigerado de uma corporação.

Há quem seja muito bom empresário, mas partindo de um certo volume de investimentos, com um conjunto mínimo de recursos postos a sua disposição. É o capitão de indústria, um cara que sabe liderar times em direção a um determinado objetivo. Não necessariamente esse cara se dará bem sozinho, no meio do mato, sem um pelotão para comandar, sem armas nem mantimentos, munido de apenas uma faca, e de uma barrinha de cereais, em meios às feras.

E há quem goste mesmo é de tirar empresas do chão, de criar negócios do zero – esses são os empreendedores. Esses são os caras das start ups – que não necessariamente se darão bem como executivos numa estrutura corporativa (quase nunca, aliás) nem à frente da expansão de um novo negócio com muitos recursos à sua disposição para administrar, com muitos interlocutores a atender. Esses são os caras da ideia, da explosão criativa, e da iniciativa em seu estado mais puro – que é fazer, botar na rua, aprender, adaptar, carpir, melhorar. Continue lendo »

Você trabalha com quê?

Bebê, nesse varal cabem quantas roupinhas você for capaz de imaginar...

Bebê, nesse varal cabem quantas roupinhas você for capaz de imaginar…

“Eu não escolhi uma profissão. Eu criei a minha profissão.”

Ouvi essa frase há uns anos, de um empreendedor muito bem sucedido. É uma daquelas concisões conceituais com as quais você topa e não esquece jamais.

Quem sabe, ao invés de procurar emprego, a gente pudesse inventar um emprego? Quem sabe, ao invés de olhar para fora, a gente se dedicasse a olhar para dentro, em busca das verdadeiras respostas às nossas inquietações profissionais? E se a gente focasse em identificar oportunidades no mercado, demandas desatendidas, e nos preparássemos para atendê-las bem, de modo inovador, gerando felicidade para nós mesmos e para os outros, em vez de permanecer brigando para ocupar os lugares que já existem e que já estão tomados?

O inovador que enxerga a si mesmo dessa forma, e que dá esse destino à sua energia realizadora, é um cara que experimenta uma sensação de poder e de liberdade enorme. (Depois de ver isso, de viver isso, de sentir isso, é difícil voltar a caber numa escaninho corporativo qualquer.) Continue lendo »

Quando ignorar uma opinião desfavorável a seu respeito é a pior coisa que você pode fazer

Acho que o Caliper não estava certo a meu respeito. O que não quer dizer que tenha errado totalmente.

Acho que o Caliper não estava certo a meu respeito. O que não quer dizer que tenha errado totalmente.

Esses dias eu fiz um teste de aptidão profissional online, chamado Caliper, que revelou, para minha grande surpresa, compartilhada pelo entrevistador que acompanhava o processo, que eu não sou empreendedor e que não tenho agressividade comercial.

Isso me chocou, a princípio. Afinal, eu sempre fui reconhecido pelo empreendedorismo – mesmo quando ainda era funcionário. E há cinco anos vivo de iniciativa própria, sem crachá nem holerite nem patrão. Em adição, tive mais problemas ao longo da carreira por ser “agressivo”, inclusive comercialmente, do que por uma suposta passividade. Minha primeira reação, portanto, foi a de considerar o Caliper um sistema tonto demais para ser levado a sério.

Eu esperava que o teste revelasse outras coisas, talvez. Nós em áreas como relacionamento interpessoal, modos de lidar com o poder, capacidade de trabalhar em equipe etc. Esses são campos onde um cara como eu sempre tem coisas a melhorar. Mas ver apontados em mim como pontos fracos, ou negativos, exatamente a capacidade de empreender e de vender (um produto, um serviço, uma solução, uma ideia), foi algo que me causou espanto e negação.

Eu poderia tranquilamente ignorar o Caliper. Como, de certa forma, fiz, aliás. Afinal, quem acredita em testes psicotécnicos? A maioria das pessoas seguiria por esse caminho – dar as costas àquele resultado incômodo e nunca mais pensar sobre o assunto. Continue lendo »