Duas coisas que todo empreendedor precisa fazer todo dia

 

A principal função do empreendedor, na verdade, são duas: sobreviver e liderar.

A principal função do empreendedor, na verdade, são duas: sobreviver e liderar.

A principal função do empreendedor, na verdade, são duas.

A primeira: manter o negócio vivo.

Eis a principal missão do dono de uma empresa: fazê-la sobreviver.

A relação do criador com a criatura é, em boa medida, uma relação de pai com filho. Você não mede esforços para que ele tenha saúde, se torne autônomo, ganhe mundo, caminhe com as próprias pernas, seja ético e justo, cumpra todo o seu potencial, tenha capacidade de gerar felicidade para si mesmo e de ser querido pelos outros.

Para isso, às vezes, é preciso correr pelo campo sem posição definida. Fazendo o gol quando o centroavante que você contratou hesita na cara do gol adversário. Dando bicão lá atrás quando o zagueiro que você escalou como xerife titubeia dentro da própria área. Voltando para reforçar a marcação quando seu oponente ataca. Levando o time ao ataque assim que recupera a posse de bola.

Seu trabalho, como empresário, é um só: fazer o que for necessário. Leia mais

Você está construindo um negócio para viver ou para vender?

 

Quer construir um negócio de impacto ou um negócio de escala?

Quer construir um negócio de impacto ou um negócio de escala?

Há vários jeitos de você pensar um negócio.

Você pode, por exemplo, escolher entre criar um negócio de escala ou um negócio de impacto. Trata-se de motivações bastante distintas.

Num negócio de escala, você quer crescer, escalar o negócio (aumentado as rapidamente receitas sem a necessidade de expandir os custos na mesma medida), pivotar logo a sua empresa (produzindo novos negócios a partir do eixo central do negócio original), expandir a operação, atender mais gente, faturar mais, aumentar o valor de mercado da sua empreitada.

Num negócio de impacto, você quer mudar o mundo para melhor, quer gerar um legado, quer causar transformações positivas nas comunidades em que está inserido. Você quer retornar ao máximo, para sociedade, aquilo que recebe dela.

Num negócio de escala, seu objetivo é dominar o mundo, acumular dinheiro, ficar rico. Num negócio de impacto, seu objetivo é dar sua contribuição para a construção de um mundo melhor, mais justo e mais equilibrado. E, claro, quer receber dinheiro suficiente para poder viver disso, com um modelo de negócios sustentável. Leia mais

Você já tem um CNPJ para chamar de seu?

 

Sociedade em rede, formada por milhares de pequenos empreendedores ultraespecializados: trabalhadores do mundo todo, empreendei – não tendes nada a perder além de vossos grilhões!

Sociedade em rede, formada por milhares de pequenos empreendedores ultraespecializados: trabalhadores do mundo todo, empreendei – não tendes nada a perder além de vossos grilhões!

Sim, o emprego formal, como o conhecemos, está acabando. Tem cada vez menos ofertas para bons cargos nas empresas. E cada vez menos pessoas dispostas a mergulhar de cabeça na vida executiva.

Sim, há cada vez mais pessoas interessadas em tocar seus próprios negócios – e suas próprias vidas – fora do mundo corporativo, de modo mais criativo, em atividades mais próximas daquilo em que acreditam e daquilo que querem para si.

Sim, os novos negócios que surgem nesse cenário tendem a ser pequenos – inclusive porque não têm a pretensão de crescerem e de virarem empresas enormes. Pasme: nem todo empreendedor deseja ser um empresário.

Isso cria um novo cenário para o mundo do trabalho.

Oportunidades haverá, muitas. Empregos, nem tanto. Vamos trabalhar mais por projetos, em contratos com começo, meio e fim. Você não entregará toda a sua força de trabalho a um só empregador. Será um mundo de relações efêmeras – que duram o tempo que fizerem sentido – e não de relacionamentos engessados, obrigados por lei. Namoraremos muito mais. E lançaremos muito menos mão do matrimônio. Leia mais

Ei, empreendedor, você voltaria a ter um emprego?

 

O que importa é a oportunidade. E não se você vai se conectar a ela com um CPF ou um CNPJ.

O que importa é a oportunidade. E não se você vai se conectar a ela com um CPF ou um CNPJ.

Estou no empreendimento há quase dez anos. Os primeiros 24 meses foram de reaprendizagem e de muita apreensão. Foi preciso reaprender a ganhar dinheiro, a guardar dinheiro, a gastar dinheiro. E vivi na companhia do medo dia após dia, nessa fase inicial de troca de pele e de software e de DNA.

Ter um emprego é um esporte terrestre. Se você cair, você se esfola, levanta e segue adiante. Já o empreendimento é um esporte aéreo – dependendo de onde cair, e de como você cair, você corre o risco de se arrebentar feio, e de ficar com sequelas para o resto da vida.

Num emprego, você se acopla a um corpo que já tem seu lugar no mundo – uma empresa que tem clientes, consumidores, fornecedores, faturamento, fluxo de caixa. Nada disso está garantido para sempre. Mas a empresa em que você atua é uma realidade, e não uma promessa. A inércia joga a seu favor. Você não é o novo entrante – você é o que está estabelecido.

Numa startup, a inércia opera contra você, que está entrando num lugar tomado por outros, e tentando achar um espaço para chamar de seu. Ninguém vai lhe dar esse espaço. E nem será fácil conquistá-lo. Não há dinheiro sobrando – nunca há, em nenhum tipo de cenário. E o faturamento que você conquistar, e que lhe permitirá existir, sairá necessariamente do faturamento de alguém, que o perderá. Leia mais

A patética confraria dos cuecas sujas

 

Eis o que as campanhas publicitárias de cerveja não cansam de nos dizer: todo bebedor de cerveja é um idiota.

Eis o que a maioria das campanhas publicitárias de cerveja não cansa de nos dizer: todo bebedor de cerveja é um idiota.

Não é preciso olhar com olhos feministas para enxergar nesta campanha Verão, da cerveja Itaipava, uma colagem de equívocos.

Verão – um trocadilho do nome da estação com o aumentativo de Vera – é uma mulher gostosíssima. (O casting, nesse sentido, é perfeito. Parabéns aos envolvidos.) Ela trabalha seminua num bar, como garçonete, e é basicamente constrangida o tempo todo por todos os presentes no recinto, do seu colega (ou patrão?) atrás do balcão aos comensais nas mesas (todos homens).

Trata-se de uma situação de curra moral coletiva, de solidariedade entre homens na misoginia, na humilhação ou na alienação de mulheres – a falocracia operando seu jugo. A cena emula um puteiro – o ambiente arquetípico que a cerveja escolheu para contar a sua história. A mulher objeto, reduzida às suas curvas. A nudez feminina sendo vendida de um homem (o proprietário) para outro homem (o cliente). A mulher como uma escrava sexual, como um produto negociado num mundo de cáftens. A transformação da mulher bonita, que nos provoca, em uma prostituta – como se o único valor que ela tivesse a oferecer fosse um sorriso malicioso (dado a qualquer um que possa pagar), um par de peitos e outro de coxas, uma bunda se insinuando para fora da microssaia.

O filme é duplamente insidioso ao não retratar nada disso como uma expressão da sexualidade da moça, como um protagonismo dela em relação à sua própria libido – mas, ao contrário, colocando toda a carga de erotismo da cena a serviço dos homens, como uma oferenda ao falo. (O coro dos caras no bar, “Vai, Verão…”, quando ela vira de costas, e “Vem, Verão…”, quando ela volta de frente, sublinha essa ideia da moça como uma marionete controlada pelo desejo masculino.)

E o filme é triplamente insidioso ao retratar Verão como uma mulher que gosta disso, como uma fêmea que adora se ver nessa posição de ser exibida aos clientes como uma mercadoria – ela chega a se vangloriar disso ao final do comercial. Leia mais

Sobre o ciúme

 

O ciúme é um alarme que precisa ser desligado assim que você desperta - ou a sua vida, e a vida do outro, se tornarão insuportáveis

É verdade. Ele destroi aquilo que se propõe a defender. Anote: o ciúme é um alarme que precisa ser desligado assim que você desperta – ou a sua vida, e a vida do outro, se tornarão insuportáveis

O ciúme é um sentimento sombrio. Ele toma conta da sua consciência. Desse outro você que você tem aí dentro. E é como se você passasse a ter um Lorde Sith dentro de si, ditando as regras, lutando internamente, com voz de comando, para lhe transformar num Darth Vader.

Você perde a confiança no outro – e em si mesmo. Você perde a capacidade de acreditar na pessoa com quem divide tudo, com a criatura mais próxima de você nessa vida – quem mais lhe conhece.

Qualquer acontecimento fortuito se transforma numa evidência. E qualquer evidência se transforma numa prova cabal. E você não faz outra coisa além de desconfiar, de procurar, de auscultar – e assim ir tecendo a grande mortalha com a qual, se não parar logo, terá de recobrir sua relação muito em breve.

O ciúme é um filme que você vai montando dentro de si, sozinho, se sentindo abandonado e enganado. Você vai colando cenas reais com cenas imaginárias, concluindo alguns diálogos concretos com outros que você mesmo cria. E ambas as coisas – os retalhos de realidade e a cola da imaginação – vão contribuindo para você formar uma verdade própria e inabalável sobre o que aconteceu e sobre o que está acontecendo.

Como numa farsa, você nunca sabe se o que está enxergando é real, uma conduta cruel de quem vive com você – ou se é tudo uma grande ilusão, uma construção doentia da sua cabeça. Você nunca sabe se o que está à sua frente é o óbvio ululante, que você, como um néscio, tenta negar – ou se você está apenas vivendo um grande pesadelo, ao qual você está se agarrando, e que está lhe sugando para as profundezas de um mundo irreal feito de sombras. Leia mais

Cocriar com seus consumidores é fácil, duro é botar seus executivos para trabalharem juntos…

Bem-vindo à nova economia! Permanecer vivo depende da sua capacidade de inventar o futuro – e não da sua posição no presente ou do que você construiu no passado

Bem-vindo à nova economia! Permanecer vivo depende da sua capacidade de inventar o futuro – e não da sua posição no presente ou do que você construiu no passado

Cocriação é um dos memes da nova economia. A capacidade de cocriar, ou de criar junto, é também uma das ferramentas mais básicas do trabalho colaborativo – que é outro meme. Então, por favor, esqueça desde já os memes. Ignore o hype, o jargão, o verniz glamuroso. Queria falar com você de cocriaçao, e de trabalho colaborativo, como instrumentos de uso prático para a obtenção de melhores resultados para a sua empresa.

Cocriar, em essência, é trazer uma ideia para uma mesa composta por outras pessoas, todas com igual acesso à vez, à voz e a voto, com a convicção de que o que importa é o projeto coletivo que sair dali – e não as ideias individuais que entraram lá no começo.

Quanto mais variadas forem as visões que compuserem essa mesa, quanto mais diferentes forem as competências e as experiências e os pontos-de-vista dos participantes, melhor. No mundo da nova economia, diversidade é uma coisa boa. E a uniformidade, e a conformidade, são coisas que tendem à burrice.

Para cocriar, é preciso contar com um processo bem montado. Uma metodologia que organize o trabalho colaborativo e o torne eficiente e produtivo. (“Facilitador” é uma das novas profissões da nova economia – uma função cada vez mais importante e valorizada. Trata-se do talento de conduzir gente muito diferente na direção de um resultado consensado, respeitando e preservando as diferenças, sem perder o foco nem o ritmo, tirando o melhor das colisões criativas que acontecem pelo caminho. Quem se habilita?)

Para cocriar, é preciso, antes que tudo, deixar do lado de fora da sala o ego, a vaidade, a cultura de competição, o sentimento de defesa (e de conquista) de territórios, a sede de “copyright”. (É preciso começar a pensar em “copyleft”, meu amigo, em “creative commons”, minha amiga.)
A cocriação é um processo criativo muito eficaz – que exige que aprendamos a colaborar, a somar, a trabalhar em rede. Isso não significa se anular – mas contribuir e potencializar os demais, se permitindo também ser potencializado por eles. É preciso acreditar que pensar junto é melhor do que pensar sozinho, e que grandes obras nunca são construídas por um único indivíduo. Leia mais

Meus amigos no mundo. Meus amigos dentro de mim

 

Algumas coisas são para sempre. (Só nós é que não duramos tanto.)

Algumas coisas são para sempre.

As coisas me tocam. Eu me apego às pessoas. Valorizo os momentos. A impermanência de tudo me machuca. Eu sinto como um parnasiano. Uma dor funda a cada nova finitude com que cruzo pela vida. Os pontos finais me cortam a carne. Eu não tenho o desapego que permite a alguns navegar com leveza pelos eventos que o vento levou, e que se perdem no tempo, interrompidos. Às vezes lido melhor com tudo isso, sem tanto peso. Outras vezes, não consigo sorver da vida só as coisas boas, celebrando apenas o presente – e as presenças: as ausências me machucam. Carrego o gene macambúzio. Tudo adquire peso e se cobre de melancolia – que é quando até mesmo as alegrias me entristecem (porque passam) e o coração fica apertado até mesmo com as coisas boas (porque acabam), numa espécie de depressão pós-orgasmo crônica, permanentemente ligada, que vale para tudo.

Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou

Ao comemorarmos nossas recordações, geramos novas recordações. E outras palavras e outros gestos, e novos olhares e novos momentos, que passam a compor o panteão de coisas bacanas para lembrar – e para nos doer como lembrança, como saudade daquilo que fomos, e como abandono daquilo que poderíamos ter sido. Onde guardar tudo isso – que é maior do que eu? Como lidar com tudo isso – se mal sei compreendê-lo em toda sua extensão e profundidade?

A gente cria novas histórias que também são encerradas precocemente e que também vão ficando para trás. A vida é feita de escolhas. E cada escolha implica uma perda. Começar alguma coisa significa encerrar outra. Optar por um caminho significa recusar outro. A alegria de um reencontro traz sempre consigo a dor de uma separação. Nós não podemos ter tudo. As festas passam voando. Como a vida.

Sempre em frente
Não temos tempo a perder

A cada reencontro, uma celebração de vida. Da conexão inexplicável que nos une há tantos anos – nós que há tantos anos estamos separados. Amor à distância. Amor antigo, redivivo. A euforia de reencontrar o outro vivo e bem – e ainda jovem e ainda bonito. Até que um novo “tchau” se impõe. Mais uma despedida. Mais uma morte. Um outro fim para prantear. O outro some de novo da nossa existência e leva junto uma parte querida (ainda que muitas vezes idealizada) do que fomos e do que somos. Um novo luto, doído, do outro – e de nós mesmos. Que vamos sempre embora – e que sempre que vamos embora deixamos algo para trás.

Vertigem de viajarmos juntos no tempo, de mãos dadas, para em seguida dizermos “até logo” outra vez e reassistirmos a diáspora. E de ver quanta coisa fundamental aquelas pessoas e aquele tempo representam para a gente. E ver que isso tudo continua muito vivo aqui dentro. A gente se reencontra com o que foi, com outras (im)possibilidades de trajetória, congeladas no tempo, tudo misturado com quem somos hoje. A gente se reencontra – para se separar de novo. E a vida segue. Vertiginosamente. O tempo não pára. E só se vive uma vez. A vida é um trilho no qual só é possível rodar um trem de cada vez. Leia mais

O emprego está acabando. Viva!

O emprego, como o conhecemos hoje, está com os dias contados. E quer saber? Essa é uma grande notícia.

O emprego, como o conhecemos hoje, está com os dias contados. E quer saber? Essa é uma grande notícia.

Há um tempo li que em 2030 quase dois terços da força de trabalho nos Estados Unidos serão formados por agentes econômicos autônomos. Ou seja: profissionais independentes, muitas vezes organizados em CNPJs, com status de pessoa jurídica, que irão se conectar a oportunidades a partir de suas competências e especialidades. Ou seja: o futuro do trabalho, a julgar por esse cenário, é se tornar um especialista, ser muito bom numa determinada área, e entregar esse serviço em projetos com começo, meio e fim.

Esse seria um mundo sem empregos. Ou com menos empregos. Ou com um tipo de emprego muito diferente daquilo que conhecemos. O emprego urbano, em corporações, o que temos hoje, é uma concepção da economia industrial. Ele existe, pois, há quase 250 anos, desde que surgiram as primeiras fábricas nas cidades. Ele evoluiu na forma, é claro. Mas, na essência, continua o mesmo: você entrega a uma companhia toda a sua capacidade de trabalho, 8 horas por dia, de segunda a sexta, o que na prática soma bem mais do que as 40 horas semanais protocolares. Seu trabalho é medido por tempo. Você ganha um crachá, um holerite, alguns benefícios – e trabalha com dedicação exclusiva para aquele empregador.

A economia pós-industrial, a revolução digital e o fenômeno do empreendedorismo estão mudando radicalmente esse cenário. Se na geração do meu pai o ideal de carreira era passar num concurso público, ganhar a estabilidade e trabalhar 30 anos no mesmo lugar, fazendo a mesma coisa, e se na minha geração o ideal passou a ser ingressar na iniciativa privada e fazer a carreira em ciclos de 5 a 10 anos em grandes empresas, e se aposentar com 35 de serviços prestados numa trajetória corporativa ascendente, a turma que chega hoje ao mercado não quer nada disso. Leia mais

Os inacreditáveis cafetões do mundo do trabalho

 

Sabe qual é a pior parte de ser ludibriado por um cafajeste? É que você sabia, ainda que inconscientemente, desde o começo, com quem estava lidando. Mas se deixou seduzir pelo charme da malandragem.

Sabe qual é a pior parte de ser ludibriado por um cafajeste? É que você sabia, ainda que inconscientemente, desde o começo, com quem estava lidando. E mesmo assim se deixou seduzir pelo charme da malandragem.

Esses dias um amigo me chamou a atenção para um fenômeno: as empresas que trabalham para caramba para não terem que trabalhar. Os caras correm feito loucos para poderem ficar parados.

Esse funcionamento é relativamente comum. Mas nem sempre temos a clareza do seu mecanismo. Meu amigo me emprestou sua visão de raio X. Eu enxerguei. E compartilho aqui com você.

Há estruturas empresariais – algumas grandes, com dezenas, centenas, de funcionários – que são montadas e que se movimentam, às vezes intensamente, para não precisar entregar aquilo que é vendido.

Esses são os profissionais que se especializam em justificar o que não foi feito – ao invés de fazer. Se trabalhassem, se entregassem, se fossem honestos com seus clientes, sua vida seria mais fácil. Com frequência sustentar uma mentira é muito mais difícil do que dizer a verdade. Ser malandro demanda muito mais do que simplesmente ser honesto. Mas tem gente cujo talento não é esse. Caras assim não são gestores, dão uma banana para preocupações com eficiência ou qualidade ou excelência ou satisfação ou propósito. O negócio deles é manter a máquina girando, e o dinheiro entrando, com o menor esforço possível. Esse é o jogo que eles sabem jogar – como eu tiro o máximo entregando o mínimo – mesmo que essa equação dê um trabalhão para ser desenhada, exatamente porque ela é insustentável. Leia mais