O perfeito idiota de classe média brasileiro

A meca do PICMB

A meca do PICMB

Ele não faz trabalhos domésticos. Não tem gosto nem respeito por trabalhos manuais. Se puder, atrapalha o trabalho de quem pega no pesado. Aprendi isso em criança: só enfia o pé na lama com gosto quem nunca teve o desgosto de ir para o tanque na área de serviço, depois, esfregar o tênis ou a chuteira debaixo de água fria. Só deixa um resto de bebida secar no fundo de um copo quem nunca teve que fazer o malabarismo de meter a mão lá dentro com uma esponja, com a barriga encostada na pia, para tentar lavá-lo.

Trata-se de uma tradição lusitana, ibérica, que vem sendo reproduzida aqui na colônia desde os tempos em que os negros carregavam em barris, nas costas, a toilete dos seus proprietários, e eram chamados de “tigres” – porque os excrementos lhes caíam sobre as costas, formando listras que lembravam a pelagem do animal. O perfeito idiota de classe média brasileiro, ou PICMB, não ajuda em casa também por influência da mamãe, que nunca deixou que ele participasse das tarefas – nem mesmo por ou tirar uma mesa, nem mesmo arrumar a própria cama. Ele atira suas coisas pela casa, no chão, em qualquer lugar, e as deixa lá, pelo caminho. Não é com ele. Ele foi criado irresponsável e inconsequente. É o tipo de cara que pede um copo d’água deitado no sofá. E não faz nenhuma questão de mudar. O PICMB é um especialista em não fazer, em fazer de conta, em empurrar com a barriga, em se fazer de morto. Ele sabe que alguém fará por ele. Então ele se desenvolveu um sujeito preguiçoso. Folgado. Que se escora nos outros, não reconhece obrigações e que adora levar vantagem. Esse é o seu esporte predileto – transformar quem o cerca em seus otários particulares.

O tempo do perfeito idiota de classe média brasileiro vale mais que o das demais pessoas. É a mãe que fura a fila de carros no colégio dos filhos. É a moça que estaciona em vaga para deficientes ou para idosos no shopping. É o casal que atrasa uma hora num jantar com os amigos. A lei e as regras só valem para os outros. O PICMB não aceita restrições. Para ele, só privilégios e prerrogativas. Um direito divino – porque ele é melhor que todos os outros. É um adepto do vale tudo social, do cada um por si e do seja o que deus quiser. Ele só tem olhos para o próprio umbigo e os únicos interesses válidos são os seus.

O PICMB é o parâmetro de tudo. Quanto mais alguém for diferente dele, mais errado esse alguém estará. Ele tem preconceito contra pretos, pardos, pobres, nordestinos, baixos, gordos, gente do interior, gente que mora longe. E ele é sexista para caramba. Mesma lógica: quem não é da sua tribo, do seu quintal, é torto. E às vezes até quem é da tribo entra na moenda dos seus pré-julgamentos e da sua maledicência. A discriminação também é um jeito de você se tornar externo, e oposto, a um padrão que reconhece em si mas de que não gosta. É quando o narigudo se insurge contra narizes grandes. O PICMB adora isso.

O perfeito idiota de classe média brasileiro vai para Orlando sempre que pode. Seu templo, seu centro de peregrinação, é um outlet na Flórida. Acha a Europa chata. E a Ásia, um planeta esquisito com gente estranha e amarela que não lhe interessa. Há um tempo, o PICMB descobriu Nova York – para onde vai exclusivamente para comprar. Ficou meia hora dentro do Metropolitan, uma vez, mas achou aquilo aborrecido demais. Come pizza no Sbarro. Joga lixo no chão. Só anda de táxi – metrô, com a galera, nem em Manhattan. Nos anos 90, comprava camiseta no Hard Rock Cafe. Hoje virou um sacoleiro em lojas com Abercrombie & Fitch e Tommy Hillfiger. Depois de toda a farra, ainda troca cotoveladas no free shop para comprar uísque, perfume, chocolate e maquiagem. O PICMB é, sobretudo, um cara cafona. Usa roupas de polo sem saber o lado por onde se monta num cavalo. Nem sabe que aquelas roupas são de polo. Ou que polo é um esporte.

O PICMB adora pagar caro. Faz questão. Não apenas porque, para ele, caro é sinônimo de bom. Mas, principalmente, porque caro é sinônimo de “cheguei lá” e “eu posso” e “veja o quanto eu paguei nesse relógio ou nessa calça da Diesel”. Ele exibe marcas como penduricalhos numa árvore de natal. É assim que se mostra para os outros. Se pudesse, deixaria as etiquetas presas aos itens do vestuário e aos acessórios que carrega. O PICMB é jeca. É brega. Compra para se afirmar, para compensar o vazio e as frustrações, para se expressar de algum modo. O perfeito idiota de classe média brasileiro não se sente idiota pagando 4 000 reais por um console de vídeo game que custa 400 dólares lá fora. Nem acha um acinte pagar 100 000 reais por um carro que vale 25 000 dólares. Essa é a sua religião. Ele não se importa de ficar no vermelho – a preocupação com ter as contas em dias é para os fracos. Ele é o protótipo do novo rico burro. Do sujeito que acha que o bolso cheio pode compensar uma cabeça vazia.

O PICMB é cleptomaníaco. Sua obsessão por ter, e sua mania de locupletação material, lhe fazem roubar roupão de hotel e garrafinha de bebida do avião e amostra grátis de perfume em loja de departamento. Ele pega qualquer amostra de produto que esteja sendo ofertada numa degustação no supermercado. Mesmo que não goste daquilo. O PICMB adora boca livre e hotéis “all inclusive”. Ele adora camarote – quando ele consegue sentir o sangue azul fluindo em suas veias. Ele é a tradução perfeito do que é um pequeno burguês.

O perfeito idiota de classe média brasileiro entende Annita. Vibra com Latino. Seu mundo cabe dentro do imaginário do sertanejo romântico. Ele adora shows megaproduzidos, com pirotecnia, luzes e muita coreografia, cujos ingressos custem mais de 500 reais – mesmo que ele não conheça o artista. Ele não se importa de pagar uma taxa de conveniência escorchante para comprar esse ingresso da maneira mais barata para quem lhe vendeu – pela internet.

E o PICMB detesta ler. Comprou “50 Tons” para a mulher. E um livro de autoajuda para si mesmo. Mas agora que a novela está boa ficou difícil achar tempo para ler.

 

(Leia também O Perfeito Idiota de Classe Média Brasileiro – Parte 2.)

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588 Comentários.

  1. Caraca, hoje vc tá amargo.
    Certíssimo, mas amargo…

    • Hey, Cláudio. Tudo bem? O blogueiro é um fingidor que chega a fingir que é amargor o amargor que deveras sente. 😉 Abração.

    • Magnífico Adriano, voce é o “cara”, tudo que disse, desculpe-me, mais era exatamente o que eu gostaria de jogar aos quatro cantos!!! Vou compartilhar, parabéns!!!!!!!!!

    • “reproduzida aqui na colônia desde os ” jura que portuga ainda acha que tem colônia?

    • Interessante, mas eu não generalizaria desta maneira.
      A descrição do que apresenta é muito mais relacionada a classe rica do que a classe média.

      Hoje uma pessoa se torna classe B com um salário de R$7.500,00. Esta é a classe média. Considerando um casal de 30 anos de idade, vejamos:

      Uma compra quinzenal, para um casal sem filhos, não sai por menos de R$350,00, considerando produtos de “maior qualidade”, e não através promoções de tabloides, afinal, comparar preços não se aplica a classe B.
      Um convênio médico, como UNIMED ou Ativia, que estão no topo da lista, ou mesmo a AMIL, não sai por menos de R$430,00.

      Considerando outros supérfluos, como celular, pet shop, salão para as metidas a madames, entre outros, R$7.500,00 não são nada no Brasil.

      Você, que certamente está entre as classes B e A, e como autor deste artigo, certamente sabe disso.

      Eu, por mais que esteja no topo da cadeia, lhe afirmo e comprovo que os que se identificaram com este perfil são chamados preguiçosos, e não classe média, pois a classe média não tem dinheiro para ir a Orlando sempre que quer, para ficar sentado olhando empregados trabalharem para lhe satisfazerem. Isso é o cenário americano. O brasileiro está bem longe disso.

      Tudo isso depende muito do perfil, do amadurecimento, da mentalidade da pessoa. Uma pessoa que valorize a vida e as pessoas, que tem bom senso, que saiba que o dinheiro não cai do céu, jamais agiria desta forma.

      Mesmo me enquadrando na classe média, eu jamais agiria desta maneira. Para tanto, passei o fim de semana aplicando stain nas testeiras da minha casa recém reformada, onde passei outra 1 semana e meia mexendo massa para concreto para assentar capas laterais.
      Não tenho empregados. Eu mesmo limpo a minha casa.

      Nos EUA, sempre vemos em filmes americanos de classe média, que é formada por um pouco mais de 70% da população, diferente do Brasil, onde a classe média é menos de 30%, cortando a grama, com oficinas em suas garagens, e por que? Porque o custo de um profissional com este perfil em um país como os EUA é gigantesco! E no Brasil, apesar da maioria da população ser pobre, o custo também está elevadíssimo. Hoje não se contrata uma faxineira por menos de R$1.500,00 ao mês + benefícios, ou um bom pedreiro a menos de R$200,00 por dia.
      A classe média brasileira anda de Celta, de Gol, carros que lá fora custam 30% do valor, em comparação ao Brasil.
      Não vejo luxo em um caso como este…alias…ter carro no Brasil é um luxo, pelo custo das latas velhas e ultrapassadas que nos vendem por aqui.

      A classe média está sendo formada pela ascensão da classe C, e a classe C sabe por a mão na massa.

      Menos de 5% da população se enquadra na classe A. Estes 5%, de sangue azul, não sabem o que é trabalho, não sabem o que é dificuldade, não sabem o que é necessidade. Este, são os sem noção, e não a classe média.

      5% não resume a cultura do brasileiro, como vemos nos comentários. Quem resume a cultura de um país é sua maioria. A cultura dos RICOS sim, pode ser resumida nos 5% da população que está lá em cima, mas não a classe em ascensão.

      Acompanho seu trabalho e acho ótimo. É um excelente profissional e sempre escreve muito bem, mas neste caso tenho que discordar totalmente de você.

      Sou especialista em gestão de pessoas, marketing e estratégia de empresas, e o estudo das classes faz parte do meu cotidiano.

      Geralmente eu não leio respostas nos sites, mas se desejar, meu e-mail está no formulário.

      Grande abraço!

      • Muito obrigado pelo comentário elucidativo, Rodrigo! De fato, o PICMB é mais um comportamento do que uma porção específica da sociedade. Outra vez, obrigado por dividir os dados. Abrx.

      • Perfeito Rodrigo!

        Infelizmente o conceito de “classe média” aqui no brasil é formado pelo conceito de classe média americana. O que é um grande equivoco, pois a nossa classe média é essa descrita por vc. Não a descrita pelo autor deste texto…

        • Infelizmente, conheço muito mais gente do que gostaria que é exatamente como o Adriano descreve nesse texto.

          Mas já que o Rodrigo Braga tocou no ponto de quem é a verdadeira classe média no Brasil, eu gostaria de dar a minha visão, baseada na minha experiência.

          Embora eu considere muitas dessas pessoas classe A, algumas vezes o que chamo de A gargalhada pela quantidade de $$ que ganham, eles se consideram e se dizem parte da classe média. Ser da “classe média” também faz parte de toda a alienação.

          Concordo que, dentro do critério Brasil, a verdadeira classe média seja como você disse, mas tenho uma outra visão sobre a classe C em ascensão (a verdadeira classe média).

          Eu nasci e cresci na ZL de SP (na famosa periferia). Lá, muita gente nem chegou nesse patamar dos R$ 7.500, não sabe o que é azeite de oliva e jamais gastaria um centavo comprando comida orgânica por nem saberem o que isso significa. Mas, todos eles estão dispostos a se endividarem para ter um carro acima da categoria considerada popular e também para irem para a Disney.

          Ninguém está preocupado com saúde e bem estar. Comem comida processada e são atendidos pelo SUS, porque plano de saúde é muito caro. Estudam em escolas públicas de péssima qualidade, mas não faltam escovas progressiva nos cabelos, arte nas unhas e a tão sonhada viagem para a Disney.

          No roteiro, a diversão é o menos importante. Os outlets são os verdadeiros parques de diversões e o importante é voltar uniformizado com todas as roupas que farão com que pareça que eles já foram para a Disney…

          Acho que muita gente que diz saber quem é a verdadeira classe C do Brasil, nunca pisou o pé em um bairro de periferia. Os valores são completamente invertidos. O conceito de sucesso está em ter, não em ser. Esse é o conceito da categoria classe média. A quantidade de dinheiro pode variar, mas a mentalidade é sempre a mesma.

      • Cara este texto é muito complexo e cabe a carapuça em todos os níveis sociais.

      • Isso sim é um texto excelente (Texto do Rodrigo), o outro honestamente, é para a minoria ler.

      • gente, se 7.500,00 reais não são nada no Brasil eu sou muito pobretona……ok, segundo essas contas, são 1.500,00 de supermercado, 900 de plano de saúde…todo o restante do dinheiro vai para supérfluos? Ano passado minha renda familiar era de 3 mil e passei um mês com marido na Europa, pois não tenho faxineira, lavadeira, não pago ninguém para fazer minhas unhas, cabelos, temos um carro de 4 anos, um usa, o outro pega ônibus e moramos de aluguel. Isso no resto do mundo é sim classe média. Mas uma dezena de colegas que ganham tanto quanto ou mais e vivem no vermelho, pois não sabem passar um aspirador, um ferro numa roupa, precisam ter o celular mais novo, o carro mais bacana, vestir a moda ir para a academia badalada…parte da nossa classe média quer consumir como se fosse rica e sim, juntam todos os centavos para ir comprar em miami e vegas.

      • Perfil de classe média, sim. Se preocupar com gasto de plano de saúde é coisa de classe média. Rico tem plano de saúde como item básico, assim como água, luz, alimentação, perfumes caros (pra rico é item básico sim! haha)e que não representa nem de longe “gasto significativo” no orçamento. Até o cachorro tem cobertura. Me permito ter um Gol por questão de mais conforto e segurança, mas este é sim um luxo. Gasto por aqui, para manter um carro popular, o preço de carro de luxo em outros países. Mas, em contrapartida, meu celular é daqueles bem simples, porque, embora de classe média, esse bichinho maldito da ostentação não me mordeu. Excelente reflexão Adriano!

      • Rodrigo,
        a lucidez da sua análise ofuscou o texto do articulista. Talvez o o artigo até tivesse “endereço certo”, mas a generalização é sempre equivocada. Parabéns pela SUA clareza, RODRIGO!!

      • Bom dia!
        Sensacional suas palavras.
        Vivemos no Brasil, um país que possuem 22 milhoes na miséria, entre outros dados estatísticos ou seja, o texto trata de uma outra classe média que não é no Brasil.
        Abraços.

      • Rodrigo, que alegria ver alguém dizer o que sempre digo e deixar claro que a real classe média é o taxista e a esposa cozinheira (renda de classe C para B) e não o gerente de banco e a esposa dentista (renda de classe A).

    • Gente! achei fantastico o texto, vc simplesmente conseguiu colocar no papel uma realidade de nossa atual condição,tdos os dias esfregam em nossa cara a futilidade dessa nova geração, é uma pena, eu penso exatamente como vc e acho q deveriam ter mais amor no coração.

    • 😛 Muito bom , parabens. voce conseguiu dizer tudo o que eu queria ter dito, quando passei um ano de volta ao Brasil e vi coisas estrondosas!

      Por favor continue a escrever… isso m=fez bem pra minha alma e colirio pros meus olhos!!

    • Muito bom, parabens.

    • Parabéns pelo texto muito bom, mas tenho uma ressalva a fazer. Para classe média brasileira você pôs o “sarrafo” bem alto, talvez você considerou, inconscientemente, como parâmetro sua própria posição sócio econômica. Carro de 100.000, vídeo game de 4.000, viagens para EUA, camarote etc, considerando devidas proporções não é classe média nem na Europa é mais que isso. Ao mesmo tempo muito tal comportamento do que você escreveu se vê no dia-a-dia em determinados nichos e grupos sociais sim.

    • Condordo com tudo que você escreveu, Adriano, embora ache que esse comportamento está mais voltado para os de classe alta do que média.
      Os estrangeiros detectam isso com mais facilidade na nossa sociedade do que nós mesmos. É aquele cara que senta no McDonalds em qualquer lugar do mundo e passa vergonha, pois todos retiram suas bandejas da mesa, exceto ele (pois não está habituado). Um remédio para tudo isso na minha opinião é mais leitura, educação e mais religião, mais a presença de Deus no coração e não aquela hipocrisia de ir à missa apenas para mostrar que vai, sem prestar atenção ao que o padre fala.

      Parabéns por expôr essa prática social tão doentia de muitos de nós com tanta precisão.

    • Intelectualóide…

    • Toda vez que alguém resolve mostrar as nossas mazelas são rotuladas de amargas, esquerdista (uma retórica ultrapassada), mas eu o acho corajoso e inteligente.

    • adorei bem feito gosto do jeito que escreve e verdade a classe media do brasil e uma das piores que ja vi nem mesmo . vejo o povo indiano eles sao daqueles jeito pessoas pobre muitos vem a europa com a familia que ja estao planejando a anos ai vem os brasilerioa a europa praticamente a maioria brega de dar risada e cair morrendo de rir tantos as mulheres quanto os homens na sabe vestir compra roupa barata na europa e quando chega no brasil ostenta ao amigos comprei na europa na loja mais cara de paris paguei 30 mil reais no relogio mais na verdade pegou a promocao de agosto 100 euro e isso brasileiros que gosta de ostentar nao tem classe.

    • Meu amigo, eu não mudo nem o canal da televisão, tem quem faça

  2. E qual o receituário para a cura do PICMB???

  3. Caríssimo,

    Icrível como esta é a realidade da nossa cultura, somos uma enorme sociedade de “Gersons” com total desrespeito pelo coletivo. Eu, mais eu e só eu. Morando fora nestes anos e sem uma help de um funcionário residencial muitas pessoas do Brasil quando vem visitar perguntam: mas como vocês conseguem? Uma comentou “para mim arrumar a cama é a morte” 😮 😯 Come on arrumar uma cama é a morte!!! Somos mesmo mal acostumados e sem noção da realidade. Morte é passar fome, ter um número absurdo de crianças sem estudo, ser roubado em farol, ser roubado pelo governo, discardamente, ser feito de otários, não ter justiça para nos defender. Mas um dia acorda, por bem ou por mal.

    Abrs

    • Valeu, Mau. Bom te ter por aqui. Beijo grande.

    • A resposta para isso é economica. Enquanto for mais barato ter mao-de-obra ao automatizar com lava-louça, secadora de roupa, comida barata como nos estados unidos, seguiremos contratando empregadas.

      Como no Brasil a mao-de-obra é de baixa qualidade (melhorou muito nos ultimos anos) e o custo de bens de consumo são altos (imposto alto), seguiremos por algum tempo mais com empregadas em nossos lares.

      Quanto ao comentário, penso se tratar de uma questão de educacao mais que classe social. Venho aos estados unidos frequentemente a trabalho e vejo que os brasileiros são muito mal-educados em tudo (os N motivos foram listados no artigo), por isso os americanos em geral nos sao nossos fans.

  4. Será que o PICMB também generaliza um grande grupo de pessoas e as rotula, criando um estereótipo?
    Todo ser humano é único Adriano. Alguns tem estes defeitos, outros tem alguns piores.

    • Rafael, obrigado pelo comment. De fato, o comportamento do PICMB não está contido numa classe social, você tem razão. Eu apenas o localizei na classe a que pertenço, onde ele fica mais claro para mim. Quanto às generalizações: são imagens para tipificar o comportamento do PICMB, são recursos de estilo para deixar claro o que quero dizer – se possível, com alguma graça. Grande abraço. Bem vindo ao Manual!

      • Eu acho que tem gente se tocando por pouco. O cara nao generalizou a classe media como um todo, ele simplesmente apontou O idiota da classe media, o que nao quer dizer todos que sao da classe media sao idiotas como o que foi descrito aqui. Logicamente sabemos que existem outros idiotas como esses nas outras classes tambem, mas concordemos que a maior incidencia eh sim na classe media. O que nao tem de gente por ai morando em uma casa caindo aos pedacos so pra ter um carro importado pra mostrar aos amigos, vai dizer que nao conhece ninguem assim?

    • sim… chamam de PETRALHAS!

  5. Rafael Cezario de Campos

    Cara… ateh concordo com a sua intenção de critica mas 1. O cara nao precisa ser da classe media para ser um imbecil desses. Tem ateh na classe c. 2. Seu texto e as generalizacoes feitas sao extremamente antipaticas – do tipo sou um esquerdista culto anti imperialista que da valor para as coisas corretas. Nesse aspecto.. lembre-se tudo eh relativo meu amigo. Na verdade vc passa a ser a antitese do fenotipo criticado… o oposto perfeito… que eh tao radical como. Na minha opiniao, devemos buscar o equilibrio… mas nao deixo de concordar com o fato… discordo do como..

    • Rafael, obrigado pelo comment. De fato, o comportamento do PICMB perpassa classes sociais. Eu apenas o localizei no estrato a que pertenço, onde ele é mais claro para mim. De fato, não sou de esquerda já tem uns 20 anos… As generalizações são imagens para tipificar o comportamento e para deixar claro o que quero dizer – se possível, com alguma graça. Grande abraço. Bem vindo ao Manual!

    • Toda generalização é preocupante mesmo. Difícil para mim é perceber quando estou generalizando. Concordar com o fato é fácil, difícil é saber como perceber as diferenças na forma como individualmente fazemos isso.
      Gostei do texto e também da sua observação.
      Equilíbrio!

      • Oi, Luiz. Se a gente parar um minuto para refletir sobre essas idiotices, meu intuito terá se cumprido. Mais importante do que apontar para é ou não um PICMB, é ficarmos atentos para não nos tornarmos mais um deles. Abrx e bem vindo ao Manual!

  6. Perfeito.

    Morando fora do Brasil vejo muito disto. Algumas diferenças são que a maioria se diz de “Filho de Europeu”, adoram o USA quando estão aqui, porem estando no Brasil só vivem falando mal da America.
    Nos ultimos anos é facil encontrar estas figuras em Punta Cana na Republica Dominicana e juram que falam Espanhol fluente! O comentário sobre pagar caro é extremamente realista.

  7. Estou realmente deslumbrada com tudo que vi até agora! Você está certíssimo e é lastimável tudo que está acontecendo com a nossa sociedade.

  8. Sensacional, retrato do brasileiro…

  9. Esse texto colocou para fora tudo aquilo que sempre senti em relação às pessoas desse grupo. O nome, então, é perfeito!!

  10. Adriano,
    parabéns pela acuidade com que analisa a tragédia que é a classe média brasileira.
    Confesso que nasci na classe média chamada de “alta”, mas recebi outra formação de meus pais, sobretudo de minha mãe, filha de imigrantes italianos e muito religiosa, que me transmitiram valores diferentes dos meus coleguinhas de escola e amigos em geral. Resultado: sempre fui um excluído, crescendo à margem do grupinho de “descolados” e “modernos”. Isso feriu minha autoestima durante a infância, a adolescência e juventude.
    Hoje, maduro, olho para trás e agradeço pois, não fosse isso, eu talvez não falaria 3 línguas fluentemente, não teria feito meu mestrado no Reino Unido, seria tão admirado quando falo algo no ambiente de trabalho, não tocaria um instrumento musical e, mais que tudo, não teria valores espirituais e sociais.
    Valeu a pena!

  11. Adriano,

    sugiro que você pesquise e observe também os rapazes gays da classe média (ou tentando sê-la) brasileira, principalmente no RJ e SP.
    Daria um tratado de antropologia.

  12. 😛 É lendo e imaginando as cenas do que você descreveu. Cenas já vistas inúmeras vezes. Perfeito.

  13. Quem vai fazer compra fora, vai porque é mais barato lá do que aqui. É o oposto, quem é rico compra no Brasil, porque pode pagar R$ 4mil no jogo aqui, quem não é rico, vai pra Miami e paga R$ 1000 reais lá. O texto é antagônico nesse sentido, para não dizer confuso. Muita mistura de valores culturais(deslumbre por marcas e etc…) com comportamento econômico(comprar essas marcas onde é mais barato, porque o imposto é menor).

    Existe de fato muito espaço para criticar a classe média brasileira, de forma inteligente e caricata, mas o texto é muito amargo e confuso.

    Não era a classe média que andava com escravos carregando toneis pinicos…isso era coisa da corte e da aristocracia da época, que de classe média não tinham nada…outra confusão que parece ter origem em alguma raiva do autor, que acaba tirando toda objetividade do texto e assim segue.

    Fica parecendo mais coisa de um discípulo da Marilena Chaui, do que crítica inteligente e pertinente.

    Como sei que não era a intenção e nem o perfil do autor, fica a dica – menos bílis no teclado, vai te fazer ser mais pertinente e sagaz na crítica.

  14. Adriano, conheci seu blog hoje, através de um texto seu que li no portal ig. ao ler o primeiro texto, me identifiquei, li mais dois e gostei mais ainda, ao ler esse aqui, não tive dúvidas, é isso que eu estava procurando,já salvei em meus favoritos, vou acompanhar diariamente. Obrigado por gerar conteúdo de verdade para as pessoas de bem e que querem mostrar para que vieram ao mundo. OBS: gosto muito do canal Geração de Valor também, do Flavio. Abraços e continue mandando bem assim, precisamos de pessoas como vocês para mostrar-nos que não estamos loucos e que podemos fazer diferente nesse país cheio de humanos zumbis e sem cérebro.

  15. Preconceituoso, ridículo, e generalista..
    tem gente boa e ruim em todas as classes sociais
    vá estudar mais sobre o que nos levou a se tornar esta nação torta, e pare de jogar a “culpa” em cima da classe média, por simples despeito..
    aliás, aposto que você faz parte da classe média..
    se considera um PICMB???

  16. Acho que vc é um veradeiro PICMJ
    perfeito intelectual de merda da classe jornalistica
    Pra vc, quem não faz trabalho manual não pega no pesado, está incomodado porque muitas pessoas compram as roupinhas e artigos de luxo que só vc usava. Acorda deste seu mundinho burguês,quem puder sair desta sarjeta que chamam de pais, está de parabéns. Falso socialista

    • Oi, Elton. Você não me conhece e por isso me acusa de várias coisas que não sou. Não há problema nisso – estamos numa vitrine e você acaba de se mostrar. O único problema é partir para agressão e usar termos deselegantes, que certamente não lhe fazem jus. Aí é ruim. Para você, principalmente. De resto, seja bem vindo ao Manual! Abrx.

  17. O retrato que condensa em um estereótipo classe média fútil e sem caráter reúne falhas de construção da personalidade que perpassam várias classes sociais, é mais uma caricatura do que propriamente um tipo humano real, ainda que muitos de seus traços sejam desagradavelmente comuns. Muito bom texto, feitas as devidas ressalvas, como as tocantes ao excesso de bílis.
    No entanto, chamo a atenção para o fato de que a camiseta pólo foi inventada pelo tenista Rene Lacoste nos anos 30, e de forma nenhuma é exclusiva do esporte, e se incorporou ao vestuário masculino e feminino no mundo todo.

  18. Você tem razão! Mas parece que algo lhe aborreceu muito! Como alguém disse, parece um pouco amargo, mas ainda assim com a razão no que diz. Até me faz parar para pensar nas coisas que ando desejando… Algumas pessoas entrem nesses ciclos e nem sempre se dão conta do quão influenciadas estão sendo. Você abordou vários aspectos dentro de um tema, mas tem muitas outras pessoas que não estão na classe média mas tem as mesmas influencias. Se vende tanto a necessidade de ter, que como você disse… Tem pessoas que usam roupas de polo sem sequer saber que existe “transporte” além do ônibus. Não são classe média e gastam em roupas o que jamais entregariam ao dentista. A conduta que vc retrata tem tantos outros reflexos na minha opinião.

  19. Na china esse tipo de indivíduo é mandado pra campos de concentração psiquiátricos/militares, levam surras, medicação e eletrochoque até acordarem pra realidade. Um abraço, belo texto!

  20. Adorei o texto! Conheço muita, mas muita gente assim mesmo!!! Infelizmente…… Parabéns, man!

  21. Bem ilustrativo os exemplos. Moro em Boston e recebo visitas constantemente aqui, e infelizmente a maioria só quer comprar, comprar e comprar. Sendo Boston uma cidade histórica e cosmopolita.
    A falta de cidadania é identificada em praticamente todas as ações como por exemplo na hora da gorjeta para o garçom ou na fila de espera de algum serviço. Cidadania é o nome da solução que parece estar longe de ser posta em prática.

  22. O PICMB é exemplarmente representado por um programinha que passa na GNT e descobri zapeando. Nele, Ingrid Guimarães se junta à Astrid (eterna ex-MTV) e juntas gravam um episódio inteiro fuçando as gôndolas da liquidação da Forever 21 da Herald Square. Mais tarde, a Ingrid mostra no quarto do hotel uma pilha brutal de caixas de compras que está levando para distribuir à família. Essa criatura não saberia diferenciar NoHo de Ciudad del Este. A atitude seria idêntica em ambas as locações. Não é atitude de gente “rica”, é de gente “pobre com grana”. Pobre de cultura e de espírito. Fico pasmo que tenham ganho passagem e cachê para produzir esse lixo autoindulgente e estéril em um nivel quase criminoso para despejar na TV.

    O artigo do Adriano é sociologicamente relevante, porque quando descreve a macaquice do PICMB com grifes e etiquetas de preço, está apontando para a aspiração direta do suburbano do rolezinho. É A MESMA CABEÇA.

  23. Isso é o manual do paulista(no), não do brasileiro…

  24. Pois é, trabalho com vários destes rs.

  25. Sao os fidalgos nacionais

  26. Bravo!!!

  27. Caro Adriano,
    Primeiramente o parabenizo pelo texto e a forma como ele descreve certos “personagens e fantoches sociais” acho que essa realidade do “ter” valer mais que o “ser” ja faz parte do dna de alguns, desde os primórdios do mundo. Mas parece que hoje, principalmente dentro de redes sociais, vivemos uma especie de “vida-ego-digital” com a extrema necessidade de alimentação e aprovação social. Acho que o ser humano esta se tornando um sub-produto de suas proprias fantasias e frustrações. Pena o teu texto nao ter esticado para as redes sociais, mas mesmo assim ele é digno de aplausos. Me desculpe os erros de portugues. Abs

  28. Adriano,

    ótimo texto. Moro em Brasília, e isso se encaixa perfeitamente à sociedade local, com o acréscimo: acham que dar bom dia ao ascensorista é um grande sacrifício; que os aeroportos se tornaram rodoviárias; que as ruas estão abarrotadas “desses carrinhos populares” e que estão dando direitos demais às empregadas domésticas, que eles aliás, adoram ostentar em suas visitas ao shopping, desde que elas estejam devidamente uniformizadas. Quanto a boa parte dos comentários, das duas uma: ou não entenderam nada, ou a carapuça serviu.

  29. muito bem escrito, mas discordo de algumas partes…não dá por exemplo dizer que gosto de um determinado show e irei pagar caro (seja lá a definição de caro p/ qqr um) que eu seja rotulado como idiota, mas acho que vc quis colocar seu ponto de vista em cima disso como no exemplo de usar roupas de marcas de nome, como se fosse algo promovendo sua imagem, diferente do show que eu pagaria mais caro por essas marcas e mesmo sendo por um dia estaria por umas coisas que eu prezo, a diversão, mesmo que seja momentânea.

  30. Olá! Já me antecipando a sua resposta: sim, eu não te conheço, então não posso te julgar. Então, estou apenas tentando julgar as palavras escritas com muita amargura que formaram esse texto. Ficou realmente muito confuso e antagônico! Passa a impressão de inveja de quem pode fazer tudo isso que vc descreveu aí! Assim como você já demonstrou ser em suas outras respostas, também pertenço a classe média, mas diferente de muita gente, eu pego pesado todo dia! Acordo é limpo coco e xixi dos meus dois cachorros e um gato. Me arrumo e vou pro trabalho. Trabalho mais de 8 horas por dia e depois vou pra casa. Chego em casa e novamente limpo coco e xixi das minhas pequenas, faço comida pra mim e pro meu marido pro jantar e pra ele levar pro trabalho no outro dia, lavo roupa, coloco no varal, lavo mais roupa. Lavo louça, passo roupa e limpo a casa algumas vezes por semana (nunca tive empregada – minha mãe me ensinou desde muito nova a arrumar a minha cama e lavar minha louça, e a manter minhas coisas organizadas). Apesar disso tudo eu não deixo de fazer uma viagem internacional (pq as nacionais estão mais caras) por ano, e sim, volto de lá cheia de compras feitas exatamente nesses outlets aos quais você se refere! Tenho carro do ano que conquistei com meu próprio suor. Ainda falta o apartamento, mas estou chegando lá… E não deixarei de ir a orlando, Miami, NY, Los Angeles e afins, e fazer a festa nesses outlets e passar o restante do ano bem arrumada, cheirosa e feliz aqui nesse país que é meu, e eu amo muito! Enfim, acho que você deve deixar a emoção um pouco de lado antes de escrever seus textos! Esse aqui por exemplo é generalista, e atinge muitas pessoas que não são idiotas (ou pelo menos não se consideram… Podemos estar equivocados), assim como eu! Abraço!

    • Oi, Fernanda. Seguramente você não é uma PICMB. Parabéns pelo seu trabalho e pelos desfrutes que você consegue se dar por meio dele. Um dia, quando você tiver filhos, tenho certeza de que se preocupará, como eu, em não criar PICMBs em casa, da mesma forma que sua mãe não fez com você. Um beijo e seja feliz.

    • fernanda, sou como vc e tb achei o texto confuso e antagonico, só não tenho cachorros, mas cuido de filhos, marido etc, e jamais deixarei de ir a miami, orlando, ny etc, pra comprinhas anuais e carro novo tb estão nos meus planos, tudo isso conquistado com o meu trabalho….

      • Se me permite, Luciane, sugiro, algum dia, se tiver oportunidade, entre umas comprinhas e outras, incluir na sua rota Paris, Roma, Londres, Tóquio, Istambul, Barcelona – para citar alguns lugares que precisamos conhecer antes de morrer. Tenho certeza de que você vai gostar. Um beijo.

  31. Só uma questão… Em determinado momento é levantado que aqueles que fazem de suas viagens para compras em Orlando peregrinações, e em outro destaca-se a ignorância do PICMB ao pagar valores como do console de 4000 reais que fora custa 400.

    Tirando o absurdo do hábito orgasmatico do PICMB de ter transformado uma viagem banal em uma peregrinação a alma, não seria este um ato que contradiz o outro?

    Acho que o não-PICMB saberia diferenciar uma coisa de outra certo, porque, ora, se o cara pode fazer uma viagem e não ser um PICMB e pagar os absurdos que se paga aqui, segundo o texto, o torna um PICMB.

    • Oi, Luis. Não é uma contradição – é apenas um paradoxo. O PICMB acha que pagar caro é bom – por isso enxerga valor numa calça de 3 000 reais. Para esfregar aos outros – eu posso. (Mesmo quando a calça é falsa, e lhe custou “só” 500 reais, ele sustenta o símbolo do mesmo jeito.) E, no exterior, quando confrontado com um mercado onde se dá mais valor ao dinheiro, e onde a lógica de preços e de impostos é outra, ela dá vazão ao seu sentimento de comprar é viver, de que ter é ser, de que gastar é existir, de que consumo é diversão. Abrx!

  32. Mestre Adriano, texto bom de ler, como sempre. Concordo contigo, ainda mais por achar que, se é pra atravessar o oceano, pra que outlets? o velho mundo te espera, e se sobrar uns pilas dos museus e das cervejas(que isto, ninguém te tirará) tu passas numa liquidação e compra alguma coisa. ou não. Não COMPRE nada, viaje, experimente coisas, creio que foi por aí que tu conduzistes tão bem o teu texto. Estamos criando uma geração de imbecis. Cada vez mais tenho isto claro. Parabéns pela tua lucidez.

    • Obrigado, Marshal! A gente torce para o país enriqueça – mas não para que se encha de novos ricos burros, deliberadamente burros: os PICMBs. Há como resolver essa contradição? Torço para que sim. E tento fazer a minha parte. Beijo.

  33. É muito dificil ficar de fora desta felicidade cega, principalmente para quem nasceu na periferia, ascendeu economicamente e precisa expor, gritar sua vitoria e ser admirado. Essas pesdoss tem medo de acordar pq nao é facil perceber q algo importante ficou esquecido e nao é produto pronto de prateleira.

    • Obrigado pelo comment, Lourdes. Enquanto o símbolo da vitória for um tênis de mil reais, enquanto nos reduzirmos e nos apresentarmos como o equivalente a uma marca numa bolsa e num jeans, seremos terrivelmente jecas. PICMBs. Um beijo – e sigamos juntos!

  34. Nossa, pelo que li, você é exatamente o perfeito jornalista de classe alta. Faz generalizações rasas, e até contraditórias. Elaborou um texto que rotula a todos, de uma maneira extremamente preconceituosa.
    Percebe-se que as pessoas que te elogiaram por esse texto são na maioria pseudo-intelectuais com nada na cabeça que não formam opinião própria ou simplesmente são tão perfeitos idiotas de classe média.
    Só vejo vida inteligente nos comentários que não concordaram com seu texto, esses sim conseguiram entender a ironia de um autor se encaixar perfeitamente no grupo que critica.

  35. Descambou para a generalidade, ai acho que todos somos no mínimo idiotas, afinal financiamos aquelas centenas de hienas que se intitulam “POLÍTICOS”, E ESPERAMOS UM Brasil MELHOR

  36. Uau! Excelente texto! Parabéns! Abraços da Suécia

  37. Creio que mais do mesmo, porém com algumas contradições…

  38. Ótimo texto. Vivemos em uma sociedade doente e sem valores. O dinheiro surge como uma entidade sobrenatural e consome vorazmente a alma dos pobres terráqueos. Uma nova era de escravidão surge sem que as pessoas se deem conta. A aristocracia nunca deixou de existir, apenas evoluiu. O problema desta sociedade viciada no consumo é a consolidação da economia e da democracia onde a inequação de consumo e produção trará sérios problemas de recursos no futuro. Existem mais pessoas consumindo do que construindo. O futuro da Terra é obscuro e tenebroso.

  39. Quando vc mora fora consegue ver com clareza tudo o q vc sitou.Pessoas quando vem do Brasil, saem eulouquecidas comprando tudo q podem e q nao precisam, apenas por ser muito mais barato do q no Brasil.Aqui vc aprende a fazer de tudo e aprende a deixar as frescuras e preconceitos de lado.Adorei o texto!

  40. Desculpe, mas você esqueceu do que está acontecendo no Brasil? Classe C/D gastando 900 reais com tênis, comprando roupa na importada John John. O problema aqui não é a classe social, mas a falta de noção generalizada da sociedade brasileira. Se fosse só a classe média tava bom. Esse país virou um grande churrasco na laje.

    • Sem dúvida, Patricia, o comportamento é mais amplo do que na classe média. Mas ela epitomiza melhor do que ninguém essa idiotia nacional em relação ao uso do dinheiro em nosso em nossa emergente e incipiente sociedade de consumo. Obrigado pelo comment! Um beijo.

  41. Pertinente a crítica, inclusive no que se refere à classe média. Parabéns pelo texto.

  42. Primeira vez por aqui. Gostei do texto. Claro, ele generaliza um pouco e muito do que foi dito se aplica à classe A – ou D. Mas não é o tipo de texto onde cabe uma retórica mais branda, com mais tons de cinza – se não, mata o texto. Mas o que eu mais gostei, mesmo, foi a classe com que você tratou tantos comentários grosseiros.

  43. Adriano, como é que você concilia essas ideias com a sua atividade como redator do Fantástico – um programa da emissora de televisão que é a um tempo fonte e receptáculo do lixo cultural que você condena no texto?

  44. No geral, a sociedade brasileira é egocêntrica e mal educada, nas maneiras e em termos de preocupação de se ter cultura. E dá nisso que está apontado no texto.. :-(

  45. Discordo. O autor confundiu mau caratismo com falta de educação, mau gosto e ignorância. E pior , dando uma de Chaui sem rivotril, resolveu botar tudo na conta da classe média, o q normalmente é indício de recalque e esquerdopatia grave in situ.

    Tá cheio de pobre fazendo todas as merdas que ele descreve, inclusive aquelas que só um arrogante facista se arvora a criticar, como padrões de consumo.

  46. Posso no máximo concordar em partes. Existe muita confusão no texto (já demonstradas em alguns comentários). Sinto resquícios de inveja do autor em alguns casos… vc praticamente não pode comprar uma polo, pq não sabe jogar ou simplesmente não conhece o jogo… se a roupa é bonita e vc gostou, praticamente não importa kkkkkkk. Além disso, eu já tinha visto um texto MUITO, mas MUITO MESMO, parecido com este. Foi vc mesmo que o escreveu Adriano?

  47. Amei o texto e concordo com quase tudo! É muito triste ver pessoas achando lindo pagar caro por algo que não vale um quarto do preço cobrado. Quero te agradecer imensamente por ter causado essa reflexão. Só fiquei meio sentida com uma coisa, e digo isso porque amei quando você citou o sexismo, que é algo que também me incomoda DEMAIS: qual é o problema de “entender Anitta”? A moça quebrou paradigmas – “copiou” coisas, é verdade, mas muita coisa é inspirada em muita coisa há muito tempo (videoclips surgiram com Michael Jackson, e depois todos os outros; Lady Gaga se inspira em Madonna que serve de inspiração para Britney Spears e vice-versa; orquestras reproduzem no mundo todo peças de Beethoven e Bach e Mozart e Chopin e tantos outros há mais de século…). De certa forma, e olha que eu não sou fã de Anitta nem de funk, Anitta quebrou paradigmas – usa a sensualidade a seu favor, ganha grana com isso, não canta baixarias explícitas (se duvida dê uma olhada rapidinha nas letras das músicas dela lá no site do Terra). Se a mulher QUER mostrar o corpo, qual o problema se tem quem consome esse tipo de entretenimento? Já vi gente dizer que Anitta faz apologia às drogas e à prostituição com as letras de sua música – perguntei em qual música, a pessoa me mandou calar a boca (?!?!). Enquanto isso, a pessoa achava maravilhosas as músicas de Iron Maiden, porque elas sim são bem elaboradas e não influenciam a sociedade negativamente… Peraí… quer dizer que cantar “sou poderosa” é um absurdo, mas cantar “I am the assassin” ou “the number of the beast is a human number” tudo bem, é lindo, é maravilhoso? Isso sim para mim é um PICMB.

    • Oi, Paula. Que bom que você gostou! Seja bem vinda ao Manual. O ponto da Anitta (quase que escrevo com dois enes e esqueço dos dois tês!) foi mais uma alegoria para montar o retrato do PICMB – quis mostrar que o acréscimo de dinheiro no bolso, nesse grupo atitudinal, dificilmente é acompanhado de um acréscimo de instrução. Ou de um gosto por se instruir. Minha crítica à Annita não é moral – mas estética. As poderosas me parecem operar por um ideal tipicamente PICMB. (Esses dias um amigo, instruído pacas, me disse que Anitta e o funk são a versão brasileira do R&B americano. Interessante.) Bj.

    • Paula, os videoclipes não surgiram com Michael Jackson e Anitta não quebrou paradigmas.

      De resto, o nosso autor, o Adriano Silva, faz muitas generalizações, o que torna o texto dele simplista. Porém, concordo, sim, que nossa classe média é mimada e mal-educada.

    • Paula, você é incrível. Incrivelmente alienada. Comparar anitta com Iron Maiden. OK. Liga aí na novela das 8 e deixa quieto…lol

    • Que bom encontrar textos como esse! Suas reflexões me levaram a outras. Realmente estamos formando uma nação de alienados, cuja preguiça vai muito além dos trabalhos domésticos, mas principalmente de PENSAR, refletir, aprender a ter senso crítico sobre o mundo e sobre si mesmo. Muito mais fácil e prático é se encher de coisas vazias pra ocupar o tempo e as mentes vazias! O que se pode esperar a partir disso, a não ser um bando de zumbis? Como não aprenderam a pensar, como poderão dar valor à história dos locais que visitam? pra que, por exemplo, os estudantes “vão se dar ao trabalho” de ler um livro para um trabalho escolar, se podem copiar o conteúdo na internet? Música boa hoje em dia é aquela que tem um refrão que repete 500 vezes! Pra quê letra, não é? E viva às novas “pensadoras contemporâneas” dos novos tempos…

  48. Teve gente que se identificou com o PICMB e protestou. :0)

  49. Ótimo texto, Adriano. Identifiquei tanta gente nele…
    Na minha opinião só faltou dizer do complexo de vira-lata que o PICMB sente (“nada no país presta”,”este não é um país sério”…pra ele tudo no Brasil é uma piada, e ele adora qualquer lixo estrangeiro), assim como a falso moralismo e a deturpada noção de justiça que tem. Para saciar sua sede de sangue vale tudo: execução sumária, grupos de extermínio e condenações sem julgamentos. E por fim, prega a meritocracia para os pobres e miseráveis, mesmo tendo sido eternamente um inútil ajudado pela família.

    Grande abraço e parabéns pelo texto.

  50. RESUMINDO: “CLASSE MÉRDIA”

  51. Na mosca, Sr. Autor.|
    Ácido e certeiro.!
    Tem mais que expor esse “babaca way of life” que desgraça tantos “bem nascidos” brasileiros que, por suas oportunidades, podiam fazer uma enorme diferença positiva
    em nossa sociedade.

  52. Se a definição correta é “idiota”, são “idiotas” fazendo e “idiotas” julgando!!! Uns nem tão perfeitos quanto os outros…

  53. Parabéns pelo texto, Adriano! Moro há alguns anos em Buenos Aires e sinto dizer que é muito fácil localizar os turistas brasileiros, geralmente na calle Florida, antes mesmo que comecem a falar em português. E bem, turistas americanos e europeus seguem um outro estereótipo, mas parecem mais sossegados e dispostos a aproveitar a cidade e a cultura porteña (nào apenas tirar fotos).

    Mas vamos ter esperanças de que um dia esse pessoal acorde e perceba quantas experiências estão perdendo! :)

  54. Infelizmente estou sofrendo de alguns desses males ultimamente. Mas saber ver isso antes do sistema te corromper e tentar mudar a situação, já é um grande passo para a evolução pessoal. Perfeito o texto!! Parabéns!

  55. Engraçado vc falar de pessoas com preconceitos de negro, pardos…. Sendo que vc se mostrou uma pessoa extremamente preconceituosa , rotulando por assim dizer, pessoas que gostam de um certo tipo de música, ou que lêem algum tipo de livro, ou que fazem compras aqui ou ali de idiotas, sinceramente achei seus comentários dúbios e desnecessários . As pessoas são diferentes , alguns melhores outros piores, foi assim e sempre será , cabe a nós sabermos discernir quem é “idiota” , ou não. Ao meu ver o preconceito sim é uma idiotice, seja ele qual for.

    • Oi, Josianne. Preconceito, de fato, é uma coisa idiota. Perdão se em algum momento soei preconceituoso. Já pelos momentos que fui direto ao conceito, em que fui apenas “conceituoso”, não posso me desculpar. Um beijo.

  56. Concordo com alguns comportamentos citados no texto, porém nao acho que isso nao depende de classe social e sim da educacao obtida desde crianca, ja vi e convivi com pessoas de classe alta com comportamento exemplar, e tambem com pessoas de classe social mais baixa com comportamento inadequado e vice e versa. Sou brasileiro e moro na Cidade do Mexico, procuramos (eu e minha esposa) dar uma educacao de qualidade a meus 2 filhos para que estejam preparados para enfrentar o Mundao ai fora dentro dos padroes da disciplina e da boa educacao, fazemos comprar fora do país em locais comerciais e tambem gostamos de viajar para lugares mais interessantes como Asia e alguns lugares da Europa, fazemos sim parte de uma classe media, porem nao como descrita no texto acima!!! Forte Abraco!!

    Ps: perdao pela falta de acentuacao, o teclado nao permite.

  57. 😆 e mesmo paulinho travel… estes ridiculos magnatas so tem merda de galinha na cabeça, europa e cultura e um passeio deste para um otario desta envergadura nao faz sentido. jf.

  58. Perfeito! Só esqueceu de dizer que o PICMB tem carros gigantes e super potentes com tração 4 rodas em cidades nas quais o trânsito raramente te permite engatar uma terceira. Carros altos, que os deixam acima de todos os outros motoristas (em questão de altura mesmo), o que lhes parece dar o direito de mudar de faixa ou imbicarem para uma vaga bem entenderem, sem o uso da seta. (Que vaga o quê, o PICMB sempre paga vallet). Escrevi um pouco sobre essa espécie aqui: http://minhamaequedisse.com/2013/10/valores/ Se tiver interesse, sua leitura seria uma honra. Parabéns!

  59. Concordo com tudo, menos que esse seja o estereótipo do brasileiro em especial. A cultura de massa, a falta de interesse cultural, os big brothers, a musica sem sentido, a novela, a alienação política e etc, são tendencias mundiais infelizmente. A internet ao mesmo tempo levou o conhecimento as pessoas, levou também a alienação. Como no filme de animação Wall-E, a tendencia do ser humano é fazer com que o que deveria apenas gerar conforto, se torne seu cérebro.

  60. Oi Adriano!!
    Lendo a tua crítica viajei para as minhas salas de aula. “Mulatinho marajoara e professor de Francês! Como pode?”
    Foi o que li nos rostos de muitos alunos meus de uma renomada escola de FLE em Belém. Falo de Belém que ainda está longe dos “padrões” sul, sudeste e centro-oeste.
    Tive que desconstruir, primeiro que estudar Francês não era só chic, mas mostrar que era língua de cultura e a vernácula de pensadores que discutiram o comportamento humano.
    Mano… não foi fácil mostrar pra essa galera que não fazia sentido algum (v)ir pra França apenas pra olhar a paisagem(que é linda) e não compreender que a função do aprendizado é (se)transformar.
    Mas tu conheces bem um PICMB, né mesmo? Êxito com alguns e com a maioria, um mulatinho simpático e estudado. Afff
    Parabéns pelo texto.
    Moises.

  61. João Octavio Belfort

    Peca quando generaliza , pitadas de verdades , mas em compensação , muita ficção. Falta com respeito e esquece as lutas , o suor , para o que considera conquistas idiotas . Não confunda falta de cultura com poder de conquista , seja em que parâmetro for.Falta de cultura provém de parca educação. Poder de conquista , de vontade de vencer , raça ,impetuosidade , persistência e principalmente coragem . Quando você chama de idiota a classe média , esquece tudo isso.Esquece que no seu âmago ,o povo brasileiro é guerreiro por excelência , independentemente das classes . Nota 4 para seu texto.

  62. Poucas vezes eu li um texto tão preconceituoso e tão estereotipado como este. Querendo ser elitista, mostrou-se crítico segregacionista. Esqueceu que cada um tem o direito de agir como quiser desde que não esteja comprometendo o direito dos outros. Portanto, se o sujeito gosta de ir ao Shopping, o que os outros se prejudicam com isso?
    Será que viagem boa é só para Europa?
    Será que NY só é interessante se o sujeito vai assistir o Fantasma da Ópera?
    Atitude policialesca com pessoas que não lhe devem nada, a menos que ele sustente um(a) PICMB, e mesmo assim não possui o direito à generalização.
    Se o currículo do Sr. Adriano Silva (o autor) está correto fica justificado porque nossa imprensa escrita e nossa televisão possui um nível tão rasteiro, tão estúpido, como a gente constata todos os dias.
    Me admira muito como empresas de renome (isso ocorre em vários setores) conseguem ter verdadeiros idiotas em postos chave! São reféns de currículo, e um dia perceberão que existem energúmenos com título de mestre, com doutorado, com MBA, etc……

    • Elcio, em nenhum momento propus uma “atitude policialesca” em relação a quem quer que seja. Apenas coloquei em destaque um comportamento que considero deletério e que grassa entre nós. Cada um que faça a sua (auto)análise. Abrx. ps. Com relação à minha biografia, agradeço a sua sugestão de novos adjetivos – rasteiro, estúpido, energúmeno, idiota. Se pensar estivesse ao alcance de um indivíduo como você me supõe, eu pensaria a respeito.

  63. Deixou a esquerda, mas a esquerda não te deixou.
    Por que tanta raiva de burguês? Será que você teria coragem de falar similarmente sobre outras classes?
    É uma loucura começar um parágrafo falando dos portugueses, e terminar dizendo que o PICMB não aceita responsabilidades.
    Meu caro, o Brasil está independente há quase duzentos anos!

    • Nikki: não há qualquer “raiva de burguês” no texto – apenas desprezo por um determinado tipo de comportamento jeca que abunda entre nós. Com relação ao atavismo, você tem razão, há muito tempo que os portugueses não podem mais ser imputados por nossas mazelas. Fiz questão apenas de pontuar a tradição que nos trouxe até aqui. Abrx.

  64. Puts !!! Trabalho muito, cerca de 12h por dia ! Adoro os EUA. Todas as vezes que viajo faço compras. mas daí ser um PICMB…. Achei o texto um tanto preconceituoso. Acho que viajar e comprar é questão de gosto e oportunidade. Da mesma forma que algumas pessoas que gostam de fazer compras no exterior, até pq aqui no Brasil somos “roubados”todas as vezes que vamos comprar uma roupa, tem outras pessoas com outros gostos… Acho que é qesutão de escolha/gosto. Abs

    • Oi, Ricardo. Você pode ter da vida o que ela tem de melhor – e não ser um PICMB. E pode também viver com a água no pescoço – e ser um belo PICMB. É uma questão de não se deslumbrar com vulgaridades. Basicamente, é isso. Abrx.

  65. Extremamente assustado. Reconheci um monte de gente. Parabéns pelo texto. Uma pena essa realidade demonstrar que não vai mudar tão cedo.

  66. O texto é amargo, mas apropriado à construção de uma caricatura. Nossa jovem nação, aliás, parece que nunca passou de um esboço mal feito. Uma caricatura entre o grotesco e o triste retrato. Tenho me perguntado onde estão as pessoas de bem que poderiam fazer diferença para a construção de um retrato melhor…Como você declara em seus comentários, Adriano Silva, também acredito que a salvação é individual; mas teriam esses indivíduos desertado? :roll:

  67. Nada como um texto que reúne todos os jargões surrados e auto depreciativos sobre os tais malvados brasileiros da classe média.

    A conversa de que isso vem de “tradição ibérica”, sinceramente, é tão pobre…qualquer historiador sabe perfeitamente que o trabalho manual, braçal era visto com escárnio em toda a Europa, e não só nos miseráveis países latinos que nos colonizaram.

    Falar de Anita, Latino, novela, viagem para Orlando, falta de leitura…prezado autor, nós dois sabemos perfeitamente que essas características se encaixam muito mais na classe C que na perversa, vagabunda e direitista classe que o Sr. tenta demonizar.

    Não sei se a classe média brasileira é tão horrível e preconceituosa, mas seguramente as características de “rico desleixado que não move uma palha” aparecem muito, mas muito mais numa família abastada de Fortaleza que noutra de Curitba…mas como o Sr. fala que os nordestinos são discriminados e, portanto, não pode constatar um fato óbvio percebido com uma semana de convivência.

    Como em todo lugar, temos pobres, ricos, ignorantes e sábios. Há ricos de elevadíssimo nível cultural, assim como pobres que superam barreiras com talento, criatividade e trabalho duro. E, como é sabido, há idiotas em toda parte: endinheirados que desperdiçam 100 mil reais num fim de semana em Monaco e mortos de fome que gastam o bolsa família num boné pro filho rolezeiro.

    O que é, seguramente, um desserviço é um texto tão previsível e cheio de clichês, que culpa “o outro” por todos os problemas e defeitos do país, quase que de um pedestal: vejam como eu sou inteligente, culto, vou a Europa, leio e assim posso falar mal dessa turba ignóbil que paga impostos e sustenta o país. Enche o saco.

    • Oi, Marcus. Concordo com muito do que você colocou – mas não acho que se aplique ao post. Procurei não cair na autodepreciação besta – que é outro atributo dos PICMBs – mas sim fazer uma autoanálise, da sociedade que nós, em conjunto, estamos construindo. Outro ponto: procurei não colocar a culpa nos outros – outro comportamento clássico do PICMB, diga-se – mas sim me incluir, coletivamente, no objeto da crítica. De resto, obrigado pelo comment e bem vindo ao Manual! Abrx.

  68. Traduziu magnificamente ..

  69. Adriano, o texto está muito bom, mas não se deve limitar à classe média.
    Ricos e pobres também fazem bobagens aos montes, vide as motocicletas que se acham no direito divino de não deixar ninguém trocar de faixa ou o idiota no metrô que se posiciona de tal forma que o coitado que está dentro só consegue sair à base de cotovelada. Dentro dos vagões senta nos assentos preferenciais sem o menor pudor.
    Ontem mesmo um cretino de um motorista de um VUC parou ao lado de outro na pista lateral do viaduto que cruza os trilhos na rua da Mooca de forma que ninguém conseguia passar simplesmente para conversar com o outro motorista, e ainda ficou bravo por tomar uma sinfonia de buzinas.
    Na outra ponta estão as peruas dirigindo enormes SUV achando que a rua é sua, andam a meio por hora ocupando toda a rua ou a milhão querendo que todos saiam da frente. Não podem parar a mais de 0,5 metro de onde vão e estacionam ocupando duas vagas.
    Nos dois lados temos o total desrespeito pela forma de utilizar uma rotatória (quem está na rotatória tem a preferência) ou sequer param em uma placa de “PARE”, aqui o que vale é a lei do “eu primeiro”.
    O problema está num povo que não dá valor à civilidade, educação, cortesia. Num povo que acha que só tem direitos, nunca deveres.

    • Você tem razão, Francisco. E embora eu tenha aterrissado esse comportamento na classe média, ele é pervasivo na sociedade brasileira como um todo. Todo o meu ponto é: não se torne mais um. Recuse esse fardo cultural abjeto. Abrx.

  70. Ola! Achei o texto muito generalista,uma metralhadora.Acho que é um pouco arrogante vc colocar tudo num panelão e fazer essa mistura de grosserias,má educação e baixo nivel intelectual,etc,num grupo só.Dá a impressão de que vc se tiver uma camisa pólo,um bom carro e passear em Orlando,vc é um idiota,cafona e coisas desse tipo.Textos como esses devem falar que é apenas uma sátira,pq como vc já falou,temos muitas pessoas limitadas que irão colocar o dedo em riste em muitas pessoas.Álias,nada é mais cafona do que ficar criticando os outros.Cafonice ,mau gosto,falta de educação são consequência do nosso subdesenvolvimento.Um abço.

    • Oi, Claudio. O que vale é a regra, não os exemplos. Claro que não é um indício que vai definir quem você é o não – embora indício forneçam boas indicações. Com relação a tecer críticas, não acho cafona, não. Trata-se de refletir, de debater. E isso é chique para caramba. Abração.

  71. Adriano,

    Tendo sido Chefe de Redação do Fantástico e
    Diretor do Núcleo Jovem na Editora Abril. Você não sente um pouco de culpa? Já que Globo e Abril são porta-estandartes e formadores de opinião da cultura PICM.

  72. Adriano, ainda dedicarei mais algumas horas no seu site. Me encantei pelo seu ponto de vista e pelos comentarios dos seu seguidores. Saí do Brasil faz 17 anos, voltei, fui embora e hoje nao pretendo mais voltar. Nunca me distanciei da cultura nem do meu circulo da juventude, mas ja faz algum tempo que me sinto um peixe fora d’agua e é que muitos dos meus amigos se tornaram PICMB. Meu maior shock de realidade foi agora, entre Natal e Ano Novo, que resolvemos encontrarnos em Miami e Orlando. Eu e minha familia queriamos passar tempo juntos, sair, conhecer. O resto só pensava em outlets. Pareciam zoombies comprando o que for pra dizer que compraram. E igual a eles, centenas de brasileiros PICMB zoombificados. Parabens pelo texto. Lhe acompanharei mais seguido! Abç

  73. Oi, Adriano! Primeira vez que leio um texto seu e, confesso, fiquei assustada com a agressividade contida. Eu gosto de ir a Orlando, gosto de outlets, embora não vá com frequência.. Confesso que só fui uma vez mas estou programando guardar um dinheiro ,que conquistei com muito trabalho , voltar lá. Também confesso que não suporto arrumar a cama…mas não nunca estaciono na vaga de idosos nem deficientes, odeio parar em fila dupla, nunca furo fila, não julgo ninguém pela cor, opção sexual ou classe social. Procuro formar alguma opinião depois de presenciar algum comportamento ou conhecer a opinião, independente de onde tenha partido. Fiquei em dúvida agora… Será que petenco a esta classe ou tenho alguma chance de ser digna de seu respeito?

  74. Texto confuso e preconceituoso. Por que a classe media? Quem eh a classe media? Eh quem pode ter um carro de cem mil q custa meros 25mil dolares? Eh quem pode levar os filhos pra disney? Eh quem faz e ganha dinheiro com trabalho intelectual? Compra se carro de cem mil reais porque moramos no Brasil, e infelizmente temos que encher os bolsos dos governantes. Eh um absurdo achar um absurdo uma pessoa comprar um carro confortavel e seguro e nao aceitar um cacareco desses que sao fabricados pelas montadoras no Brasil. Voce deveria fazer um texto destilando toda essa amargura nos verdadeiros culpados disso tudo. Porque se nos brasileiros compramos tudo que vemos pelo frente na terra do tio Sam eh porque nao temos condicoes d fazer o mesmo por aqui, onde os valores sao exorbitantes. Compro carro caro sim, vou aos eua diversas vezes ao ano e compro muito, mas nem por isso sou esse ser humano estereotipado que vc criou. Isso esta cheirando despeito, vc misturou poder aquisito com futilidade, racismo social, gente folgada e mimada. Errou na dose, e feio

    • Oi, Patrícia. Obrigado pelo comment. Os responsáveis pelo Brasil, e pelo Estado no Brasil, e por tudo no Brasil, somos nós, os brasileiros. E temos sidos perfeitos idiotas, vezes demais, na construção dessa história. Se você não fura fila nem anda no acostamento, não é um PICMB, esteja certa. Um beijo.

  75. Adriano, sou idiota por comprar o video game de 4000 no Brasil, mas ao mesmo tempo, nao posso comprar la fora….nao entendi ? ou nao posso comprar video game ? ❓
    Vc nao teria carro, pois ate um modelo dito popular, la fora custaria muito menos… ❗
    Concordo com vc com relacao ao fato de aproveitar mais as viagens, as outras culturas…perfeito.

    • Oi, Marina. Em certa medida, é impossível escapar de modo imediato a algumas armadilhas que nós criamos ao longo de anos com esse comportamento de perfeitos idiotas. Mas começar a pensar sobre isso, e a se indignar, pode ser um começo. Bj.

  76. Wowwwwww…… Nunca li nada tão correto… Nada que descrevesse o brasileiro tão bem. Não exagerou em nada…. E convivo com um desses bem próximo.

  77. Na minha casa chamamos o PCIMB de barraíba! Devido a barra da tijuca ser a maior concentração dos novos-ricos do Rio de Janeiro! Parabéns pelo texto, embora, claro, todo extremo é problemático! Mas descreveu muito bem a classe no geral…

    • Obrigado, Fernanda, pelo comment. Pousei esse comportamento na classe média, mas é claro que ele não se restringe a ela. E nem ele a define totalmente – ainda bem! Abrx.

      • Nossa, o preconceito arraigado na formação da palavra que ela utilizou. O “íba” do “barraíba” é uma alusão ao uso pejorativo do termo “paraíba” para denominar todo e qualquer cidadão vindo do nordeste?
        Adriano, cuidado com o que você não comenta do comentário de seus discípulos.

  78. Cara, concordo com tudo. A unica coisa que descordaria é a comparação dos EUA com o resto do mundo. Acho aqule pais fantastico. As pessoas tem um senso de cidadania e patriotismo sem precedentes. O americano nao fica esperando o “governo” resolver nada. Eles sabem que eles são o governo. A cultura de meritocracia é incrivel: “no pain, no gain”. É um pais onde todos tem opotunidades iguais. O governo nao se mete em nenhum negocio privado, enquanto o Brasil, Venezuela, Bolivia, estatizam tudo fazendo o povo pagar pela ineficiencia. O pior é que o brasileiro tem orgulho de dizer que o petroleo é nosso porque a petrobras é estatal… as maiores empresas do mundo sao americanas e sao privadas. Essas sim geram valor para seu pais. O americano lutou pela sua independencia e democracia. Nos, a exemplo do PICMB que nao quer fazer a cama, tivemos uma independencia fajuta, onde a realeza portuguesa ao ver que era um processo irreverssivel, deixou o filho “playboy” reinando de brincadeira. A quem vc acha que o grito de “independencia ou morte” se destinava? Com certeza nao era pro papai Joao. Brasil, um pais condenado, um pais de tolos.

  79. O PICMB não leu até o fim!
    Me pergunto as vezes o pq as pessoas tem tanto prazer em ser um idiota!!
    Certíssimo!

  80. Belo texto, principalmente na parte da cultura. Estou passeando pelo Itália e vejo as lojas e os carros tomarem conta de tudo, juntamente com as pessoas comprando e comprando até aquilo que elas nunca vão usar. As cidades antigas não agüentam mais isso. Estamos destruindo aquilo que nos fez chegar aqui sem ter noção do que isso vai refletir no futuro. Mas vejo isso atualmente em todos os povos e não somente nos brasileiros.

  81. Olha, o texto é otimo. E seria excelente se o assunto tivesse realmente a ver com “classe média”. mas nao tem nada a ver com classe social mas com educacao. Te apresento alguns que moram em favelas e outros em casaroes. Nao ha exclusividade nenhuma

  82. Caro Adriano, parabéns pelo texto. Como alguém já mencionou, a “problemática” é simples… Um país pode ter uma sociedade rica economicamente mas nunca será de fato desenvolvido enquanto não tiver educação e costumes correspondentes. E no Brasil, a cultura de se levar vantagem sobre o outro ainda supera a boa e velha educação… Portanto…

  83. Resumindo esses são os verdadeiros douchebags! Adorei!

  84. Pessoas que compram camisetas de 70 dólares e acham um absurdo um livro por 45 reais; que acham normal gastar centenas de reais, quando não milhares, em peças de roupas e acessórios e baladas, mas consideram absurdos os valores cobrados por profisionais liberais, como médicos, dentistas e advogados. O problema é a inversão de valores, a escolha equivocada de prioridades. Parabéns pelo texto! Infelizmente a capacidade de interpretação e de entendimento de recursos de linguagem foi prejudicada pelo sistema educacional das úaltimas duas décadas.

  85. Li e reli.
    Fiquei extasiado, sinceramente. Um retrato e, por vezes, auto retrato.
    A leitura nos envergonha pelos estímulos e ações, mas sobretudo, pela indiferença.
    Que se mude, que se molde em mim. Que encontre lugar e tempo para reflexões pessoais. As mais íntimas, das entranhas.
    Que se revolte e instrua. Aos outros e, principalmente, a mim.
    Obrigado

  86. Bacana o texto! Parabéns. Minha única ressalva segue: Moro na França ja faz um tempo e posso te garantir que o perfeito idiota de classe média não é um fenômeno do Brasil. Dizer isso é a boa e velha síndrome de vira-latas… A classe média é assim na maior parte do mundo, seja com mais serviços domésticos, como na maioria dos países emergentes ou com menos, como aqui.

  87. Acho estranho o pessoal falar de generalização. Lendo o texto, podemos perceber que o autor fala de um tipo, uma “tribo” que ele observou dentro de uma divisão conceitual classe econômica (visto que temos vários cortes e denominações) no Brasil. Menos carapuça e mais exercício de leitura, compreensão de texto e, se possível, humor pessoal!
    Quanto a mim, que alívio! Ainda não sou uma PICMB. Apesar de ter empregada, meus filhos são responsáveis por seus quartos, entre outras tarefas. Isso é bom, pq sabendo o quanto é duro fazer, eles valorizam o trabalho feito pelo outro.
    Gosto de algumas besteirinhas, mas ainda prefiro pagar o mínimo pelo melhor possível. Nunca fui para os USA, pois amo a Europa, suas histórias e mistérios! E só não viajo mais pelo Brasil porque é estupidamente caro (isso é ultrajante!). Enfim, gostei do conceito, pois ainda tenho jeito!!! Abraço.

  88. Moro e estudo no USA e concordo com o texto muitas das pessoas q vejo aqui que compram coisas caras e de marca sao os brasileiro e facil de notar qdo vejo um camisa da Tommy, Calca Diesel, relogio do Michael Kors. Os americanos geralmente nao ligam para marcas eles compram o q se sentem bem em vestir o q eh confortavel. Na minha faculdade mtos vao de chinelo, calca desgastada, camisa batida e ninguem olha ta nem ai agora vai pra faculdade no brasil de chinelo havaiana e bermuda velha pra ver qual a reacao.

  89. Ola muito bom texto…. moro nos EUA a 11 anos…. Inclusive a 6 meses levei minha filha para passear nos parks em orlando e fiquei abismado com a quantidade de familia brasileiras andando parencendo uma arara de lojas de roupas de grife se achando melhor q todos aqui….aprendi a ter o costume de respeitar as ….pessoas a confiar e trocar gentilezas como um simples sorriso um oi uma conversa descontraida….. em inumeras filas para usar um brinquedo me deparei com diversos brasileiros que moram no brasil com um verdadeiro nariz empinado nem se quer trocam sorriso por estarem em cima de um tenis colorido que no Brasil custa 1000 e apor aqui 90 dolares…. Uma famia de 6 pessoas e todos incrivelmente adeptos ao mercado capitalista usando um mesmo modelo de tenis colorido…. Sera que era para um uso pessoal de identidade ou para desbancar os colegas de classe…. Infelizmente a tanto tempo fora eh triste ver o verdadeiro valor que as pessoas estão dando em coisas futeis da vida….. Vc de tenis colorido e eu de tenis preto simples nao me faz nem maior e muito menos inferior que alguem mas para esse brasileiros acima citado eh um afronto do tipo eu uso um tenis ou uma roupa de cavalo ou veado e vc nao… Entao na cabeca desse imbecil ele acha ter o direito de nem se quer trocar um sorriso com vc….. Presenciei isso e fiquei desacreditado…… A base simples da vida, um sorriso uma troca de palavras…… O respeito pelo proximo, o direito de ir e vir sem discriminacao de raca cor ou credo, se continuar assim teremos um futuro incerto….. Aqui esta apenas minha “vivencia” que tive a o oportunidade de ver e sentir…. Apenas minha opiniao! A impressao q tive que hj no Brasil vc vale a roupa q vc usa e o carro que vc dirige…..

    • Obrigado, Marconi, por seus insights. Seja bem vindo ao Manual! Abrx.

    • Marconi, juro que li seu comentário achando que eu tinha escrito isso. Somos similares em quase tudo que passamos e vivemos ai em uma simples visita à Orlando. Salvo que morei 13 anos no EUA e que discordo de que no Brasil pessoas valem o que veste e/ou o que dirige.Na verdade, muitos não valem nada mesmo.

  90. Essa é uma realidade. Uma de muitas. Mas o ideal não seria classificar pessoas com esse comportamento como classe média. As estatísticas oficiais consideram classe media as familias com renda de r$ 300 a r$1000 por integrante.

  91. Tem um pouco de verdade, tem um pouco de exagero, mas tem muito de maniqueísmo e estereotipação. A burguesia fede, e quem diz que ela fede pode ser burguês sem feder. Ataques como esse costumam ter ecos de ódio a si mesmo. Costumam ter aquele ritual de autoflagelo que os homofóbicos-homossexuais-enrustidos e muçulmanos-mulheres-são-impuras têm. Esfrie, esfrie. Não se melhora o mundo antagonizando e rotulando as pessoas.
    http://www.sciencedaily.com/releases/2010/08/100802165441.htm

  92. Oi! Desculpe, mas se trabalhar duro o ano inteiro( inclusive fazendo alguns serviços de casa) pra poder nas ferias viajar pra NY e Orlando, entrar nos outlets e comprar todas as minhas blusas da Tommy( por $9 e nao R$200,00, porque burra eu nao sou!)isso me faz uma Idiota… Quero ser idiota pra sempre!! Porque o que me faz feliz eh que sera importante para minha vida inteira!! Quanto a preferir ver museu e ler um livro, acho que quem prefere deve continuar a faze-lo!! Afinal o que te faz feliz eh que te completa e no final de tudo vai te fazer ir pro ceu em paz!! Obs: tudo que compro, eh ppeque amo e nao pra mostrar pra ninguem!! Minha felicidade eh o que me interessa!! E viva a liberdade de escolha!! Boa Tarde!!

  93. Obrigado, Glória! Um beijo. Bem vinda ao Manual!

  94. Texto tosco! De extremo mau gosto, preconceituoso! Típico de esquerdopata que promove a luta de classes! Meu amigo, a classe média trabalha e trabalha pra cacete. Inclusive, a classe média paga impostos pra realização desses projetos sociais que, ao invés de formar pessoas independentes e auto-suficientes, forma pessoas com características desse esteriotipo ridículo que vc criou.
    Além disso, ao descrever essa situação com tanta riqueza de detalhes, me sinto a vontade de perguntar se você espelhou em si próprio pra escrever esse artigo.
    Repense, esse tipo de texto só é capaz de causar desserviço social, nada além disso…

    • “Esquerdopata”. Significa um doente de esquerda que mata ou um doente que mata gente de esquerda? Fiquei na dúvida. Mas nem precisa elucidar, Zezinho. Não quero entrar nesse terreno – ele não me pertence, em nenhuma de suas acepções. Quanto ao PICMB, claro que me incluo na turma que está a um passo de ser contaminada por esse comportamento. Sempre que proponho uma reflexão aqui no Manual, reflito junto, Zezinho. Abraço.

  95. Adriano,
    gostei do texto, embora discorde de algumas partes. Em momentos me identifiquei, em outros não. Sou fruto da classe média, embora meus pais, nasceram muito pobres e aos poucos conquistaram estabilidade econômica e social quando eu nasci. Tudo o que eles sofreram, e foi muito, eles fizeram o possível para que eu não passasse, mas deixaram bem claro as experiências que tiveram. Não fui ensinada a cuidar da casa, a fazer comida, a limpar, lavar, passar. Meus pais primaram o meu estudo, com muito suor, evitando gastos extremos e repartindo tudo com muita humildade, ensinando valores cristãos, filosofia, sociologia, geopolítica, entre outros, que, na época, não era ensinado na escola. Eu e meu irmão desenvolvemos uma raciocínio crítico, porém inabilidade no lar. Quando casei, enfrentei sérios problemas financeiros, desemprego e precisei cuidar de minhas 2 filhas e da casa. A educação holística que minha família proporcionou me ajudou a enfrentar a situação, adaptar-me à realidade, aprender coisas que não sabia e até hoje não gosto de fazer. Sinceramente, Adriano, eu trabalho pesado, eduquei minhas 2 filhas com muito suor, dou aulas até as 23hs todos os dias, mas não lavo minhas roupas, não passo minhas roupas e não faço minha comida. Essa não é a minha essência. Não aprendi a fazer isso na infância, não gosto de fazer isso. Posso fazer em emergências, mas não é o que eu gosto de fazer diariamente. Porém eu sei o meu propósito nesse mundo, eduquei minhas crianças com valores de dignidade, respeito às autoridades, compaixão, submissão às regras e, acima de tudo um pensamento crítico. Se as pessoas buscassem seu real propósito nesse mundo, encontrariam felicidade duradoura, adquiririam menos coisas, que são supérfluas e passageiras e respeitariam mais os seus pares. É o meu complemento ao seu texto.

    • Oi, Karin. Bem vinda ao Manual – obrigado pelo comment. Sem dúvida, você não é uma PICMB. O ponto é: temos que criticar esse comportamento. Ele está por aí e é óbvio para qualquer brasileiro remediado. Só que ele é deletério para caramba. Cuide bem de si – e das suas meninas! Um beijo.

  96. Texto parcialmente verdadeiro, pois contém estereotipias e generalizações, além de cunho esquerdopata, típico discurso do PT. Este partido quer jogar as classes umas contras as outras e vc está replicando isto. Na verdade é mentira dizer que somente a classe média gosta de consumir. Os mais pobres gostam e muito de marcas. Quem mais assiste Big Brother, assina para ver, compra tudo o que os artistas exibem? Quem é fã de Xuxa, artistas em geral, ficam histéricos em shows e diante de jogadores de futebol? A mídia tb tem grande culpa nisso, já que não apresenta programas de qualidade, só propagando a idolatria que os mais pobres facilmente são pegos. Acredito que a classe média no geral procure economizar sim, já que paga muitos impostos. Os mais ricos é que esbanjam, comprando luxo, a começar pela presidente da República que pagou em uma diária em Lisboa R$26 mil reais! Ela é burra, idiota, sem noção, incoerente, abusada, irresponsável? Classe média é que não é.

    • Oi, Cristina. Esquerdopata? Esse meme é o novo “petralha”? Inclua-me fora dessas rotulagens, por favor. Sou um liberal de estilo anglossaxão. Não encontro representação na política brasileira. De novo, me explico: o PICMB não resume a nossa classe média e nem é resumido por ela. Trata-se de uma metonímia – o todo representado por um parte (importante) do fenômeno. Um beijo.

  97. Conheco pessoas assim. Entendi a generalizacao… Pintar o quadro com cores fortes… E para quem sabe ler…um pingo e letra!!!! muito bom!!!!

  98. Oi Adriano,

    O seu texto acertou na mosca.

    Agora que estamos na onda dos preços $urreais, no meu caso, cuido da “Fan Page” do face: Sampa $urreal – NÃO PAGUE, tenho a firme convicção que, no caso dos preços abusivos no Brasil, um dos principais componentes é esse personagem que você explica com exatidão.

    Eles são muitos, infelizmente, e criam uma demanda que, como é a essência no capitalismo, gera a oferta com preços $urreais.

    Fenômeno que aconteceria em qualquer país que tivesse a mesma demanda.

    Parabéns pelo excelente texto Adriano!

  99. O perfeito idiota de classe média brasileiro, mas perfeito mesmo, compra um Camaro amarelo!

  100. 😛 Texto perfeito! Parabéns Adriano, vou compartilhar! Abs

  101. Adorei ler isso!!! Convivo com vários deles em meu condomínio e trabalho, muitas vezes chego a entrar em atrito com muitos, principalmente com aqueles que se acham no direito de estacionar em frente a sua garagem, sendo guia rebaixada e falar para vc sair pela calçada ou qdo o filho desses idiotas jogam as cadeiras na piscina e mandam o zelador calar a boca pq não manda nada e demonstrar um preconceito descarado pq é negro…isso me decepcionada demais…Bjs

  102. João Paulo Bittencourt

    Curti, exceto a parte em que o autor trata com demérito o ‘ser jeca’. Até porque o jeca do interior (dentre os quais me incluo) sabe muito bem o lado de se montar o cavalo (que se for bem adestrado permite que se monte dos dois lados). E a obsessão com o sertanejo (que tem sua parte chatonilda e imbecil, admito) também me deixa atônito. Existe sertanejo que fala do amor, da vida, que tem histórias belíssimas. Generalizar sem conhecer me parece ago característico do PICMB rsrsrsrs

  103. Muita gente ofendida por adorar um outlet. É preciso bem mais que isso para fazer parte deste grupo. Senti falta de um passeio pelo vácuo de consciência cívica e política que tanto caracterizam o PICMB. Acho que isso é bem mais relevante que seu gosto musical, muitas vezes forjado. Mas concordo que o aspecto mais repugnante dessa raça é sua total falta de consciência moral, como você muito bem ilustrou. Parabéns.

  104. O blogueiro é como o Pizzaiolo, “sente o cheiro, mas não pode comer”… Ou seja, fala como um jornalista, mas nem iniciou o superior, ou trancou administração…
    Pessoas assim, existem. Mas aquilo para ela é ser feliz. Deixe o tal PICMB ser feliz… Não rotule para os outros, o que é felicidade para você.
    Ser blogueiro, é como ser milionário, no Banco Imobiliário, só vale para quem está na brincadeira….
    Pense nisso!

  105. Olá, Adriano! É a primeira vez que leio um texto seu. Permita-me lhe dizer que, apesar de concordar com alguns pontos, achei o texto um pouco preconceituoso, radical e penso que você generalizou. Nem toda pessoa que pertence a classe média brasileira é idiota. Bom texto, mas você poderia ter pegado mais leve!!! Agora…você pode me explicar porquê você coloca um “x” no final da abreviação que você faz da palavra abraço?

    • Telma, obrigado pelo comment. Nem toda pessoa que pertence à classe média brasileira é idiota. Estamos de pleno acordo. Não penso e não escrevi nada em contrário disso. O x que você menciona é só uma bossa. Bj.

  106. Não costumo comentar em sites/ blogs, pois os comentários muitas vezes são preconceituosos e uma grande parcela das pessoas nem conseguiu interpretar o texto. Entretanto, senti-me obrigado a comentar aqui para dizer “obrigado” por escrever e descrever tão bem um sentimento meu que há tempos tenho convivido.

  107. Adorei o texto e em nenhum momento você foi radical, mesmo quando alguns tentaram te Atacar. Um gentleman. Só faltou você dizer q o picmb, quando sai do Brasil, fala alto, é mal educado, não sabe oq é “social etiquete”, não respeita a cultura alheia e não sabe tratar um bartender ou um garçon porque se acha superior. Dirige camaro achando que é Bentley usa MK achando que é Balenciaga. Ser chic não é dar bom dia a porteiro, ser chic é falar baixo, dar passagem no transito e usar por favor, com licença e obrigado. Ser chic é ser educado, independentemente da cor ou da classe social.

  108. Adoro Orlando. Acho uma cidade maravilhosa, pequena com vários encantos. Pouco transito, muitos BRASILEIROS, para conhecer. Agora me encontro em Lyon, depois de passar por Paris e esquiar em Courchevel. Estarei em Orlando em 20 dias. Infelizmente você deve ser o tipo de colunistas que passou pela cidade pouco tempo, ou se lá foi, comprou suas muambas, pq se falar que foi aos EUA e nao comprou nada e mentira e agora se acha apto da fazer uma coluna dessa. Meu amigo a cidade e muito boa. New York e o berço do jazz, dos musicais.
    Enfim você deve ser um bom freqüentador e da região dos lagos.

    • Oi, Henrique. Acho que você se ateve ao detalhe e esqueceu do que é essencial. É ser possível se comportar como um PICMB em qualquer lugar. E é possível não ser um deles em Orlando. Grande abrx e obrigado pelo comment!

  109. Pois eh Sr. Adriano, eis ai um retardo do nosso querido e amado Brasil, terra de ninguém, terra fértil sem dono onde qualquer um pode colher o que não plantou. Estou cansado de conviver com pessoas rasas, com a profundidade de um pires, não sei se tenho pena ou raiva, haja vista que todos tem escolhas. Também estou cansado de ser explorado pelo governo hipócrita, mentiroso, desleixado, que onera e castiga os interessados em ter uma vida digna e honesta. tenho impressão que as leis no Brasil foram feitas para punir o homem de bem. tenho também a impressão de que apenas pelo amor as coisas não vão mudar. estamos caminha para o abismo social e a estrada larga e bem pavimentada o capitalismo selvagem esta nos conduzindo com esmero para esta direção. não ha mais gentileza, não se tem mais compaixão, uma sociedade onde ” pessoas de bom coração ” dão mais prioridade a animais de estimação do que a crianças relegadas as margens da sociedade. sou ainda obrigado a ler a frase ” prefiro animal do que gente “. acho isso tudo um absurdo. eu poderia escrever um livro inteiro sobre tudo aquilo que me deixa indignado. todavia, nada vai extirpar este câncer social, enquanto as pessoas não acordarem para a realidade letal a qual estamos vivendo. deixo aqui uma frase para reflexão. O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons. No final, não nos lembraremos das palavras dos nossos inimigos, mas do silêncio dos nossos amigos.

  110. Parabéns pelo texto. Você conseguiu abordar, de forma clara e bem concisa, a forma como vivem parte da classe média brasileira que ostenta em demasia além da falta de educação, sem contar que é incapaz o bastante de mudar os rumos da economia, de garantir os próprios direitos, em nome da ostentação.

  111. Texto muito bom. Resta-me aplaudir!

  112. Qta vírgula desnecessária heim amigo! Mas há mta realidade neste texto. Com certeza o primeiro passo para a mudança é o reconhecimento. Abços.

  113. Realmente um texto cheio de contexto e verdades aplicadas!
    Gostei muito deste comentario Tao veridico!
    Parabens

  114. O que o pessoal parece nao ter entendido eh que, ngm eh um PICMB por ir a um outlet e economizar dinheiro. Sim, eh mto esperto fazer isso. O problema eh achar que eh superior por ter coisas de marca. Desperdicar oportunidades de aprender e observar um pais economicamente acima do nosso. Creio que esse eh o ponto de vista do autor. E nesse ponto concordo plenamente com sugestoes de viagem a Europa, e em um nivel cultural, de viagens a Asia. Ja morei na Tailandia e no momento estou na Alemanha, e posso dizer que os turistas brasileiros que vc ve na Asia sao totalmente diferentes dos PICMBs.

    Particularmente acho os americanos mto parecidos com os PICMB nesse sentido. Viajando pela europa, eh mto comum ver grupos de obnoxious americans que nao dao valor a nada que nao seja americano. E quem fala que americano eh um povo culto e desenvolvido, nao conhece europeu. Sim, uma generalizacao, existem mtos americanos civilizados e ricos em conhecimento. Mas conheco e sei q mtos americanos nao sabem o minimo sobre o que acontece fora das fronteiras do seu pais.

  115. Vejo muuuito disso por aí. É ótimo listar esse amontoado de cretinice e jeguice que assola nosso país, pois fica mais claro como as coisas estão mesmo ridículas. Ótimo texto.
    Mas, como já disseram aqui, isso não é exclusividade da classe média. A classe alta é bem idiota. E a classe baixa tem os mesmas manias, apenas tem menos recursos. Só tome cuidado para esse texto não ser não ser usado pela “Inteligenzia” poltítico-cultural, que adora falar mal da classe média, apenas porque ACHA que não pertence a ela. Vc sabe como são esses caras, né? rsrsr.
    Abs e parabéns

  116. Texto perfeito. E como dito em suas réplicas em muitos comentários, o perfeito idiota não está restrito à uma determinada classe social.
    Acho na realidade que este tipo educação (sabe, ser uma pessoa boa e não um mané) é algo nato e portanto independe da classe, naturalidade, cor da pele… e infelizmente o brasileiro parece ser inato para a idiotice, e às vezes só é mais fácil se deixar levar pela maré.

  117. Engraçado, mas eu não tenho empregada e não tenho emprego pois o mercado pede pessoas qualificadíssimas , mas não me deixa se qualificar. Mas com muito sacrifício eu eu meu marido conseguimos ir a Orlando. Camisas sociais de 15 dólares da Calvin. Relógios lindos de 50 dólares. Ótima qualidade, muito diferente das marcas brasileiras. Vão durar anos! Quais marcas de roupa vc usa?? Só por curiosidade… Com certeza tem essa raça de classe media (gente bonita, “bem vestida” e que dá ombros aos nossos problemas sociais). Mas a maioria é de pessoas muito trabalhadoras e que se não leem é problema delas. Até porque ter livros lidos na estante não faz ninguém melhor do que o outro. Vire a sua raiva para politiqueiros que não votam um código civil renovado e superfaturam serviços e produtos públicos! Seria muito mais útil. Eu estou de saco cheio de gente que culpa a sociedade e esquece o que acontece no planalto. Todos meus votos, por mais que conscientes não deram em nada….. Chega lá eles só querem discutir sobre eles mesmos. Ah vou para Disney sim!! Afinal ir em qualquer destino no BRasil está muito mais caro! Fora a segurança, organização e limpeza que é pífia.

    • Oi, Pat. Pessoalmente (embora isso não venha ao caso), gasto mais com livros e camisetas – minhas paixões. (E tênis, mas tou dando um tempo.) Eis o ponto: nem toda a classe média é feita de PICMBs. E não é entrar num outlet que vai lhe definir assim – mas o comportamento e a atitude por trás. Discordo de você apenas em relação a sua postura em relação ao mercado e ao governo. Eles são nós. Somos nós que os fizemos. A responsabilidade por eles serem como são é sempre nossa. Um beijo. ps. Sugiro que você inclua o Beach Park nos seus planos. Pessoalmente, achei melhor do que um parque da Disney – e mais em conta. Leia: http://www.manualdeingenuidades.com.br/2013/02/04/ceara-s-a/

      • Kkk, você é uma comédia mesmo. E Beach park eu já fui com a família. Mas obrigada pela dica. Inclusive pela insegurança, ausência de asfaltamento em direção ao hotel/park e as várias meninas acompanhantes de senhores em plena luz do dia (em Fortaleza). Discordo que somos culpados como sociedade. Discordo, discordo e discordo! Há países com uma sociedade tão hipócrita quanto, mas fazem as coisas funcionarem. Tem alguma coisa errada nessa máquina politiqueira, e quando mudar, vai mudar todo o resto. Aliás, e daí que vc ou eu lemos livros? Repito que não somos melhores que ninguém, o qual não tenha tido essa oportunidade. Leia essa matéria e quem sabe vc não faça parte do grupo da pós-graduada?(http://www.correiodoestado.com.br/noticias/advogado-ironizado-por-professora-pensou-que-fosse-gozacao_207570/) Adorei a sua camisa branca “Fernandinho”! Diploma de graduação e pós eu tenho, “só me falta-me o glamour”. x

        • Patrícia, discorde o quanto quiser. Só recuso seus comentários sobre minha camisa branca (?) e meu diploma (??). Além da sua ilação entre essa notícia linkada e eu (???). A questão da “comédia”, nessa altura da vida, eu tomo como elogio. Abrx.

  118. Adriano,
    Ótimo texto. Tudo que gera discussão, como está acontecendo nesse post, é válido. E nos tira da inércia. Gosto muito de discutir esses temas principalmente quando pensamos em mudanças. O diagnóstico, vejo fácil. A complexidade da vida dos afetados / a origem da mudança é que são difíceis de detectar. Gosto do seu texto mas gosto mais quando o texto vem acompanhado de leveza e um pouquinho de perspectivas e soluções. Desculpa a crítica é que todos os blogueiros/escritores que leio fazem crítica – a população em geral também. Gostaria ler temas e as alternativas

  119. Caríssimo,

    Excelente texto.
    Aqui no Maranhão, o CGU afirma que existe um “Kit Prefeito”.
    Composto dos seguintes itens, é um “clássico” dos prefeitos e deputados neófitos:
    1) Toyota Hilux SW4
    2) Apartamento no bairro Renascença II (Classe A)
    3) Faculdade de Medicina do UniCEUMA (faculdade particular, cuja mensalidade chega a R$ 5.000,00).
    4) Todas as marcas de roupas e relógios citadas no texto.
    5) Relógios de R$ 30 a 50.000,00, dependendo do FPM recebido e do envolvimento de agiotas com a prefeitura.

    Obrigado!

  120. Pior que o que critica é fazer rotulações tão simplórias e preconceituosas, como se o caráter fosse modelado por uma mera questão de casta – seja qual for – e não um conjunto de outras questões, incluindo a de oportunidade. Isso aí, meu caro, é educação. Essas críticas rasas que tentam fazer da “classe média” a grande vilã social do Brasil desconsideram o que é preciso para evoluir nosso país, é de nossa formação cultural. Desconsidera nossa prepotência tradicional quando tem a oportunidade de fazer mais que o próximo. É como eu criticar a Internet por tudo de ruim que ela promove e não discutir o universo de pessoas que dão conteúdo a ela. Textinho revoltadinho de rotulação e segregação ideológica.

    • Rômulo, em nenhum momento quis responsabilizar a classe média, como um todo, pelo que quer que seja. Apenas apontei para o fato de que parte da classe média brasileira se comporta de um jeito deletério. Um comportamento que nem é exclusivo dela – mas que boa parte dela abraça faceiramente. (Boa parte, não toda, perceba.) Abrx.

    • Concordo com o Rômulo. Mas tenho que dar o braço a torcer…. O Adriano tocou em assunto que poucos tem coragem de dizer. As pessoas, não importando a classe, estão passando dos limites da alienação! Num país que não anda nada bem. Sou carioca e sempre critiquei o carioca que só falava das coisas boas…Isso nos anos 90. Olha como está agora? A zona total.

  121. Meu caro Adriano, você não apenas descreveu o novo rico como também o novo pobre. Parabéns!

  122. UM PAIS CHEIO DE PROBLEMAS E VOCE ESTÁ PREOCUPADO COMO O CLASSE MEDIA SE COMPORTA E GASTA SEU DINHEIRO
    QUE PENA !! CONTINUE ASSIM COM ESSA CARINHA DE MENINO BEM NASCIDO NOVAMENTE QUE PENA !!!!!!

  123. parabéns…PERFEITO!

  124. Cara, sensacional o seu texto. Entretanto creio que a classe média sempre teve esta vontade por TER as coisas e não creio que isso seja diferente nas demais pessoas, ou seja, todos temos vontade de ter coisas legais, bacanas e que em algum momento do nosso pais eram restritas ao ricos, não ha mal algum nisso e nem tão pouco degradante.

    Eu realmente nao vejo sentido nenhum naqueles que compram para mostrar e alimentar o status, esses no meu entendimento comprar um iPhone para tão somente usá-lo como um telefone e ostentar, eu os considero burros, como voce mesmo disse. Creio naqueles que compram porque querem se satisfazer, ou seja, realizar um sonho ou uma necessidade e ou desejo.

    Portanto creio que no meio do seu texto tenha uma parcela de pessoas que queiram apenas se satisfazer e nao alimentar o status.

    • Leonardo, obrigado pelo comentário e bem vindo ao Manual. O comportamento do PICMB não está numa compra em si mas no sentido dado ao ato de comprar por ele. É possível aproveitar os bons preços de Orlando sem ser um PCIMB. Abrx.

  125. disse tudo, Adriano!

  126. Ah, Adriano, teu texto promove a catarse da qual precisávamos pra rever nossos valores… Adorei como caíram algumas máscaras…rs Obrigado!

  127. Acho que antes mesmo das pessoas tentarem interpretar esse texto, deveriam começar a interpretação pelo nome do mesmo. “O” perfeito idiota da classe média Brasileira, já deixa bem claro que não é uma generalização.
    Apenas um idiota se insulta com sarcasmo.

  128. Eu acho que tem gente se tocando por pouco. O cara nao generalizou a classe media como um todo, ele simplesmente apontou O idiota da classe media, o que nao quer dizer todos que sao da classe media sao idiotas como o que foi descrito aqui. Vamos deixar de hipocrisia pq a gente sabe mto bem que tudo isso aih eh a pura verdade. E como esse idiota da classe media, existem o da classe A e da classe C tb. O que nao tem de gente por ai morando em uma casa caindo aos pedacos so pra ter um carro importado pra mostrar aos amigos, vai dizer que nao conhece ninguem assim?

  129. Prefiro interpretar o texto do que julgar o autor. Afinal só podemos ler o que é escrito. A análise do que é lido é demonstração de inteligência. O que você nos apresenta é uma coletânea de situações, escolhas, atitudes e comportamentos que necessariamente não devem aparecer tudo em uma só pessoa. Mas certamente cada um de nós se enquadra em pelo menos uma delas, independente de classe social. É isso que incomoda alguns leitores que passam a criticar o autor. Sobre o enquadramento em classes, isto é muito teórico e serve apenas como parâmetro de discussões. Por exemplo: receber R$ 7.500/mês em São Paulo é diferente do que receber o mesmo salário e viver em Brumado/BA, por exemplo. O texto é instigante devido ao título pejorativo atribuído ao personagem principal: “Perfeito Idiota”. Em resumo é um texto instigante cheio de observações pertinentes e que demonstra um profundo conhecimento do assunto por parte do autor.

  130. Caro Adriano Silva …..
    Com todo respeito, mas achei seu artigo preconceituoso e generalista ….
    Porque pagar U$ 38,00 numa diária em um hotel em Orlando é idiota e pagar uma diária de hotel no Rio de Janeiro R$ 350,00 é inteligente?
    Esse tipo de posicionamento é tipica de uma classe pseudo “socialista” hipócrita, que anda de BMW, Ipad no bolso, mora na Barra da Tijuca e quer criticar os hábitos do cidadão comum. Quer fazer movimento esquerdista com esforço dos outros, mas vivem almoçando em restaurantes que cobram R$ 200,00 por uma bolinha de carne de cervo rodeada de fiapos de folhas verdes.
    O que tenho percebido, na verdade, é a revolta da classe A que não se conforma em ter que dividir o avião com as demais classes sociais e tentam inibir esse êxodo turístico apelando para falsos moralismos.
    Sugiro ao senhor que, no minimo, respeite o modo de vida dos demais brasileiros, que podem não pensam como o senhor, mas também podem considera-lo um “perfeito idiota da classe Alta brasileiro – PICAB” inconformado.
    Saudações.

    • Oi, Alexandre. O PICMB não está em ir ou não a Orlando. Mas na atitude e no comportamento por trás disso. Você pode ir a Orlando e não ser um PICMB. Não posso opinar se a classe A está incomodada com a emergência da Nova Classe Média: não pertenço à classe A e tampouco o alvo da minha reflexão é a NCMB. Abrx.

  131. Quem criticou deve estar passando fome pra pagar as últimas férias na Disney.

    Parabéns pelo post!

  132. Caro blogueiro, conheço muitas pessoas com essa personalidade. Há algum tempo, eu mesmo já me detectei realizando algumas dessas mazelas da nossa sociedade, como ficar esperando que alguém faça por mim, mas me corrigi e melhorarei. Pessoas com essas características estão em todas as classes, inclusive na mais pobre. Eu nunca taxaria uma classe dessa forma como fez em seu texto. Isso sim é preconceito.

  133. Prezado Adriano,

    Bom dia. Li, atento, o seu texto. Penso que ele traduz, com alguma realidade, um tipo de comportamento muito presente na sociedade: o preconceito. Ele se mostra tão presente na classe média dita “idiota”, abordada no texto, quanto na generalização que você promove. Penso que não se combate o preconceito, praticando-o.

    Muito fashion mesmo satanizar de forma generalizada o Judiciário, as polícias, o corpo de bombeiros, a classe média paulistana(segundo Marilena Chauí, uma “aberração ética e moral”).

    Mas fica uma pergunta: aqueles que o fazem, diferem tanto assim da classe média estratificada no texto? Penso que não.

    Mesmo para a parcela da classe média que se encaixa na sua descrição, deixe que façam a viagem para Miami ou Orlando. Que leiam ou simplesmente comprem 50 tons de cinza. Que consumam auto-ajuda.

    Democracia é assim. Impor cartilhas de consumo ou de valores para a vida, não é compatível com a liberdade. Não imagino que países desenvolvidos sejam formados por populações de gosto único, por valores idênticos.A natureza humana é rica na diversidade.E provavelmente aí resida a riqueza de uma nação.

    Abraços

    Márcio Costa

    • Márcio, obrigado pelo comentário atilado. Trata-se de uma caricatura – em que algumas características são acentuadas. A lógica da metonímia – um todo que se expressa por algumas partes. O que pode dar uma impressão de generalização. Mas não creio que haja preconceito. Meu ponto é criticar um comportamento – e não essa ou aquela pessoa. A diversidade não exclui a crítica. Abração e bem vindo ao Manual!

      • Adriano,

        Compreendo. Num exercício de lógica: nem toda classe média é idiota e nem todo idiota é da classe média….ainda que a metonímia possa dar essa impressão de generalização.

  134. Camila Vergueiro Catunda

    Muito bom e “explicativo”. É muito triste o que vemos acontecendo em nossa sociedade hoje.

  135. Porém, esse tipo de imbecil egoísta e mal-educado pode ser encontrado em todas as classes… Talvez o autor nunca tenha sido pobre, nem deve conhecer muitas famílias pobres, e por isso o preconceito de achar que esse comportamento é exclusividade da classe média…

  136. Caro Adriano, li seu texto porque algum amigo meu colocou no mural no FB. No meio de tantos bajuladores, vou ter que destoar um pouquinho. Seu texto é pouco original, cheio de chavões e reflete a visão que a esquerda (ou melhor, os esquerdopatas seguidores da Marilena Chaui)tem da classe média. Principalmente a visão ressentida dos petistas que não a toleram , não por causa destes comportamentos estereotipados por voce, mas sim por que ela ainda teima em votar no PSDB. Seu texto reflete sim o comportamento de algumas pessoas, espalhadas por todas as classes sociais. É quase uma novela da Globo (bom, voce trabalha na Globo onde sempre o personagem pobrinho é super do bem e o riquinho trai a esposa, bate nos filhos, é corrupto, preconceituoso, etc etc etc. A verdade, caro Adriano, é que a chamada classe média no Brasil é quem literalmente paga o pato. É sobre ela que incide a maior carga tributaria, quase um assalto a mão armada que o Estado faz sobre estes cidadãos. Ela não consegue fugir dos impostos (o de renda e o de consumo) como fazem os ricos (que recebem dividendos que são isentos, ou ganho de capital que tem uma alíquota bem menor que o de renda, 15% comparado a 27.5%).A classe média deveria ser endeusada, principalmente por este governo, que suga tudo que pode da mesma e não da nada em troca (segurança, educação, transporte, saúde, etc etc etc). Textos como o seu podem até divertir (quem nunca leu nada parecido, ou seja, alguém que não lê nada já que ele é bem manjadinho né), mas ele é bem injusto com aqueles que trabalham duro e pagam esta conta tremenda que o estado brasileiro impõe até mesmo para financiar as bolsas maravilhosas contra a miséria e uma maquina governamental absurdamente cara (sem contar o que se perde com a corrupção).

    • Oi, Pedro. Obrigado pelo comentário. Alguns pontos: 1. Nem todo mundo que gostou do post é um bajulador. Aliás, acho que nenhum deles. Apenas gostaram da tese que expus. 2. É a terceira vez que esse termo “esquerdopata” aparece nso comentários. É o novo “petralha”? 3. Não sou de esquerda, nem leitor da Marilena Chauí, nem petista. 3. Não trabalho na TV Globo desde janeiro de 2008. 4. O comportamento que aponto no texto não esgota a classe média brasileira – assim como existe em outras porções da nossa sociedade. 5. Também acho que pagamos o pato. Só que o PICMB contribui para isso, inflacionando preços ao seu redor, e gosta disso, ao praticar sua ostentação oca e seu exibicionismo vazio – e esse é todo o meu ponto. 5. Bem, quanto à originalidade, não posso dizer nada além do fato de que escrevo sobre o que me impressiona. Abraço!

      • Adriano, você em todas as respostas aos comentários negativos, usa a defesa que este comportamento vale para pessoas de todas as classe s sociais. Então o titulo do seu post deveria ser, o perfeito idiota brasileiro e não o perfeito idiota da classe média brasileiro! Você está generalizando e atacando um comportamento tido como o da classe média sim…assuma. Direito seu. Eu, classe média, já me considero um babaca mor por ter que pagar esse pato aí que eu expus em meu comentário, estou tentando defender uma classe inteira de cidadãos honestos, trabalhadores que como eu, somos execrados pela esquerda burra (esquerdopatas sim…petralhas eu nunca usei, mas da uma lidinha na Marilena Chaui e voce verá que sua opinião coincide bastante com a dela!). Com relação aos preços inflacionados, de serviços e bens, você está muito mal informado. A inflação dos preços é resultado de uma aumento de demanda causado pela migração de milhões de pessoas das classes D para C e B. Veja o que acontece com as passagens aéreas. A classe média viaja para Miami ou Orlando porque as passagens são bem mais baratas do que as para o Nordeste, por exemplo. Os hoteis, pousadas, nordestinos (sempre vitimas do preconceito da classe média segundo seu texto)são os primeiros a inflacionar seus preços nas temporadas de férias da classe média. Engraçado né. Como o governo não melhora infraestrutura e serviços, os preços sobem. Economia 101. Esse papo de neguinho gostar de pagar mais caro além de ridículo, não tem importância nenhuma na formação de preços por não ter relevância estatística (ou seja, o universo de quem gosta de pagar mais caro não é relevante). Abraços.

        • Pedro, eu aterrissei o conceito na classe média porque é ali que o comportamento do PICMB aflora com mais intensidade. Repito: nem toda classe média é PICMB, nem todo PICMB é necessariamente de classe média. Esse comportamento, infelizmente, é um ideário compartilhado por boa parte dessa faixa da sociedade na qual me incluo, em que há algum poder aquisitivo à disposição para nos tornar imbecis no uso do dinheiro. E isso influencia, sim, a microinflação de alguns serviços e produtos em cidades como São Paulo. Veja os valets com a primeira hora custando 25 reais – virou padrão. (Há dois anos era 12 reais, no máximo). Ou os preços de sobremesas em restaurantes que sequer são tidos como cinco estrelas – virou padrão cobrar 25 reais. Por quê? Porque a gente paga. Acho que há relevância estatística sim dessa atitude no movimento dos preços (oferta/demanda) direcionados à classe média. Abrx. ps1. Eu acho o máximo que o Brasil agudize seu processo de se tornar um país de classe média. Acho só que temos que amadurecer um bocado para que isso não represente, contraditoriamente, um desastre para nós mesmos, como país. Ps2. Obrigado pelo debate civilizado. Nem sempre se pode contar com isso, infelizmente.

        • Também preciso destoar, mas serei breve. Achei o texto tendencioso e com uma dose de preconceito. Curti sua análise, Pedro.

  137. Caro Adriano, sua explanação foi quase perfeita. Você só errou a classe das pessoas que fazem tudo isso. Eles não pertencem a classe média e sim a classe “I”. A classe dos Idiotas. E estão distribuídos em todas as outras classes.

  138. Quando você se refere a uma determinada classe social, você está rotulando alguém.
    Acredito que esse tipo de pessoa, exista em todas as classes sociais.
    O que elas tem é simplesmente a FALTA DE BOM SENSO!

    No Brasil temos um padrão de vida, que comparado a outros países; somos milionários.
    Temos várias mordomias quase impossíveis de serem encontradas lá fora.
    Empregados domésticos por horas a fio á nossa disposição; Eletrecistas, carpinteiros etc para pequenos reparos em nossas casas…e por aí a fora.

    • Obrigado pelo comentário, Luiz. Tenho dito que aterrissei o conceito na classe média porque é ali que o comportamento do PICMB aflora com mais intensidade. Repito: nem toda classe média é PICMB, nem todo PICMB é necessariamente de classe média. Abraço e bem vindo ao Manual!

  139. Bem isso… mas a razão para o PICMB é tão simples quanto a de qualquer outra atitude totalizante que se esgote em si mesma: desespero. Não passa de mais um humano querendo dar sentido ao caos.

    Texto muito bem escrito. Parabéns.

    Sergio Viula

  140. Há algumas contradições evidentes.
    Se ele gostasse de pagar caro, não iria ao exterior para comprar. Compraria aqui. Mas infelizmente por aqui só compram os de classe baixa, que por inocência não percebem o quanto tudo por aqui custa o dobro ou até o triplo do preço, e os de classe alta, que rasgam dinheiro na Oscar Freire e nos Shoppings Cidade Jardim e Iguatemi.
    Em suma, o brasileiro é um perfeito idiota, independentemente de quanto tenha no banco. Entretanto me preocupa o fato de que a classe média ainda seja vista, de maneira caricata, como um ente danoso à sociedade. Ora essa !!! A classe média trabalha duro (afinal não vive de renda) e é a principal sustentadora de todo o teatro estatal brasileiro, uma vez que a classe muito rica usa de artifícios para sonegar impostos, possui contas no exterior e consegue enriquecer seu patrimônio em facilmente mais de 10% ao ano devido aos juros absurdos do Brasil.
    Por fim, apesar de todas as incongruências que não apenas seu texto, mas diversos outros discursos (afinal esse discurso de novo não tem nada) insistem em repetir, é interessante notar que o próprio governo estufa o peito para dizer que “levou tantos à classe média” (por mais que, no conceito governamental de classe média, esteja alguém que mal ganhe o suficiente para pagar pelo que come). E sabe por que o Governo faz isso? Porque no fundo ele sabe que quem sustenta qualquer país capitalista é principalmente a classe média. País rico é país que tem classe média forte. Agora venerar a pobreza, como se faz no Brasil, e estigmatizar a classe média, é algo que nunca entrou na minha cabeça. Ser pobre é lindo, maravilhoso, motivo de pena. Agora basta ter um pouco de dinheiro, mesmo que não seja muito, sempre vem alguém para questionar a origem e o caráter moral. Pior ainda é quando alguém generaliza um esteriótipo baseado nisso.

    • André, obrigado pela análise. Eu aterrissei o conceito na classe média porque é ali que o comportamento do PICMB aflora com mais intensidade. Repito: nem toda classe média é PICMB, nem todo PICMB é necessariamente de classe média. Eu acho que a classe média brasileira suporta coisas demais, estamos de acordo – por isso mesmo é que adotar um comportamento PICMB é tão danoso. Quanto ao sentido de “pagar caro”, note que persiste como símbolo de ostentação diante dos outros mesmo quando você compra barato. Não faço apologia da pobreza – e nem considero dinheiro ruim. Por isso mesmo o exibicionismo tosco do PICMB me incomoda tanto. Por fim, não sei se esse texto é o mais original do mundo. Asseguro que não plagiei ninguém além de mim mesmo e que, como sempre faço aqui no Manual, escrevi sobre algo que mexe comigo, no momento em que achei que era oportuno para isso. Abrx.

      • Olá Adriano. Compreendo sua colocação.
        Quanto a “ostentação” acho interessante que por vezes se atribua essa prática as classes médias e altas, o que, a meu ver, não passa de balela.
        Onde eu mais percebi ostentação foi exatamente nos locais mais pobres em que já estive. Nasci em bairro pobre. Era comum ver alguém que não tinha dinheiro nem para pintar a parede da casa comprando eletroeletrônicos de última geração, os mais caros possíveis (e para isso se endividando). Via-se gente dirigindo carros que valiam mais do que as casas em que moravam. Havia gente com roupas que custavam facilmente 50% ou mais do seu salário !!! Recentemente, nos tais dos “rolezinhos”, isso voltou a tona. A mãe de uma jovem de periferia declarou que não consegue comprar um apartamento em um local melhor porque a filha gasta todo o dinheiro da família com roupas. Em outro episódio, uma senhora, recebedora do bolsa família há mais de 8 anos, declarou que não consegue comprar uma calça para sua filha de 16 anos, porque uma calça para uma jovem de 16 anos é mais de 300 reais !!! Isso é ostentação, e do pior tipo, pois está se ostentando aquilo que não se tem (ou não se tem condições de manter).
        Critica-se a ostentação de quem realmente tem condições de ostentar (que a meu ver não é nem a classe média de fato, e sim a classe rica/milionária/bilionária) e perdoa-se a ostentação de quem não tem condições para tanto, quando na verdade tudo é ostentação, com a diferença de que para os últimos isso pode representar a ruína financeira.
        Dai alguém vai vir dizer “Ah, mas os pobres só estão tentando copiar os hábitos dos ricos”, pode ser, mas não deixa de ser uma decisão individual que eles tomam. Há ricos que não andam por ai de jato particular. O Silvio Santos é bilionário, podia viajar de jato particular, mas não o faz, usa aviões comerciais e ainda evita viajar de primeira classe porque acha caro. Há exemplos interessantes para as pessoas se espelharem, mas elas preferem o que preferem, então paciência.

  141. Eu compartilhei por concordar com varios trechos e com mtos comentarios ja feitos!
    De inicio tem mesmo um tom amargo, mas se reler com uma visao cômica ja nao fica tanto…. concordo com quem falou sobre a classe “I” q esta infiltrada no meio de todas……. o mais triste eh q as vezes penso q tal comportamento parece estar se consolidando na cultura do brasil (espero q eu esteja mto errada sobre isso)….. alguns amigos americanos comentam q, ao ver pessoas cheias de sacolas em outlets como orlando, miami ou NY, ja sabem q sao brasileiros…. sim, pq outlet nao eh somente para turistas e os americanos os frequentam (moro nos EUA, arrumo minha cama todos os dias, limpo minha casa, cozinho, pco vou a fast food e nao tenho nenhum empregado! estudo e trabalho aqui, sou arquiteta e meu marido, tb brasileiro, eh engenheiro. ambos temos 30anos) qdo vou ao Brasil, pcos sao os brasileiros q respeitam o limite de bagagem de mao. mtos tomam o espaco de outros com suas mil sacolas de free shopping…. (parte disso culpa da cia aerea q permite a entrada no aviao com tantas sacolas….) Mesmo antes de morar aqui, as vezes q vim aos EUA nao me enchia de marcas…. sempre comprei mtas coisas de marcas locais, q mtos desconhecem no Brasil, com preços excelentes, pq sempre comprei para agradar a mim, e nao aos outros! mas, cada um com seu gosto…. uma vez uma mulher deixou de comprar uma bolsa a qual gostou mto, (mto mesmo) de boa qualidade, preço excelente, mas as amigas nao conheciam a marca…. ela preferiu levar uma a qual colocou alguns defeitos e era mais cara, mas a marca era da moda…. se me contassem eu nao teria acreditado!! (soube q pcos meses depois a tal bolsa estava descascando, mas e dai, ne?)
    enfim, cada um com seu gosto e preferencias….. so acho feio o preconceito embutido em alguns pensamentos consumistas, e o valor exagerado ao material….. recentemente vimos o caso da professora universitaria q julgou um passageiro no aeroporto…. ela eh um belo exemplo de classe “i”…..
    um abraço!

  142. Penso que na verdade o que a “classe média” atual está fazendo, segundo a descrição do autor, é o que a Classe A fazia em anos anteriores. Não sei porque toda essa mistificação e rotulagem.

    Lembro antes de Miami ser invadida de brasileiros “classe média”, ela era dominada por pseudo ricos brasileiros, digo isso porque eu viajava com a família para Florida nessa época e via as mesmas coisas que o autor descreve, muitas lojas de camisas Polo cheia velhas todas com aqueles cabelos com laque e suas sacolas cheias de camisas Polos.

    Sabendo que a Florida é um destino barato, é logico que muitos brasileiros viagem para lá, essa rotulagem que continuam a fazer já se tornou ridícula. Viajar pela Europa é no mínimo o dobro do preço que ir para um destino nos EUA.

  143. Depois de trabalhar na Abril e Globo, meca e maior fábrica de PICMB, escrever isso deve ser uma auto-crítica ou um desabafo! Faltou dizer que o PICMB adora termos em inglês, não resiste a uma saraivada de palavras em inglês que poderiam ser ditas em português mas em inglês ele acha chique, “up” e sintonizado com os novos tempos, passando a impressão que é um mega profissional!…

  144. Vamos lá, parei para ler este post de um amigo, na esperança de ler algo novo e diferente para poder refletir , porém me deparo com um indivíduo que não sei nem de onde saiu , criticando a classe média e colocando todos no mesmo saco , acho engraçado , acho eu que este post seu serve para a classe média que vive aqui no Brasil e aceita pagar preços absurdos em roupas e muitas outras coisas de péssima qualidade , aceita descontar um fortuna do seu salário e não tem acesso a nada , eu em particular me considero classe média e nem por isso não gosto da Europa e tão pouco acho q a Ásia é o q vc descreveu, acredito eu q essa sua opinião não passa de um blogueiro com mentalidade pequena que se define exatamente como vc descreveu no seu post, um tremendo idiota.

    Forte abraço

    • Sérgio. De onde eu saí: meu bio está publicado no Manual. Obrigado por dividir aqui a sua visão. Só recuso a ofensa. Ela não é espelho do que fiz aqui – eu tipifiquei um comportamento, não rotulei ninguém. Abrx.

  145. Adriano,

    Você afirma que o propósito da acentuação caricatural em conjunto com a metonímia, escolhendo a classe média, teria o propósito da reflexão..mas ao que parece o que mais chamou a atenção foi o cunho ideológico vertido no seu texto…você sugeriu reflexão e ao que parece estão sugerindo reflexão a você também….

  146. Puxa! Esse autor devia estar bem mal humorado qdo escreveu o texto, rss
    Chamou a classe média de idiota, preguiçosa, mal educada, folgada, só pensa em levar vantagens, consumista, burra, sem cultura, e altamente preconceituosa. Será que não é ele que está sendo preconceituoso com uma classe social?
    Todos esses adjetivos que ele usou no texto são comportamentos inerentes à pessoa e não a uma classe, seja ela qual for (podem ter esses idiotas em qq lugar).
    A classe média, no Brasil, por sinal, é muito massacrada e é quem sustenta o país, pois trabalha e não pode sonegar impostos. Sustentam os planos sociais do governo p com os pobres e miseráveis e permitem que os ricos fiquem ainda mais ricos, só sonegando, especulando, sem trabalhar…
    Passear e fazer compras em outro país onde se tem uma infinitamente superior infra estrutura p o turismo com preços mais acessíveis e bens com preços bem mais em conta é sinal de burrice? É uma questão complexa onde teríamos q analisar onde o governo investe nossos impostos e tbem, o que leva nossos empresários a impor preços tão altos ao consumidor.
    Quase nenhuma escola no Brasil apoia, incentiva ou ensina arte, música, cultura em geral. A culpa é só da classe média?
    É claro que muitos desses comportamentos e distorções sociais que o autor citou existem (obviamente não, apenas, em uma única classe social). E existem, tbem, medidas que podem amenizá-las a longo prazo. E na minha opinião, a principal delas chama-se: investimento em EDUCAÇÃO.

    • Paulo, obrigado pelo comentário! Eu aterrissei o conceito na classe média porque é ali que o comportamento do PICMB aflora com mais intensidade. Mas perceba: nem toda classe média é PICMB, nem todo PICMB é necessariamente de classe média. E o PICBMB é mais um comportamento do que um grupo específico de pessoas. Eu acho que a classe média brasileira suporta coisas demais, estamos de acordo – por isso mesmo é que adotar um comportamento PICMB é tão danoso. Abraço!

  147. Prezado. Concordo com algumas coisas, mas acho que você se perdeu no seu texto.
    Você começa muito bem falando do vale tudo social e sobre preconceito exacerbado. Ótimo. Também acho que em nossa população cosmopolita essa pratica é bem comum.
    Mas depois, quando começa a falar sobre compras, viagem para Orlando, Europa ou até mesmo sobre preferencias sobre essa ou aquela marca, você muda totalmente o assunto em questão, tentando contextualizar assuntos diversos.
    Particularmente fui para Orlando apenas uma vez, e mesmo assim para levar minha filha na Disney. Sempre que posso viajo para lugres diferentes, como Austrália, África do Sul, China, Hong Kong, e lógico a Europa.
    Só que não condeno aqueles que adoram Orlando ou NY, até mesmo porque é muito mais barato viajar para Orlando, do que ir para nordeste ficando no mesmo nível hoteleiro.
    Incrível, mas é a verdade.
    Também não condeno as pessoas que querem viajar somente para comprar, ou aquelas que comem pizza no Sbarro (Nem sei o que quer dizer isso). Existe algum mal nisso? Quando o cara faz isso ele assina um atestado de idiota ou de PICMB?
    Outra coisa. Desde quando blusa polo deve ser usada somente por jogador de polo. Em seu raciocínio, deveríamos afirmar, mesmo que seja ridículo, que o Jeans deve ser usado somente pelos mineiros de ouro. (vide a descoberta do jeans).
    Acho que da indústria da moda você não entende nada.
    Por fim, eu também odeio ouvir Annita e Latino. Meus ouvidos doem só de pensar nesses artistas . . . . mas . . . . se você fizer uma pequena pesquisa, verá que existem idiotas e não idiotas que tem esse gosto musical.
    Você é um cara muito inteligente e “invejo” seu currículo. Mas quando um formador de opinião como você, atira palavras ao vento, acaba por perder um pouco de credibilidade, mesmo que essa seja sua opinião pessoal e não profissional.
    Acho que a confusão em seu texto se dá em não diferenciar o mal educado – que existe em todas as classes de todos os Países – dos que gostam de ostentar riqueza tendo ou não dinheiro.

    • Oi, Carlos. Obrigado pelo comentário! Especialmente pelo trecho do jeans/mineiros. Tuchê! Eu fiz uma caricatura, exacerbando algumas características. Nem todo mundo que vai a Orlando é um PICMB, evidentemente. Assim como há PICMBs que nunca foram lá. Bem vindo ao Manual. Abração.

  148. Vc é maluco beleza, gostei do escrito, da colocação, da mensagem, da coragem e principalmente da técnica doce e eficaz de definir um perfeito idiota da classe média. Hahahaha hilário! Preciso ler novamente.

  149. Descreveu certinho!!!
    Só faltou dizer que é aquele que quando vai a Europa se preocupa só em tirar foto para postar mas não vai atrás de saber o significado e história do monumento.

  150. Tem um furo aí: esse brasileiro descrito no texto vai para Miami fazer compras porque é mais barato. Esse negócio de comprar coisa cara é só com relação ao que tal moambeiro não tem condições de trazer na mala que vem com ele da viagem. 😉

  151. corrigindo: muambeiro.

  152. Olá Adriano, nunca comentei texto de ninguém, mas o seu com certeza mereceu minha atenção e agradecimento. Aqueles que o criticaram, foram aqueles que se encaixaram de alguma forma em suas colocações e acredito ser muito difícil alguém não se identificar com algo, mesmo de forma velada! Também, você foi muito “amplo”, rsrsrsrs. Por exemplo, eu adoro um “All inclusive” e os Outlets de Orlando, principalmente porque nós fazem valorizar o dinheiro que ganhamos suado e não vê-lo dissolver em valores três a quatro vezes maiores. Em todas as colocações, encontrei alguém que se encaixava nelas. Isso de fato é muito bom, pois podemos refletir nossos atos e ainda enviar para amigos, como um “toque” discreto. Rsrsrs . Parabéns, com certeza procurarei mais textos seu. Um abraço e Deus te ilumine.

  153. Vc provavelmente nunca foi a Europa. Ou a Ásia. Sequer a Orlando. Provavelmente escreve o post tomando cerveja quente em botequim. E ë alucinado por futebol. Bem, nada disto o faz menos interessante para algumas pessoas. Amadureça. Daqui a alguns anos seus post serão melhores. Você tem boa verve. Só lhe falta humildade em reconhecer algumas diferenças entre seres. A idade lhe fará bem.
    Não precisa responder. Pelo nível do texto, dispenso comentários

    • Oi, José. Puxa vida. Conheço um pouco da Europa, morei três anos na Ásia e já fui a Orlando com as crianças. (Já está quase na hora de voltar.) Adoro cerveja no botequim com os amigos, mas não quente. E sou, sim, alucinado por futebol. Também acho que a idade está me fazendo bem – já são 43 primaveras. Com relação ao nível do texto, só posso lhe oferecer o meu melhor, embora ele nem sempre seja suficiente. Grande abraço.

  154. Tão real a sua análise…
    Concordo com suas pontuações…
    Expressou muito bem o que conversamos muito em casa com nossos filhos… Que valores são esses que estão sendo repassados pelas famílias???!!
    A “capa” é o que conta!!!
    Parabéns!
    Abç

  155. E o que o Brasil está ganhando com essa análise? Esqueceu que esse é um país de manipulados sem cultura e sem educação? 90% dos que lerem não vão entender.

  156. Perfeito. Moro em Orlando e ja nao aguento mais ter q conviver com isso o americano nem sabe o q eh moda, nao como ai. O brasileiro esta demais. Ate entendo q ai eh carissimo e q aqui barato demais, mas nao justifica ter tanto ou todo mundo vestido com a mesma marca. Fui passear por ai e me deparei de passagem com uma tribo masculina q usa camisa colada e com as logos atravessadas no peito enormes. Alguns com brilhoooo! O que eh isso? Trabalho muito para familias ricas aqui, ricas de familia. O q vejo eh um comportamento simples, basico, sem essa de comprar e o q querem eh passear com filhos. Gostam de bons restaurantes, educam com rigor as criancas e tratam bem a quem os servem. Pode ser q seja sorte… Mas em compensacao a maioria eh rude, os adolescentes abusados e as crianças mal educadas. Tenho ate vergonha.
    Outro dia na fila de um restaurante popular brasileiro, buffet, uma turma de adolescentes, vestidos de aber, furavam a fila ns maior cara de pau. Falei p o meu filho, como podem? Estao sozinhos, ninguem pra dar um jeito neles… Uma delas ouviu, virou se pra mim e mandou essa perola, nós somos ricas, podemos viajar sozinhos… Sim… Talvez o brasileiro esteja tendo dinheiro pra gastar aqui q nao tem pra gastar ai… Isso nao eh classe media. Só nas estatisticas do Lula. E sim, os precos sao tao altos por ai porq tem quem pague. Todos vcs. Ai as pessoas acham de verdade q o caro eh o bom. Alias, so em produtos, por servicos ainda acham q trabalhar p eles da prazer e devem pagar pouco. Vc colocou tudo numa panela so e fez um bom caldo. Que reclamem!

    • Obrigado, Dani, pelo comentário e pelas informações. Você cita um comportamento que costuma haver entre os ricos aí que costuma não haver entre os nossos endinheirados – a noblesse obligue. Significa que quanto mais você tem, mais cuidados você tem que ter com o todo, que lhe proporcionou aquilo. Nossa sensação é oposta: quando mais o sujeito tem, mais ele se sente desobrigado de qualquer coisa. Um beijo. Bem vinda ao Manual e boa sorte aí.

  157. Quanta verdade !!! Reflitamos …

  158. Caraca!!!
    A melhor parte foi a do Otário Particular, as vezes percebo que sou tratado assim.

  159. Texto inteligente, mas este tipo de comportamento também é observado em outras classes sociais.
    Eu moro em Londres há mais de 10 anos.
    No Natal estava comprando um presente em uma loja de departamentos grande chamada Selfridges quando ouvi uma brasileira segurando uma bolsa de grife e reclamando para a outra:
    -Londres quase não tem o que fazer e só vi uns 3 shoppings até agora. Pensei em perguntar a quantos museus ou exposiçoes ela já tinha ido desde que chegou a Inglaterra, mas desisti. Seria jogar pérolas aos porcos.

    Quem viaja apenas para comprar badulaques e não sabe apreciar arte e cultura não merece o meu tempo. E Londres tem sim muito o que fazer para aqueles que conseguem ver além das vitrines das lojas de grife.

  160. Gostei de tudo que li e até dispensa comentários. O que conta, na verdade, nessa diversificação de opiniões, é a possibilidade de cada um se expressar e você, até, poder refletir. O texto é atual e merece atenção e como não poderia ser de outra forma, algumas pessoas se identificarão com ele, outras, não. Mas o fato é que a sociedade está mudando de cara e sinceramente, o modelo que atualmente se apresenta nos faz pensar, que de fato, alguma coisa está fora da ordem.

  161. tão idiota quanto esse perfil da classe média brasileiro é quem se acha intelectualmente superior a eles.

    tem americano idiota, europeu burro, o lance é reconhecer que ninguém é mais que ninguém. a realidade que vivemos é a que construímos.

    concordo com cada um dos problemas apontados, mas um texto deste não muda país.

    • Você tem razão, Pedro. Há idiotas em todo lugar. Mas, como brasileiro, falo do que conheço mais. E temos um monte de gente se comportando como PICMBs entre nós, infelizmente. Eu, pessoalmente, não me sinto superior a ninguém. O fato de tecer uma crítica não me torna melhor do que o criticado. (Aliás, sequer me exclui do objeto da crítica.) A crítica, no entanto, deve ter seu lugar, porque tem uma função. Abraço.

  162. você não é melhor porque lê proust, porque ouve Bach, enfim… o que você faz não define o que você é.

    • Mas nós temos que dizer ao Brasil que existe comportamento. Pedro você é como um pai que passa a mão na cabeça do filho. Não é preconceito e a cultura brasileira. Pedro você sabe que tem gente da classe dominante que quer que o brasileiro continue assim.

  163. Vi vários comentários preconceituosos que concordaram com tudo, ou quase tudo, que foi dito. Na verdade sou completamente contra a rótulos, o próprio título do texto já é um rótulo, o fato de se referir com a sigla PICMB já te torna um deles. O grande “mal” do brasileiro não é viajar pra Disney ou pra Capadócia, o mal é esse eterno julgamento que costumeiramente fazemos uns aos outros. Se o cidadão trabalha, luta, 40 horas ou mais semanais, parcela sua viagem em planos de 12, 24 meses no carnes da CVC, para talvez realizar um sonho, que pra alguns seja banal, creio que não posso, aliás, não tenho direito de julgar uma pessoa dessa um “idiota”, porque faria isso? Porque prefiro Europa e ele EUA quer dizer que sou superior culturalmente? Grande bobagem. Muitas pessoas se julgam superiores intelectualmente por lerem mais livros, por se interessarem por museus, artes, etc., sem saber que grandeza intelectual se baseia primordialmente em respeitar o próximo, respeitar gostos, costumes, culturas alheias, sem julgar e, claro, sem obrigações de admirar também.
    Creio que há críticas mais interessantes a fazer sobre a sociedade, críticas sem rótulos e sem generalizações. Acho até que, seja classe C e B, sobreviver nesse país soberbo, egoísta, injusto, “malandro”, preconceituoso, e mais inúmeros adjetivos que me dão desânimo em lembrar, já torna qualquer indivíduo um vencedor, e não um idiota.
    Sinceramente, achei o texto sanguinário no que de refere a “rancor”, amargo seria pouco, prefiro dizer que soou de certa forma apelativo e desnecerrario, principalmente pelos rótulos supracitados. Enfim, não perdi meu tempo pois imagino que qualquer debate respeitoso seja válido, e pela bom ortografia, mas não concordo de direito. Abraço

    • Rodolfo, obrigado por sua mensagem bem ponderada. Sublinho que quis referir um comportamento que grassa entre nós, e não essa ou aquela pessoa. Viva a classe média. Abaixo os PICMB – que ostentam à guisa de agredir os outros, que não respeitam os demais, que tomam o público por privado etc. Obrigado pelo tom respeitoso da sua discordância. Bem vindo ao Manual. Abrx.

  164. O texto é tão perfeito! e serve tão bem a nossa classe média brasileira que causou tamanho rebuliço.

  165. Discordo em boa parte do texto, pois generaliza e mescla dois arquétipos diferentes de nossa sociedade…. O pior de todos, aquele típico brasileiro , que independente de classe, vive em tirar vantagens , sem respeitar o próximo!!! Amo os EUA, não gosto de ser mal tratado por europeu, ando de metrô, visito Grand Canion e me divirto em Las Vegas e leio até bula de remédio… Acho que você acordou de mau humor e resolveu misturar tudo, e várias classes para apedrejar geral!!! Me senti incomodado… No fim você pecou discriminando!!!! Achei o texto recalcado…. Mas cada um com sua opinião…

  166. Oi Adriano,

    Sua narrativa traduz a minha opiniao. Falta pensamento critico na maioria dos Brasileiros. Muitos apresentam o comportamento dos primatas onde nao questionam, apenas copiam o que o outro esta fazendo. ( Pobres primatas!). E ja cantava os titas ” Homem Primata, capitalismo selvagem…Ooooo O”.
    E saindo um pouco da esfera mediocre do PICMB, recomendo um documentario fantastico sobre Marketing. ” The best movie ever sold”. Do mesmo autor do “Super Size me”.
    Abracos!!!

  167. Ótima autobiografia.

  168. Adriano, vc descreveu muito bem a falta de educação,de formação (berço) e desrespeito de pessoas e não de uma classe social específica. Parece-me q vc é mais um a descortinar seu rancor pra cima daqueles que podem viajar, comprar, divertir-se e aproveitar o que o $$$ pode dar!E nem por isso,devem ser julgados da forma pré-conceituosa como vc o fez. Pessoas como essas descritas são encontradas todos os dias,em todas as esquinas da vida,em qlq cidade ou país. Esse perfil se encaixa perfeita/te nos praticantes de rolezinhos,q compram tênis de R$700,00 e as camisetas das marcas citadas. São exemplos da sua classe média?

    • Oi, Daniela. O comportamento PICMB não resume a classe média brasileira – e nem se resume a ela. Trata-se de uma idiotice no uso do dinheiro e na visão de si mesmo e das coisas que acontece noutros lugares também, com outras pessoas. Mas não acho que isso torne o texto preconceituoso. E não tenho rancor algum com quem viaja e se diverte. Só não gosto quando furam fila, jogam lixo no chão, usam os cotovelos – como se um tênis da Osklen ou uma calça da Diesel ou uma bolsa Louis Vuitton justificassem tudo isso. Um beijo.

  169. Achei o texto preconceituoso, cara. O comportamento descrito é tipico de quem não tem o hábito de pensar…Não pensa no custo-benefício, no porque das coisas, não entende que toda e qualquer decisão deveria se basear em alguma razão. Não é uma questão de classe sócio-econômica, até porque a classe média hoje ou é o rico que empobreceu ou o pobre que saiu um pouco da miséria. (P.S. Para mim um exemplo da idiotice é o Eike Batista e ele está longe de ser classe mádia)

  170. Há muito tempo não leio um artigo tão ruim como este.
    Você fala do preconceito do tal PICMB mas, no fundo, seu texto é carregado de preconceitos e incoerências do início ao fim. Sempre generalizando tudo… Como se todo mundo pensasse da mesma maneira, e agisse sempre igual. Enfim, falta um mínimo de respeito pela individualidade de cada um. Eu prefiro deixar que cada um aproveite sua vida como preferir, desde que dentro da lei. Não me importo se o alguém gosta de Orlando ou de comprar roupas de marca, desde que pague por isso com dinheiro limpo.

  171. Caro Adriano:

    Todo dia amanhece um bobo e outro esperto , pense comigo , sou um cara do comércio adoro quando as pessoas gastam seu dinheiro, desta forma a economia gira , se todos resolvessem guardar seu dinheiro na poupança eu teria que abrir um banco ou seja estaria arruinado, deixem as pessoas serem o que elas pensão que são , infelizmente elas só aprenderão com os erros delas . Enquanto um poupa e investe o outro torra! A única coisa que podemos fazer e educar nossos filhos a poupar, investir e não gastar tudo o que se ganha, quem sabe um dia nosso país não se torne em uma “orlando ” outra jovem nação com muito o que aprender venha deixar seu rico dinheirinho em nosso pais! Um abraço!

  172. Ops ia esquecendo de um grande detalhe , quanto a falta de educação e falta de respeito ao próximo, esse e o brasileiro e a tal síndrome de Gerson para isso aí meu amigo o melhor e começar tentar mudarmos em casa com nossos filhos pois isto vem do berço ! Exemplo vem de casa!

  173. O texto expressa algumas coisas que venho pensando há um tempo. Muito interessante! Gostei muito!
    No ensejo, convido-lhe a conhecer a YOULINKED, a rede social que compartilha valores humanos, ideias e cultura geral.
    Abraço.
    Flávia Garcia
    http://www.youlinked.com

  174. Adriano. Só posso te dar parabéns, e fica claro que você consegui atingir mais uma característica do PICMB, extremamente reacionário. É o cara que reclama da leis trabalhistas que dificultam manter seus criados.!!

  175. Acho que não se pode generalizar desse jeito…, hoje, muitos brasileiros compram produtos de marcas caras, independente de ser de classe A,B,C Ou D, e se vangloriam por isso. Acho que Isso não está somente ligado a classe média, e sim ao brasileiro de modo geral.

  176. Não devemos julgar a vida dos outros, porque cada um de nós sabe de sua própria dor e renúncia. Uma coisa é você ACHAR que está no caminho certo, outra é ACHAR que seu caminho é o único!

    Paulo Coelho

  177. Li o texto…concordo com algumas coisas mas discordo de outras. Enfim, opiniões. Mas aí continuei interessada em ler os comentários e achei o seguinte Adriano: toda vez que alguém faz um comentário discordando de você, achei suas respostas BEM cínicas e debochadas!!! Uma pena, pq ao se expor dessa maneira está sujeito a opiniões contrárias e confesso que perdi a vontade de ler qualquer outro artigo seu, diante de suas respostas…lamentável.

  178. Ótimo texto. Bem real. Discordo um pouco da terminologia PICMB; soa mais pra NCDEIRCEV (Novo Cidadão Desorientado Sem Educação e Iletrado Refém de Consumismo Exacerbado e de Virtualidade)… Brincadeira à parte, digo isto porque me enquadrava – ressalvadas as proporções – nesta patota aí citada. Esse novo cidadão vive uma desorientação, Adriano. Perdido culturalmente, iletrado, e avesso a tudo que se relaciona com erudição.É demodé curtir o clássico e o histórico. Não lê e não escreve, repudia história e não tem interesse em desvendar os rumos que podemos tomar. Vive dentro da internet, tem casa no Facebook e sede campestre no Instagram. Lamentável. Sem generalizar, mas já o fazendo, vejo que a juventude vem nessa toada, carregando intrinsecamente um desinteresse por tudo que não tenha a “magia” do virtual, do imediatismo, da tecnologia. Haverá poucos com bom senso num futuro talvez não tão distante… Assunto complexo, mas bacana demais de debater.

  179. O texto é um estereotipozão, né? Não conheço ninguém que é assim. Vejo alguns traços em algumas pessoas, outros em outras, mas esse “tipo puro” aí é difícil de ver. Adriano, acho que a discussão é mais interessante quando ao invés de criar um tipo você aponta comportamentos que cabem em muitos tipos.

    • Oi, Basílio. Foi o que quis fazer – apontar um comportamento, por meio de uma caricatura. Não quis polarizar, mas meu tratatamento pictórico do tema, ao montar um perfil médio com as várias atitudes típicas de um PICMB, pode ter incorrido nesse terreno. Obrigado pelos comentários e bem vindo ao Manual!

  180. Ah, e não sei se você nomeou o PICMB pensando nisso, mas essa ideia do perfeito idiota já foi bem explorada, né? Foi uma referência ao “perfeito idiota latino-americano”, dos livros da direita? Por mais que eu ache vários dos comportamentos que você citou bastante idiotas, acho que textos que chamam os outros de idiotas imediatamente criam uma polarização que deixa a conversa mais desinteressante. Vira um “seu comunista de merda” X “seu coxinha reacionário” desde o princípio.

  181. I agree bro, and these idiots love to come to Orlando and still try to ask for desconts at desconts stores lol.

  182. Excelente texto. Na medida que lia vinha na cabeça pessoas que conheço e que se encaixam perfeitamente. E não ligue para quem diga que está generalizando ou diz que é errado chamar de idiota. Idiota é quem faz idiotice e vejo muita gente fazendo as idiotices que vc elencou. Parabéns !!!

  183. Nossa Adriano.. Você descreveu tantas pessoas que conheço!
    Infelizmente .. Porque apesar de gostar muito delas quando o música é suave, não existem vitrines ao redor e nem wi-fi pra compartilhar a posição geográfica e a foto do brinde, elas se sentem perdidas e desconfortáveis.
    Uma pena..
    Ano passado viajei para Berlin com um grupo de PICMB :(
    Criticaram tanto a cidade e as diferenças culturais que eu me senti mal por semanas após essa experiência..
    Uma pena! Berlin é maravilhosa e vou escolher melhor a cia qdo voltar lá!
    Obrigada pelo texto e pela reflexão que ele me trouxe.

  184. Adriano, nem preciso gastar meu português pra elogiar se texto. Rodrigo Braga, gostei muito da reflexão. Acredito que generalizar sempre é um grande risco. Uma coisa é certa “a classe média não tem dinheiro para ir a Orlando sempre que quer”, até porque a classe média precisa trabalhar e muito. Ser trabalhador nesse país, com carteira assinada, é o mais puro assassinato dessas regalias que o pessoal da classe A e B possuem. Ter um salário de 7.500,00 significa deixar mensalmente dois mil reais para o IRPF e o INSS é uma afronta à economia doméstica. Quanto mais dinheiro, mais regalias. Todo camarote quer uma celebridade em suas fotos que a classe média vai ver nas caras da vida. Meninos, é sempre bom ler provocações! Abraços

  185. Faltou dizer que “PICMB faz curso de degustação de vinhos para parecer sofisticado”.

  186. Perfeito !!! Não sei se já tinha tido um texto repercutindo por tanto tempo!!! Pelo q vi você postou em dezembro e até agora as pessoas estão comentando. Melhor ainda são suas respostas aqueles q não entendem o q é uma caricatura e ficam argumentando e defendendo a classe média ( a si mesmos) quando fazem, ou no mínimo desejam fazer tudo aquilo. Fazendo uma estatística rápida do número de pessoas q ficou na defensiva te confesso q fiquei desesperançosa pela cultura q esta se criando no Brasil e que irá determinar o comportamento de pelo menos mais três gerações. Socorro !!!

  187. Muito obrigado Adriano , sou estrangeiro morando no Brasil e cheguei pensar que todo Brasileiro era assim . Acho que a falta de educação tem muito a ver também , e o fato de essa geração ter nacido numa época com menos problemas. Un abrazo.

  188. ❓ e vc caro colega Adriano em qual classe se colocaría ? o texto é bom, porem quem mais sustenta imbecilidades é a classe rica vamos chama-la de classe -A- e também ah exceçães

  189. Que marvado!!! Aiiii, doeeeeuuu! Muito bom texto, parabéns!!

  190. Ola. Gostei muito do texto. Em SP, a classe média é assim mesmo. Mas ai no seu perfil ta escrito que vc é da Globo. Eles não te censuram por criticar a classe que eles praticamente inventaram?
    Virei seu fã. Grande abraço.

  191. O perfeito idiota classifica pessoas, as julga e generaliza as atitudes de todos mesmo havendo uma diversidade infinita de personalidades, desejos e satisfações em cada ato.

    A classe média hoje tem poder aquisitivo, conhecimento e capacidade de realizar aquilo que a alguns poucos anos atrás somente os ricos podiam.

    Este texto é de preconceito impar, de alguem que com certeza se classifica como um ser superior.

    Se tem pretenções de vencer na vida escrevendo, começou perdendo.

    • Lamento que você tenha compreendido desta forma, Renato. Abrx.

    • Concordo com Renato, esse texto é um paradoxo, ao mesmo tempo que critica a PICMB, por julgar e não aceitar o que é diferente, faz um julgamento de um tipo de pessoa de forma bem pejorativa.

      Acho que idiotice maior está em achar que um gosto individual é superior e deve ser o mesmo de todos.

      As pessoas se identificam e gostam do que escreveu não porque está certo mas porque concorda com a idéia preconceituosa e elitista de que o que eu gosto é certo é melhor do q as outras coisas.

      • Oi, Pedro. Não há nenhum problema em uma coisa ser melhor do que a outra. Embora esse não tenha sido nem de perto o ponto do meu artigo. Quis chamar a atenção para um padrão de comportamento nocivo qu grassa entre nós. Hoje publicarei a Parte 2 do Perfeito Idiota de Classe Média Brasileira. Quem sabe não consigo deixar isso mais claro? Abrx.

  192. Adriano, parabéns pelo texto, pela humildade em ler todos os comentários aqui colocados e por sempre responde-los de forma democrática. Concordo com algumas coisas, mas discordo da generalização. Sou do Nordeste e fiquei feliz ao você ressaltar o preconceito que ainda existe nos dias atuais com determinadas regiões. Parabéns!

  193. Quantas carapuças se insurgem diante do texto tentando se desvincular dele, ou invalidando a classificação, ou atacando o autor. As classificações geram isso por conta das excecoes e de quem jura ser exceção.

  194. Interessante como o autor gasta NOVE parágrafos discriminando e rotulando. Em suma, veste a carapuça que mais odeia. E o próprio explica: “A discriminação também é um jeito de você se tornar externo, e oposto, a um padrão que reconhece em si mas de que não gosta. É quando o narigudo se insurge contra narizes grandes.”

    • Oi, Ricardo. Tentei expor um padrão de comportamento – não essa ou aquela pessoa. Talvez eu não tenha conseguido. Hoje publicarei a Parte 2 do Perfeito Idiota de Classe Média Brasileira. Quem sabe não me torno mais claro? Abrx.

  195. Gostei do texto, mas concordo com ele em partes. Sou mais uma dessas pessoas que comentaram que trabalham, cuidam da casa e da família e que gostam de usar o dinheiro gasto com o próprio suor em viagens. E eu já viajei com diversos objetivos diferentes. Já fui à Europa fazer alguns cursos bacanas, mochilar ou então simplesmente curtir um friozinho numa paisagem bacana. Já fui aos Estados Unidos muitas vezes e costumo dizer que morei em NY em alguma geração passada, pois adoro a cidade e tudo o que ela oferece. Adoro o jeito como os americanos sabem fazer entretenimento e também como sabem vender. Uma vez, visitando algumas vinícolas em Napa Valley tive verdadeiras aulas de marketing enquanto degustava os vinhos da região. Engraçado como lá você não conhece só o processo, mas a estratégia de comercialização dos rótulos de cada vinícola. Os Estados Unidos não ficam atrás da Europa em cultura, mas se aprende coisas diferentes em continentes diferentes e acho que a graça da coisa está aí. Em abril vou a Miami com um objetivo: fazer o enxoval do meu primeiro filho, justamente porque acho que aqui sou feita de otária quando me cobram 4 mil Reais por um carrinho de bebê. Vou pra comprar mesmo. Vou pra Outlet mesmo. Me julguem!
    Acredito muito no idiota de qualquer classe social. Outro dia, em Miami, um idiotazinho brasileiro qualquer em um restaurante bacana comentava sobre como Miami estava um inferno, cheio de gentinha brasileira. Achei aquilo extremamente preconceituoso. Quer dizer que só ele, parte da elitezinha brasileira, pode estar lá?
    Concordo com você que somos mal acostumados, fomos criados por pais que não nos deixavam tirar um copo da mesa e que hoje, deixamos muita coisa para as empregadas sim. Eu mesma, tenho faxineira 2 vezes na semana e nos outros dias tento manter a casa em ordem, mas sem fazer nenhuma limpeza pesada. Mas meu caro, trabalhar e viver em São Paulo nos faz chegar em casa mais tarde e mais cansados do que gostaríamos e, se ainda podemos nos dar ao luxo de ter uma faxineira de vez em quando, não vejo isso como crime. Morei em Sydney por 3 anos e lá é como nos EUA, empregada é um luxo muito grande, pois é um serviço extremamente caro. Mas a vida lá era completamente diferente. Eu conseguia sair da agência que trabalhava e chegar em casa em 10 minutos no máximo e o dia rendia. Em São Paulo, saio do trabalho sempre por volta de 20h e ainda tenho mais 40 minutos até chegar em casa, para começar a fazer a janta.
    Com essa vida corrida, quando vou a um show ou teatro, infelizmente pago a maldita taxa de conveniência, porque não tenho tempo de pegar o carro e atravessar a cidade pra comprar o ingresso na bilheteria. Acho um roubo e um absurdo, pago essa taxa com ódio no coração, mas infelizmente é o preço da conveniência por viver em uma fanfe cidade. Sou tratada como idiota pela empresa de venda de ingressos, pois sou conivente com a taxa, mas se não consigo comprar de outro jeito, o que vou fazer? Não ir? Acho que isso não me faz uma idiota de classe média.
    Agora, o ponto que concordo em seu texto é a questão da ostentação das grifes. Hoje em dia vejo amigos fazendo cada vez mais questão em mostrar o que tem ao invés de mostrar o que é e isso me deixa muito chateada. Especialmente porque essa atitude vem de gente muito esclarecida e que não precisa disso para se encaixar em lugar nenhum. Mas mesmo assim, acho que ada pessoa gasta seu dinheiro da maneira que bem entende. Eu gasto viajando, eles gastam comprando e se transformando em árvores de Natal de logotipos de grifes famosas, mas estamos todos contentes, cada um no seu canto, cada um fazendo o que faz bem pra si. Por isso não julgo ninguém (ou tento, pq é um exercício difícil), você nunca sabe o que está por trás de cada um, o que levou cada um a agir de determinada maneira ou gostar de determinada coisa. Você não sabe da luta diária de cada pessoa. Eu, quando pequena, via meus coleguinhas de escola voltando de férias nos eua cheios de clipes coloridos. Minha família não tinha condições de me levar pra Disney ou qq outro lugar dos EUA e eu içava vidrada naqueles clipes.Um dia, já em uma viagem a trabalho, entrei na Staples e comprei uma caixinha de clipes coloridos. Isso já com 30 anos. Adoro o fato de hoje eu poder viajar e poder comprá-los. Eles estão lá na minha escrivaninha, guardadinhos. Então, cada pessoa tem uma luta em sua vida e, se o sonho dela era torrar o cartão de crédito em Miami e vestir-se com todas as grifes que conseguir, foda-se. Isso não tem nada a ver comigo. Deixo que seja feliz!

    • Oi, Andrea. Seguramente você não é um PICMB. Você batalha, usufrui, tenta se equilibrar eticamente vida afora e trata seu dinheiro com parcimônia – sem endeusá-lo e também sem jogá-lo ao vento. Se você não fura fila, não joga lixo no chão e não se endivida para ostentar para os outros o que não tem, você não é uma PICMB. Quanto a julgamentos, também não curto isso. O que não invalida a crítica e a reflexão. Um beijo, ótima semana e bem vinda ao Manual – hoje publicarei a Parte 2 do Perfeito Idiota de Classe Média Brasileira.

  196. Adriano, com tantas informações na net, somente agora lí o seu texto. Me diverti bastante com a sua “caricatura” da classe média brasileira. Ou seria a classe rica? No final das contas não importa. Esse sujeito descrito aí em cima existe no mundo real e em plural. Aqui na Europa, ele é mais raro… como você disse, “ele” acha cultura um saco. Enfim, gostei muito e vou compartilhar.

    Abraços de Berlim

    Claudia

  197. Perfeita descrição meu caro!

  198. Adriano Silva, Parabéns pelo seu texto. Acredito que já valeu pelos comentários polêmicos que causou.
    Achei divertido e não ofensivo, conheço muitos PICMB, independente de classe socia.
    É bem por aí! Abraços e bom trabalho

  199. Com todo o respeito, mas o texto é muito clichê. Cria um personagem esteriotipado que, pra variar, mais uma vez é da classe média (afinal todos gostam de bater na classe média) e faz juízo de valor no momento em que ridiculariza alguns comportamentos, como os locais de viagem e as roupas que gostam de usar, sendo tão preconceituoso quanto a figura a qual o autor se esforça tanto para descrever.

  200. Já conheci “RICOS” por natureza, de berço. Esses se misturam com as pessoas e menor poder, tratam seus empregados com boas maneiras, andam por ai de chinelo e short e sem adereços nem penduricalhos. Cumprimentam ao chegar e ao sair, pedem sempre por favor e quando precisam colocar sua opinião, pedem licença. Gostam das coisas boas, claro, más de procedência. Dirige tanto um Maserati como um fusca e se tem motorista, trata-o como pessoa, com respeito. Existem pessoas assim. Agora em compensação, os “NOVOS RICOS”, bom ai só há uma expressão: PICMB, insuportáveis!

    • Oi, Angel. Eu não sei se o desapego ao dinheiro – tanto quanto o apego a ele – respeita os limites entre as classes sociais. Me parece que não. Quem dera o dinheiro velho aqui no Brasil fosse ético, cidadão, defensor dos valores e da Nação. Quem nos dera fosse assim. Abrx.

    • Angel, o que seria ricos por natureza? Seria natureza divina?
      Só vou fazer um comentário: É claro que tratam seus empregados muito bem; é necessário para a manutenção da pobreza…O que seria dos ricos se não existissem os pobres?… Teriam que lavar, passar, cozinhar, fazer faxina e limpar a bunda dos seus idosos quando não fossem mais capazes.
      A riqueza neste mundo de miséria, é indecente, penso eu.

  201. Boa Tarde,
    Depois de ler o texto e alguns comentários eu entendo que o PICMB é mais uma questão cultural do que econômica.
    Não se pode condenar alguém por ter condições financeiras e querer viajar, ter empregados, comprar roupas, calçados e acessórios de marca. Vejo que aqui no Brasil os ricos e classe média estão sendo muito criticados por gastarem e sendo apontados como “preguiçosos” por não fazer certos serviços como serviços manuais, de limpeza, etc. (como li em alguns comentários).
    Não podemos esquecer que se a pessoa tem empregados é porque tem pessoas que precisam destes empregos.
    Já pararam pra pensar de a maioria das pessoas começassem a limpar a própria casa, cozinhar, passar, lavar, teríamos grande baixas de empregos domésticos, pedreiros, jardineiros, restaurantes, lanchonetes, etc.
    Entendo eu que o que tem que ser criticado não é o comportamento de gastar em si, mas o comportamento de uma pessoa desrespeitar a outra por diferença de classe social e poder econômico.
    Um rico quando é soberbo e arrogante com outra pessoa por ser mais pobre que ele, este rico está desrespeitando e sendo preconceituoso com o outro.
    Mas um pobre que quer dar lição de moral para um rico, sem conhecê-lo, só porque é rico, também é desrespeito e preconceito.
    Portanto, para mim, o ponto da questão é a falta de respeito com outra pessoa, não importa a classe social da pessoa. Porque podemos notar muito bem que o ser humano pode ser preconceituoso e desrespeitoso independente de sua condição social.

  202. Adriano, eu vi esse artigo compartilhado no Face.
    Muito bom.
    A quem se doeu, acho que você deixou mais que claro: perfeito idiota. Quem não se comporta assim, não se enquadra.
    ÓBVIO.
    Não sei de onde você é. Eu sou paulistano de pais e avós. Ou seja, não tenho outra influência e, ME PERDOEM meus conterrâneos que não sabiam desse fato, mas em todo Brasil nós temos a fama de ser o protótipo do PICMB.
    Recentemente comecei a frequentar uma academia de renome em Higienopolis porque é próximo do meu trabalho.
    Cara, eu fiquei horrorizado com a absoluta falta de cordialidade, de educação básica mesmo.
    As pessoas passam por você como se você não existisse!
    Como exemplo, cheguei cedo para aula de spinning e à medida que as pessoas chegavam, eu as olhava com a vã tentativa de dar um “boa tarde”. Um após o outro, homens e mulheres, uns 10 no total, sem exceção: ninguém olhou para mim.
    Eu tive a nítida impressão que havia morrido e estava assombrando a academia (tipo o filme Ghost).
    Esse é só um exemplo de várias situações que me incentivaram a cancelar minha inscrição.
    Não me entenda mal, não sou do tipo que vai à academia para bater papo. Gosto de treinar concentrado, mas não consigo entender a absoluta falta de cordialidade básica entre seres humanos que habitam o mesmo espaço.
    É óbvio que existe um exército de boas pessoas em São Paulo, mas eu realmente fico sem argumentos para me defender frente à nossa fama, a não ser confirma-la.
    Será que aqui o índice de PICMB não é maior?

    Talvez pudesse escrever algo sobre isso (PICMP)

    Abraco

    • Obrigado pelo comentário e pelo depoimento, Luiz. E bem vindo ao Manual! Eu acho que esse comportamento não respeita fronteiras em nosso país – nem de classe e nem de geografia. Tem PICMB para todo lado, infelizmente. Grande abraço!

  203. Sou classe média…baixa. Sou idiota, mas ainda não atingi a perfeição. Voltei de Orlando semana passada, louca de saudades do meu país. Nada contra os gringos, já que vi poucos, mas não aturava mais aqueles brasileiros com o mesmo papinho, e lá só o que se vê. Brasileiras, aliás, são piores, pois são todas iguais e falam da mesma maneira e compram das mesmas marcas e acham barato coisas que eu acho carésimas. Estive no outlet da fotinho algumas vezes e entrei em algumas lojas que exibiam vestidos que tinham baixados seus preços de 800 para 300 dólares e atraiam minhas compatriotas como moscas, estupefatas com os bons negócios que estavam fazendo. O filho da minha amiga riu muito comigo, com 9 anos ele adorou ir aos parques e às compras, e aprendeu a comprar em lojas de descontos, onde eu catei calças jeans por 5 dólares , da Calvin Klein por 10. Comprei uma bolsa Kenneth Cole, que era uma marca que ainda não tinha ouvido falar, por 22 dólares, minha amiga me alertou para o fato de ela custar 300 na loja própria. Eu não sou perfeita por isso, adoro roupa nova, mas adoro exibir para os amigos que paguei pouco. Não andaria com a etiqueta de um tênis da adidas por U$15, como eu paguei, mas não precisa me perguntar para eu contar quanto foi. Se me convidar para ir para a Europa, no entanto, abro mão do prazer de comprar na mesma hora. Quando pude ir pela primeira vez, e foi para Holanda, entendi porque eles são tão mais interessantes do que nós americanos. Eles tem estilo sem se exibirem, andam em carros velhos, suas bicicletas são utilizadas até o limite, e só vão para o ferro-velho quando realmente não prestam mais, nunca para serem trocadas por um modelo último tipo que dê inveja ao vizinho.

    • Muito obrigado pelo ótimo depoimento, Ana. Eis aí uma ostentação bacana: mostrar o quão barato você pagou. É o oposto do exibicionismo besta e inflacionário do PICMB. (Eu também adoro o hipsterismo anticonsumista europeu!) Um beijo e bem vinda a Manual!

  204. Parabéns pelo texto!
    Como os bens de consumo, cada vez mais acessíveis a todas as classes, a classe média(para seu desespero) tem que conviver com uma classe C usando e usufruindo das mesmas benesses que ela. A moda, antes restrita a classe AA, A e B, se popularizou com as lojas de departamento. O carro, antes exclusivo dos mais abastado, hoje não é mais privilégio de poucos. A empregada doméstica, antes tão comum nas casas brasileiras, hoje é um “item” escasso e, quando presente, tem direitos antes nunca imaginados. A tendência, acredito eu, é acabar com essa escravidão branca.
    A classe média, pode até se dar ao luxo de não ensinar aos seus filhos o respeito ao próximo, mas esse comportamento está com seus dias contados. Esses filhos da má educação em breve vão precisar “sujar as mãos”.

  205. Adorei…o retrato nu e cru!

  206. Sabe o que é pior? O pessoal da periferia tá doido pra chegar lá….dá-lhe funk ostentação…querem ser idiotas também…têm todo o direito!

  207. Não uso camiseta polo, marcas como as citadas no texto, mas não julgo as pessoas que usam só por usarem. Me parece que o autor se coloca no mesmo saco, ao colocar fora de seu quintal, pessoas que gostam de comprar coisas que as agradam. Que gostam de viajar para onde bem entendem. Idiotas estão até o quarto parágrafo, dali em diante a pessoa pode ser, ou não.

  208. Lúcido! Retrata mto bem uma boa parte da sociedade contemporânea.
    Grata

  209. O PICMB perde tempo escrevendo um artigo enorme sobre os PICMBs :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:

  210. E eu que achei que era a unica pessoa que pensava dessa maneira, parabéns! Aplicou na veia!
    O ideal era os PICMB’s, tomasse chá de “simancol”.

  211. Muito bom Adriano, parabéns pela reflexão. E esta bom de voce desmarcarar os politicos também, que estão há 12 anos no poder e só fazem obras em Cuba. Conhece o Olavo de Carvalho? E um dos únicos a mostrar a realidade.

  212. Eu não concordo com o texto, apesar de muito bem escrito, eu acredito que o seu público alvo seja mais os filhinhos de papai sem educação e fúteis, do que propriamente a classe média. Eu sou da classe média, meus pais e irmãos são da classe média, todos somos pessoas muito trabalhadoras eu sinceramente não me vejo, assim como não os vejo, tendo atitudes tão inadequadas, como as citadas em seu texto.
    Só tenho faxineira 1 vez por semana, lavo louça, arrumo a cama e limpo a casa todos os dias, leio bons livros e assisto a novelas tbm, moro bem, tenho um bom carro (Sim, muito mais caro aqui do que lá fora, mas não tenho outra saída, afinal trabalho por conforto também), tudo o que eu tenho, é adquirido com muito trabalho. Todos os anos, se posso, junto uma grana, parcelo o que achar necessário e viajo pra fora com muito prazer e se o hotel for all inclusive, melhor ainda, afinal não sou rica e isso me faz economizar e comer bem, vou em outlets e gasto com roupas (inclusive da Tommy e Polo, apesar de não jogar polo, as estampas e qualidade me agradam), se posso comprar bons produtos, por um preço melhor lá fora, eu comprarei, bem melhor que pagar imposto pra político ladrão, e por fim, minhas contas são sempre em dia, não sei, não posso falar por todos, mas nem eu e nem a grande parte de pessoas classe média que conheço, se enquadram em tal julgamento, empregados, viagens constantes, isso não é coisa de classe média, é coisa de rico.

    • Oi, Lu. O PICMB é um comportamento que extrapola classes sociais. Se você não se reduz a uma marca de bolsa ou de sapato, nem usa isso como ostentação para se impor diante dos outros, e se vc não fura filas nem acha normal levar vantagem em tudo, vc certamente não sofre da atitude PICMB. Um abraço e bem-vinda ao Manual!

  213. israellamedeiros

    AMEIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII
    faltou dizer que o PICMB é analfabeto funcional, sem senso critico e acredita em tudo que a tv fala!

  214. cheiro latente de inveja de quem escreveu o artigo….

  215. Texto bem abrangente…parece até horóscopo, acho que todos os que o leram se enquadraram de uma maneira ou de outra, parabéns vale como reflexão…

  216. “O PICMB é o parâmetro de tudo. Quanto mais alguém for diferente dele, mais errado esse alguém estará” As pessoas têm valores diferentes. Então, para não correr o risco de taxar de idiota quem pensa diferente de mim, o quê, em ultima instância, define se um valor é algo nobre ou idiota?

    • Oi, Diego. É claro que o idiota sempre posso ser eu. Aliás, o texto tem um bocado disso – minha tentativa de não virar um idiota, no limite da minha capacidade de percepção e de ação, a partir dessa idiotia toda que tenho notado. Abrx.

    • Bem, colocado. Entre os meus amigos, não tenho muitos PICMB, pois não tenho muita ligação com quem pensa dessa forma. Mas respeito perfeitamente quem pensa assim. Eles valorizam coisas que eu não valorizo e não os julgo por isso.

      Se eles trabalham e obtém os recursos na sociedade de forma honesta, estão livres para realizar as transações econômicas que desejarem. Da mesma forma, eu sou livre para alocar meus recursos (como tempo e dinheiro) naquilo que valorizo. Para mim, incomodar-se com quem gasta dinheiro em Outlets em Orlando é tão prepotente quanto incomodar-se com aloca seu tempo escrevendo em um blog como esse.

      Se o autor do blog decide que deve alocar seu tempo dessa maneira, por que não? Se o PICMB decide que deve alocar seu dinheiro em Outlets, por que não? Desde que não me obriguem a alocar os meus recursos dessa ou daquela maneira… todos somos livres!

  217. Weslley Figueiredo

    Concordo com a descrição de um dos comportamento da classe média brasileira, mas discordo veementemente com o adjetivo “idiota”.
    Sob meu ponto de vista, falta na cultura brasileira preceitos de liberdade e respeito, onde cada um possa ser feliz do jeito que achar conveniente seja indo para Orlando torrar dinheiro em um outlet, seja criticando este comportamento, mas quando se rotula de “IDIOTA” se afronta o respeito.

    Liberdade e Respeito, sentidos aparentemente antagônicas, porém dependentes.

  218. Embora não defenda quem tem atitudes individualistas e consumistas, vejo que o texto esteriotipou a Classe Média, sem dar a ela o devido valor de carregar o Brasil nas costas. Demonstra um rancor indisfarçável dos que conquistaram um lugar ao sol numa sociedade, a seu ver, dividida entre “os que ralaram” e os “privilegiados filhinhos de mamãe”. Como se não houvessem pessoas justas e trabalhadoras entre os que nasceram “bem nascido”, nem vagabundos e consumistas entre os que nasceram pobres…

  219. texto extremamente preconceituoso

  220. Eu moro aqui no Brasil há 5 anos, eu amo este país.! Seu texto é genial, eu já havia traçado esta caracterização PICMB, eu só sinto falta de mencionar o culto por as tatuagens no corpo…

  221. Concordo com o texto, mas me parece um pouco preconceituoso; porque a classe alta também tem a maioria dessas características, só que compram em lugares mais caros; e como são minoria absoluta, não aparecem tanto.
    Que tal vc escrever sobre o PICAltaB e sobre o PICBaixaB?
    Gostaria de saber sua opinião sobre eles.

    • Oi, Teresa. Obrigado por ler e por comentar. De fato, o PICMB é um comportamento que perpassa várias classes sociais – eu localizei na classe média porque é onde ele está mais visível, como prática e aspiração. Mas tem gente de classe média que é cidadã – ainda bem. Assim como há idiotas acima e abaixo. Um beijo. Bem vinda ao Manual.

  222. Uau! Será o PICMB também aquele que só sabe reclamar, olha com inveja para os outros e não propõe soluções, não luta por melhorias, não exige preços e produtos com bom custo-benefício dentro de seu próprio país?
    Aliás o que a falta de educação, o egoismo, o mal-gosto tem a ver com classes? Ou será que o pobre brasileiro não quer roupas de marca? Não é fissurado em sertanejo, latino, Annita? Será que o pobre é educado, solidário e não-consumista?
    Quanto non-sense

    • Robert, tudo bem? Como coloquei diversas vezes aqui nos comments, o comportamento PICMB extrapola a classe média – e não a define integralmente, ainda bem. É um comportamento pervasivo entre nós, infelizmente. Mas que aparece mais claramente na classe média. Que me dera fosse nonsense, só um delírio meu. Estou no carro e uma SUV acaba de baixar o vidro e jogar lixo na rua. CQD.

  223. Achei o texto ótimo, você descreveu exatamente aquele mongolóide que escreve para uma certa “revista” e se diz economista, e todos os seus seguidores fiéis. Só achei exagero dizer que aceitar amostras grátis em super mercados ou comprar chocolate no duty free faz parte da lista de burrices do PICMB. Eu faço isso tb, e não vejo como isso pode me incluir no rol desses pobres de espírito.

  224. O que mais fez sentido neste artigo foi o comentário do Rodrigo Braga, e a Cecilia certamente não tem filhos.

  225. Parabéns Adriano por ter mobilizado todo esse debate a partir do seu texto, que foi de um ponto de vista à um ponto de crítica e vice versa! Eu particularmente me identifiquei quando percebi que em questão de viagem você jamais trocaria cultura por consumismo rsrs por que realmente viajar pela Europa te faz respirar história, arte, cultura. Nem pensar em trocar um passeio desses por shopping!!! Pessoas ricas tem sede de conhecimento!!! Falamos de outra riqueza!!! Parabéns por responder e respeitar a opinião de todos!

  226. Pô, foi alta sacanagem meter a bonita Anitta nesse rolo.

  227. O verdadeiro idiota e aquele que utiliza a sua energia para estabelecer critica ao padrão de consumo de outrem. O pior e que pelo perfil do analista, percebe-se de plano que ele esta com conhecimento de causa e analisando a si mesmo, como se fosse outra pessoa. Quantas vezes já esteve ele em Orlando, quantas vezes a alfândega já o abordou por excesso de compra. Cuida da tua vida cidadão. Da vida alheia cada um faz dela o que desejar.

  228. Demasiado simplista e redutora, como infelizmente é corrente no brasil, a forma como todo o desenrolar de um comportamento nocivo e marcado por um teor altamente negativo e merecedor de todo o tipo de críticas, se consegue originar num país (Portugal), suavemente dilatado para uma situação geográfica diluída (ibérica) sem que o facto levante alguma crítica da parte de nenhum dos leitores/comentadores.
    Atribuo isto a uma espécie de conflito geracional não assumido, juvenil até, sobretudo na auto-isenção de culpa do próprio.
    No final, seu pai é seu Manuel ou seu Joaquim e você desaprova todo o seu comportamento em saudável auto-afirmacão! Tudo o mais aprovo, lamento entrar assim no seu “clube do bolinha”

  229. Adriano, o comportamento do perfeito idiota de classe média brasileiro é uma herança Lusitana?
    Isso é óptimo, assim tudo tex desculpa!

  230. Se acha que há uma contribuição, não se admire que a superficialidade de uma análise que leve a essa conclusão leve também a incluí-lo no vasto numero dos que aqui critica.
    Acho um preconceito insultuoso ao qual cede sem nenhum esforço para examinar o que diz!
    Esse tipo de generalização que, volto a dizer, é simplista e redutora, não reflete de modo nenhum um pensamento inteligente mas sim uma colagem, esta sim, verdadeiramente idiota, dos estereótipos caricaturais do seu primeiro parágrafo a todo um povo!
    Isto não o faz pensar?

    • João. Espero que não tenha se ofendido – não foi minha intenção. Mas, como povo, somos quem somos, como brasileiros, e isso é definido também de onde e de quem viemos. Embora, repito, isso não nos exima de nada, nem possa servir de desculpa para nada. Tentei focar aqui muito mais o presente e o futuro (como evoluímos disso) do que no passado. Abraço!

  231. A maioria esmagadora dos brasileiros não se enquadra no perfil… isto é coisa da classe A, A+ (média e média alta) no Brasil. Cerca de 20MM de Brasileiros… geralmente aqueles que vao para o exterior e que quando chegam la descobrem com SURPRESA que lá não funciona assim.
    Os outros 180MM classes B,C,D e E não andam de avião, não se hospedam em hotel e não tem empregada, sabem bater laje, subir paredes e sabem que o prato não vai sozinho da mesa pra pia da cozinha… que as roupas do cesto de roupas sujas azeda depois de 1 semana sem lavar…

  232. Adriano, nao o conhecia…. belo texto!
    Sinceramente, criticar o consumismo, a ostentação e o Latino é óbvio demais, chutar cachorro morto. Mas os 2 (ok, os 4) primeiros parágrafos quase merecem um Pulitzer…!

    • Obrigado pelo Pulitzer e também pela puxada de orelha, Paulo! Bem vindo ao Manual. Abrx!

      • Texto que merece Pulitzer por um parágrafo já cumpriu sua função. E o seu, porque concordo com o Paulo, é muito melhor nos 4 primeiros realmente. Para além disso, como ficou claro no texto e no respeito com que tratou os comentários, o que se pretendia era centrar a crítica em um ‘perfil virtual’, sem a pretensão de delimitar sociologicamente as difusas fronteiras da classe média. O procedimento fez muito sentido para mim, pois há no Brasil uma preferência pelo meio termo aristotélico e uma atração irresistivelmente hipócria pelo politicamente correto. Parece que é feio ou criminoso ser rico, daí porque muitos ricos se ‘alocam’ na classe média. Quem está abaixo, por razões óbvias (que não deviam ser tão óbvias assim), quer, no mínimo, passar por ela. A classe média é o perfeito locativo virtual do meio termo aristotélico, do politicamente correto. Beleza de texto realmente. Carapuça para uns, reprimenda para outros e, para guerreiros e alpinistas, fica a advertência.

  233. é verdade sim quando se fala de brasileiro é da maioria. e o pior tem síndrome de coitado pode até bater laje mais joga lixo no chão usa som alto gosta de musica que faz apologia ao sexo o que é proibido por lei. E não admite e por isso que o povo não muda, a midia não vai educar para não perder pontos.

  234. E consome tanto que é a classe mais ressponsavel pela volta da inflação,todo mundo sabe que alto consumo desequilibra a economia, os outros vemdem

  235. Se vive em sociedade comportamento errado de um faz mal ao outro. Graças a Deus apareceu um homem de coragem como Adriano para falar a verdade.

  236. Adriano,

    Acho que tu generalizou o teu texto, aposto que tu usá roupas de marca com todos por aqui…. Duvido que tua loja preferida seja Lojas Renner, acredito que tu esteja ou no patamar de rico ou tu és um pobre recalcado, pois o PlayBoy que gasta o dinheiro dele tem o direito de comprar o que quer, como quer e onde quer. Acho ridículo tal posicionamento da tua parte.
    O blog é seu, mas lamento existir pessoas com este tipo de recalque, talvez se você ganhasse um salário bom estaria mais ocupado e sem tempo para escrever um texto tão desqualificado.

  237. Belo texto. Segue link de outro que pode ser que te interesse. Abraço

    http://antitese1.wordpress.com/2014/01/31/o-templo-da-perdicao/

  238. nao quero comentar nada pq vc ja falou tudo. pra vc so falo uma coisa: bravo. e sobre os brasileiros assim, vergonha!

    sem palavras.

  239. Reginaldo Nascimento

    Efetivamente muitas partes conformaliza o perfil da classe emergente inserida na nova classe média particularmente a falta educação financeira isso provoca uma catástrofe social e perigosa ameaçando um futuro promissor. Esse ponto de vista denota alerta aos incluídos totalmente ou parcialmente possibilitando correção no comportamento.Adriano parabéns foi feliz e reflexivo o texto.

  240. Renato Martinelli

    Bom, de classe média o escritor não é. A classe média atual nada tem a ver com isso e uma pessoa só consegue escrever realmente sobre um assunto que conhece, o que ficou claro que não é o caso.
    Piorou mais ainda qdo coloca a classe média como praticamente a grande culpada do jeitinho brasileiro e desonestidade, o que prova

  241. Renato Martinelli

    Bom, de classe média o escritor não é. A classe média atual nada tem a ver com isso e uma pessoa só consegue escrever realmente sobre um assunto que conhece, o que ficou claro que não é o caso.
    Piorou mais ainda qdo coloca a classe média como praticamente a grande culpada do jeitinho brasileiro e desonestidade, o que prova também que essa pessoa não sai de casa, deve ficar na frente do cpu o dia todo porque eu vejo na rua todo mundo furando fila, de todas as classes.
    Em resumo, é um texto sem conteúdo, inverossímil e feito apenas pro escritor destilar sua raiva contra a classe média.
    Deve ser do PT, hahahahahah

  242. Soh quem é sabe tão bem….

  243. Muito bom o texto, cara, parabéns. São não sei se esse cara pertence à classe média mesmo. De qualquer forma, pretendo ler mais coisas suas ^^ Bom dia

  244. lingua morimbunda

    :razz:Gente, este texto está apenas traduzindo o que existe de oculto no dia a dia do país, isso a mais de 500 anos, só q no momento em que se coloca, dai se questiona e se torna polêmica, mas como resultante, sempre há alguém que sai perdendo:será que se caso não houvesse mensalão (isso claro em uma conjuntura política conservadora anterior)haveria alguma suspeita de negociações ilícitas ,as quais já ocorrem desde o império? o cidadão atualmente jamais seria contemporâneo deste e de outros desmandos, os quais deveriam ter participado de toda a história, mas não tendo ocorrido isso, graças aos mecanismos oriundos da autocracia burguesa que insiste em imperar no nosso pais.

  245. Muito perspicaz, Adriano! Ótimo texto!

  246. O artigo só não é, ahn, perfeito por causa do título e do nome dado a este peculiar tipo regional brasileiro. “Classe média” é, realmente, mais uma mentalidade que uma camada social; a diferença é que as pessoas ricas “gostam” de ostentar e esbanjar e as mais pobres “gostariam”, mas a intenção é mesma. Fora isso, é realmente um artigo que me deu vontade de mostrar a certas pessoas – e até as imagino dando risada, “tem um conhecido meu que é assim mesmo!” Um e-abraço.

  247. Mikhail Freire Figueiredo

    Meus Parabéns! Talvez o melhor artigo sobre o assunto já escrito. Só não observei seus comentários sobre como o PICMB enxerga a política. Seria muito interessante descrevê-lo neste aspecto, o que talvez possa dar um novo artigo super divertido, fica a dica! Parabéns mais um vez!

  248. Dei uma olhada no teu histórico profissional e vi que voce trabalha ou trabalhou com marketing em veículos e agências, todos dependendo do consumo para se manter, inclusive pagando seu salário. Consumo de quem pode comprar, e na maioria das vezes, quem pode comprar é esta classe média alta que você execra.

    Lembro que o tal PICMB só pode fazer compras, viajar, trocar de carro, comprar apartamento financiado, porque gira a roda do consumo, muitas vezes empregando trabalhadores em suas pequenas empresas.

    Ou seja, o PICMB leva boa parte deste país nas costas pagando impostos, empregando, consumindo, matriculando seus filhos na escola, empreendendo.

    Gostaria que imaginar qual seria a a reação de teus empregadores como Rede Globo, Editora Abril ou mesmo teus clientes-alvo em tua empresa se você dissesse a eles o que pensa desta gente que consome e gira a economia no Brasil. Certamente não seria das melhores e você seria demitido ou perderia as contas para um rival.

    Isso me faz supor que você é aquele perfeito idiota pseudo-esquerdista, metido a a bacaninha cool que condena pessoas sem tanta finesse e deslumbradas com a sociedade de consumo,mas não abre mão delas para ter seu ganha-pão.

    Por fim, lembro que o tal PICMB, a despeito de sua suposta breguice, não depende de bolsas, dinheiro público nem de esquemas com o governo para sobreviver, pelo contrário: acha que governo demais atrapalha sua vida e seus negócios.

    Já você é só mais um hipócrita que critica aqueles te sustentam. Mais um patético que se acha “cool”.

  249. O autor esqueceu de incluir aqueles que gostam de nomear suas empresas em inglês, como Damnworks Brand Content e Social Media, Spicy Media, Publisher. hahahah

  250. GENIAL!! GENIAL!!! Sempre achei isto, mas foi colocado de maneira perfeita. Ainda há inteligência no Brasil!!

  251. Pura realidade…triste saber que a tendência é só piorar!!! Excelente texto, tirou cada palavra da minha boca…um país cheios de “novos ricos”, extremamente bregas e exibicionistas!!! Conceitos retardados, arrogantes e muitas vezes…falsos ao pior patamar!!! Quem dera que o “simples” fosse o mais almejado, idolatrado, procurado…humildade, sem ser idiota…humildade de se sentir feliz em apenas “ser”…e não “ter”!!! Tenho nojo e me distancio cada dia mais desses coitados de espírito…que de tanto dinheiro que tem na vida, só lhes resta (definitivamente)…o dinheiro!!! Grande abraço e obrigado por traduzir exatamente o que penso, mas não teria essa competência para descrever…perfeito!!!

  252. Caro. Esse tipo citado por você existe e está em franca multiplicação. E não é ele que move a economia (como alguns mais irritados disseram acima) muito menos dá exemplo com suas pequenas empresas. Esse tipo evita regularizar um profissional, evita empregar, pagar encargos, sonega impostos e se classifica como malandro virtuoso por isso fazer. Aqui onde moro costumo chamá-lo de “Meu querido” pois é assim que normalmente ele chama a próxima vítima das suas rotineiras mazelas. Meu, tenho um baita desgosto desse tipo que cresce na minha cidade. Você infelizmente está certo.

  253. Kohlmnist Weissfüder

    Adriano Silva está tentando ganhar R$200mil por mês.

  254. Bom dia Adriano. Texto nota 10. Sou americano, moro aqui em SP 16+ anos. Sempre achava esquisita esta preocupação destas pessoas de aparecer. Cara entra no cheque especial para tomar um uísque bom. E normalmente casados com mulheres fúteis, cujos horas estão lotadas de “Shopping Trips to Cidade Jardim”, cabeleireiro, fazer unha, tomar um cafezinho com as amigas no Starbucks, etc. Acertou na mosca, Adriano. Parabéns…

  255. o PICMB também costuma generalizar muito…

  256. Legalzinho o que vc falou, mas peraí, leva a mal não mas camarote é bom pra caramba. Quem fala que não gosta é porque nunca foi, aí já é inveja.

  257. Excelente texto.
    Incluiria na lista que o PIB também é aquele que se acha superior perante os outros devido sua condição financeira, aquele que avança sobre ciclistas achando que a rua é só de quem tem o poder sob 4 rodas, aquele que acha bonito ofender em público uma mulher, é o mesmo que costuma dizer nas situações que o contrariam: “Você sabe com quem está falando ?

  258. Alexandre Leão Bered

    Adriano, sensacional o teu texto!
    Orgulho de ter tido o privilégio de trabalhar na Taurus junto contigo em Porto Alegre. Isso lá nos anos de 1994/95. Trabalhavas em Marketing/Vendas Nacionais e eu ao lado, na Exportação!
    Grande abraço, feliz de ver o teu sucesso na carreira!

  259. ÓTIMO ARTIGO !!! Bem na mosca, apoio 100% !!!

    PARABÉNS !!!

  260. “Usa roupas de polo sem saber o lado por onde se monta num cavalo. Nem sabe que aquelas roupas são de polo. Ou que polo é um esporte.”

    Boçal pra caralho isso, hein?

  261. Adorei. Reconheci muita gente nas descrições, só acho que tem idiota assim nas classes a, b e c..por isso não da pra generalizar.

  262. Olha , tem sentido isso que vc falou
    axo vc falou certo porem
    essa classe media que vc fala se enquadra em que nivel de salario
    sou classe media , mais la em casa tos mundo pega no batente lava roupa tenis , come coisas baratas , e se diverte da maneira mais simples e barata ..
    gostei do texto mais axo que essa classe que vc falou é a classe media pra rica …
    porque a media realmete é a guerreira …e sustenta esse pais corupto.

  263. Achei uma versão deste texto no site da SuperInteressante. Só que lá, o termo é PIB, ao contrário do PICMB daqui. Foi censura da revista ou sua opinião mudou a ponto de focar apenas no blog?

    O link:
    http://super.abril.com.br/historia/idiota-brasileira-804110.shtml?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_super

    • Caro Leitor Curioso, meus amigos na Super resolveram publicar o texto na revista e no site. Achei ótimo. E mexi um pouco na nomenclatura para ficar mais adequada ao que eu quis dizer com o artigo, cuja opinião permanece intacta. Um abraço.

  264. Nem tudo é perfeito no que vc escreveu.

    Há idiotas mais perfeitos que esse estereótipo citado.

    Quem? Eu, por exemplo, ao ler tanta bobagem e, pior ainda, ler os comentários duma porrada de semi analfabeto.

    Minha sorte é que nem classe média sou… mas que aprendi a escrever, aprendi.

  265. 😀 Perfeito!! O texto todo, a idéia em si expressa minha opinião como se tivesse me roubado. mas o ápice, foi penúltimo parágrafo. “O perfeito idiota de classe média brasileiro entende Annita. Vibra com Latino. Seu mundo cabe dentro do imaginário do sertanejo romântico. Ele adora shows megaproduzidos, com pirotecnia, luzes e muita coreografia, cujos ingressos custem mais de 500 reais – mesmo que ele não conheça o artista.”
    Claro que tem gente se doendo até os dentes. Pois com certesa vestiu a carapuça em alguma parte do texto. Gente! Para que o alarde. somos o que somos e pronto! Se esta doendo, e por que sentiu algo de errado. Então mude!! Se acha que o autor viajou na maionese, então concluo que vc é mesmo um PICMB. :mrgreen:

  266. Vou aos EUA todo ano. Amo os brinquedos. Não vou a outlets. Prefiro fazer compras pela internet e mandar entregar no hotel. Minha prioridade é me divertir e não comprar. Não compro roupas pela marca. Compro o que gosto e acho bonito não importando se é no walmart, target ou Macy’s. Não compro por impulso. Trabalho duro. Tenho empregada pois acredito que educação cabe aos pais e prefiro que minha esposa se dedique integralmente as crianças do que a um trabalho ou trabalhos domésticos. Não troco de carro todo ano. Acho um desperdício. Compra-se caro e na hora de vender se consegue um retorno muito baixo. Vivo dentro do que posso. Nunca fico no vermelho e tenho o hábito de não rolar o cartão de crédito para o ano seguinte. Então, parcelo somente até dezembro. Acho caro os shows no Brasil. Somente fui uma vez ao HSBC arena assistir ao show do Eric Clapton, the “God”, pois sou apaixonado por sua música. Paguei caro e não me arrependo. Nos demais, nem passo na porta. Seu texto é interessante mas depois que o governo renomeou a classe média, não sei mais em que classe nos encaixamos.

  267. Vendo a série de comentários indignados por aqui (muitos com argumentos risíveis, outros nem isso) e tantos chapéus servindo, me sinto à vontade para apontar uma outra característica do PICMB: ele não sabe interpretar textos. Um abraço.

  268. Um ponto a se considerar. Acredito no respeito às outras pessoas, na ética e no cumprimento da lei. Cumprido esse expediente, qual o problema em ser a classe média descrita pelo texto? Se o que o deixa feliz é comprar roupas de marca em outlets da Flórida, você tem mais é que fazer isso mesmo. Se o que te atrai em Nova York são as compras e as fotos para o facebook, que assim seja. Ridículo é se forçar a ir em museus que não despertam o interesse, porque outros dizem que isso é mais legal. E se quiser ir só pra tirar foto, também vale. Cada um, que faça o que deixar feliz. Isso de dizer que um tipo de comportamento é melhor que o outro é puro aprisionamento. Deixe-os em paz!

  269. A classe média sempre paga o pato. Muitas dessas características que você citou são típicas dos brasileiros em geral. Acho que você preferiu colocá-las como exclusivas das classe média por medo dos patrulha dos defensores dos fracos e oprimidos de plantão. Com certeza, eles distorceriam tudo e argumentariam que você estava disseminando ó ódio e preconceito contra o pobre. Com a classe média é diferente. Não consideram preconceito detonar a classe média. Outra questão é que você e as pessoas em geral argumentam que esse comportamento é herança lusitana. Se é assim, por que os portugueses atuais não agem do mesmo jeito?

  270. Entrei no site da revista Veja e estava lendo uma matéria sobre os ricos, os ricos de verdade que compram a vista e vivem em balneários o ano inteiro, porque estes tem férias quando querem, matéria sobre suas mansões, seus carrões, seus iates, seus vinhos e mulheres e coisas do tipo; qual não foi minha surpresa ao ler nos comentários aqueles típicos leitores coxinhas que acham que são ricos caindo na real r na sua realidade de classe média que vive pendurado no cartão, nas parcelas do carrão financiado se sentindo ofendido e criticando o articulista…rsrs! É cada uma…

  271. Como sei que a classe média (a parte medíocre dela é claro, nem todos, só os que se incomodam quando leêm materias como esta), esta cheia de coitados que acham que são ricos e não obstante quando a tragédia financeira lhes batem à porta muitos viram petistas ou suicidam-se, fiz questão de rastreiar a matéria para términar de afundar a carupuça em suas cabeças medíocres…rs!

    Link 1: http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tema-livre/fotos-de-ver-para-crer-novo-blog-mostra-jovens-mimados-e-milionarios-torrando-dinheiro-e-exibindo-luxo-alucinante/

    Link 2: http://vejasp.abril.com.br/materia/os-sultoes-dos-camarotes-fortunas-baladas-noite/

    P.S.: O melhor é a choradeira dos coxinhas (descobrindo seus devido lugares) nos comentários, demais…rs!

  272. Adriano, so me deparei com seu blog agora – achei fantastico! So queria dizer que nao o PICMB acha que carro eh simbolo de status! Eu sou de Sao Paulo e sai do Brasil em 2001 e mesmo antes do crescimento economico do pais nos ultimos 10/12 anos, umas dos primeiras oportunidades que o PICMB tinha de mostrar que era classe media era comprar um carro (porque transporte publico eh coisa de pobre). O resultado: o transito em Sao Paulo que ja era ruim naquela epoca, ficou bem pior. Nao adianta construir ciclovia se as pessoas nao vao usar – ou se usam, so por lazer! Eh a mentalidade que tem que mudar…Eu recomendo o filme “Bikes vs Cars” do diretor Fredrik Gertten, que vai estrear no dia 13 de junho em SP, de acordo como website deles.
    (Desculpa a falta de acento – nao eh porque eu sou metida, eh porque nao tem nesse teclado 😕 )

  273. Gostei do texto! Eu moro nos Estados Unidos ha 10 anos e faco parte de uma comunidade brasileira onde esses tipos de comportamentos prevalecem. Infelizmente, as marcas, o carro, a casa grande são de grande importância para a maioria dos brasileiros da comunidade. Entre as mulheres casadas ha uma disputa entre quem tem o marido mais rico, mais joias…bla…bla…bla. Entretanto, vivem demonstrando problemas psicológicos e de autoestima, sem falar no arraso ao credito!
    Obrigada pelo texto!

  274. 😯 Bom demais! Até comprei o livro!

  275. Artigo incrível, e conheço muitas, mais muitas pessoas que “vivem” assim. Parabéns!

  276. …a priori cada cidadão faz o que deseja com seu dinheiro, desde que o mesmo não seja de origem ilícita (muito comum nas classes baixas, principalmente nas ditas “comunidades”, onde o “coitadismo” impera)…vale lembrar que tal classe média hoje é ocupada por trabalhadores com uma renda per capita entre 254,00 à 1.200,00…isso quem diz é o próprio governo para demonstrar o “avanço” na sangrenta guerra contra a miséria no pais….vamos mais além….a dita “elite branca” deixa o pais às pressas conduzida pelo temor da crescente violência e, a mesma violência é incansavelmente destinada à própria elite….é fato, “querem combater os coxinhas” (vistos como gente ruim, racista, ….só resta lembrar que é a classe mais afetada pela violência de delinquentes que tanto o governo teima em defender)….o grande êxodo da elite branca e classe média está preocupando inclusive o Itamaraty….então, como tantos outros que estão deixando o pais, apenas deixo uma breve mensagem aos que sofrem de síndrome de Estocolmo e querem continuar no Brasil….pense bem, logo não terão mais os “coxinhas” com suas empresas para lhe empregarem…não se esqueçam que a “elite branca brasileira” é a que mais emprega no pais…tem que ser muito burro para atacar os que mantem a economia local…..na Venezuela começou assim, hoje um apartamento de luxo no meio da absurda violência do pais custa o equivalente à USD 20.000….preciso dizer mais alguma coisa? …Há….se não tiver moedas pra carne substitui por arroz…….

  277. Rodrigo, você não esta errado no que se restringe a gastos que temos e faixa salarial, a forma de pensar de quem luta pra ter o que quer, estuda e tal, mas creio que o Adriano escreveu pensando estatisticamente. Vejo muita gente se comportar de forma arrogante com pessoas do seu círculo apenas por se sentir melhor que os outros quando ganha mais ou esta num emprego melhor, casa B localizada, carro do ano, etcs. Infelizmente?! Sim!! Fazer o que?! Até um cargo ou dois empregos, rs no caso de professores com acumulo de cargo e de trabalho faz muita gente se achar superior!!

  278. perfeito, e o PICMB começa a se formar desde criança, pela influencia dos “pais PICMB”; Que a carapuça se encaixe em qualquer classe social, outro dia ouvi um comentário do Leandro Karnal, de que os cavalos e os números bordados nas camisas trazidas dos “torra torras” em orlando estão aumentando de tamanho a cada dia e já já estará na escala 1:1 :smile:

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