Por que as mulheres não gostam de homens sem dinheiro

O conluio entre os homens dispostos a comprar e as mulheres prontinhas para vender ainda viceja entre nós

O conluio entre os homens dispostos a comprar e as mulheres prontinhas para vender ainda viceja entre nós

Tem um bocado de coisas na relação entre homens e mulheres que estão mal paradas.

Na segunda metade do século 20 esses papeis foram chacoalhados. O mundo dos meu avós, que nasceram no Entre Guerras, não era muito diferente do mundo de seus antepassados, mesmo os mais longínquos, em qualquer lugar do planeta. Evoluíam as roupas, a indústria, o entretenimento, a ciência ao redor. Mas os papeis, até ali, se mantinham mais ou menos os mesmos desde quando os núcleos familiares deixaram de ser regidos pelo matriarcado tribal para serem regulados pelo patriarcalismo – um sistema que permitia uma passagem mais conveniente da riqueza acumulada pelos homens – herança – de geração a geração. (Aprendi isso com Engels!)

O homem trabalhava fora, provia, era o chefe da família, tinha reconhecimento social pelo seu trabalho. A mulher trabalhava em casa, e obtinha reconhecimento social pelo modo como cuidava do marido e da família, da comida, das roupas e do lar. O homem era um guerreiro nômade – espelhando seus espermatozoides, loucos para pular a cerca. A mulher era uma rainha sedentária – e era obrigada ao recato que se exigia de sua própria libido.

Aí vieram os anos 60, a pílula, a revolução nos costumes, as reinvindicações feministas, a queimação de sutiãs, a ralação de esfíncteres os mais variados, e o mundo jamais seria o mesmo. A geração dos meus pais foi a da precursora disso. Com os anos 70 vieram alguns exageros. Nos anos 80, houve um certo retrocesso, especialmente com o advento de flagelos como a Aids, o mullet e o glitter rock. A geração Y reequilibrou as coisas e voltou a curtir a vida com mais leveza nos anos 90. E de 2000 para cá, já que trocamos de século e de milênio, parece que estamos vivendo a pós modernidade das relações entre os gêneros.

No entanto, restam muitas dúvidas. Se as mulheres já são maioria no mercado de trabalho, faz sentido o homem ainda pagar a conta do restaurante sozinho? Dividir o repasto tudo bem mas o motel jamais? Por quê? Só o homem se diverte lá dentro? (E mesmo que isso fosse verdade, financiar sozinho a sessão de sexo não aludiria de certa forma a uma compra unilateral daquele momento de prazer, e, portanto, à prostituição do outro?) Ainda faz sentido se falar em chefe de família, se referindo sempre ao homem, quando as mulheres participam ativamente do orçamento familiar e muitas vezes sustentam a casa? Nessa perspectiva, abrir a porta para a companheira seria ainda um sinal de cavalheirismo ou isso já está prestes a se tornar um gesto de subserviência a quem paga as contas? Enfim, as coisas andam confusas.

Eis o que me parece ser um fio condutor que perpassa isso tudo, desde há muito tempo: mulher não gosta de homem sem dinheiro. Ponto. Isso está nas reclamações musicais que Leo Jaime e Lulu Santos compuseram, do cara duro que não pega ninguém simplesmente por ser duro. Isso está nos filmes de high school do John Hughes, nos épicos bíblicos, nas condutas das princesas dos contos de fada, nas madames de alta classe, nas ligações perigosas que se estabeleciam nas cortes imperiais, nos votos que as mães de classe média fazem ainda hoje para suas filhas, nas escolhas afetivas que as meninas estão fazendo nesse exato momento.

Mulher não gosta de homem sem dinheiro porque ele não pode sustentá-la. Mas também, muito mais, porque ela não concebe a ideia de sustentá-lo. Homem sem dinheiro não tem utilidade. Homem pobre, sem poder aquisitivo, não é homem. Eis a vida como ela é. Função de homem ainda é prover. Então homem tem que ter grana. É assim que ele se prova e chama a atenção. Homem não precisa ser bonito – tem que ganhar bem, ter um carro legal. A potência financeira de um homem é muito mais importante, ao olhar feminino, do que a sua potência sexual. Isso é o que se espera do gênero masculino. Isso é o que faz de um cara um bom ou um péssimo partido: o tanto de dinheiro que ele tem capacidade de arrebanhar para o próprio bolso e para as algibeiras da família.

Em contrapartida, a função das mulheres ainda é ser atraente. Mulher tem que oferecer, antes que tudo, uma boa matriz para reprodução dos genes da família – e para a linhagem do procriador. Isso é o que se espera do gênero feminino – a capacidade de virar mãe e de dar um prole saudável e bonita ao seu marido. Ela pode ser inteligente, justa, brilhante, legal, articulada, instruída, viajada e lida – tudo isso é secundário. E não pode, inclusive, atrapalhar seu valor central, que ainda está em ser sexy, bem apessoada, doce e dócil. Isso é o que fará dela uma fêmea desejada ao invés de uma “tia encalhada” – para nominar um dos piores pesadelos femininos: não ser escolhida por homem algum ou ser rejeitada pelo conjunto dos homens.

Fico imaginando o quanto tudo isso pode ser ofensivo para aquelas mulheres que batalham desde cedo, e que decidiram não abrir mão da sua independência, quando olham para o lado e veem outras mulheres, às vezes dentro de suas próprias famílias, lhes olhando de volta e sugerindo, talvez sem enunciar palavra, que troquem esse plano de autonomia por um marido rico, que suas vidas seriam mais fáceis ao invés de investir numa carreira investissem num bom casamento.

Talvez tudo isso aconteça por uma conduta amorosa ainda determinada por critérios atávicos na escolha dos melhores genes no sexo oposto para procriação. Talvez aí esteja a explicação para esse obsoletismo inacreditável com o qual ainda convivemos à larga. A alternativa a essa teoria seria acreditar que tudo é apenas um acordo de conveniências selado num bordel entre homens dispostos a comprar e mulheres prontas para vender. Ser “bem casada”, nessa acepção, é simplesmente conseguir ser vendida para o homem certo – escravas núbias, 2 000 anos antes de Cristo, deviam torcer pela mesma coisa quando eram ofertadas em praça pública (muitas vezes pelos próprios pais, diga-se). O que transformaria a sagrada instituição do matrimônio, na imensa maioria dos casos, e desde sempre, numa grande troca de favores com cheiro de cabaré. E quanto mais tradicional a união, mais intenso o odor…

De um jeito ou de outro, é seguro reconhecer que apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos muito parecidamente como nossos tetravós da Idade Média. Infelizmente.

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43 Comentários.

  1. Muito bom texto, Adriano!
    Tenho uma visão um pouco diferente. Hoje minha esposa ganha o dobro que eu e geralmente falamos sobre isso. Eu sou “à moda antiga” e acho que devo sustentar a casa, mas pensamos: nossa realidade (minha e dela) é que ela ganha mais que eu, então tentamos equilibrar as contas para não ficar ruim para os dois.
    Acho que o mundo que vivemos hoje em dia muitas mulheres ganham mais que os seus maridos.
    Abs!

    • Oi, Rafa.
      Muito obrigado por ler e por dividir sua visão aqui conosco.
      Que bom que casos como o seu possam acontecer cada vez mais e que isso seja visto com naturalidade pelo casal – e, sobretudo, que isso não provoque desequilíbrios dentro da relação nem defina se a relação vai existir ou se perpetuar, ou não.
      Abraço e tudo de bom.

  2. Oi, Adriano,
    Eu e minha esposa trabalhamos no mercado financeiro e tenho ela como um exemplo de profissional, inclusive gastamos muito tempo debatendo questões de finanças, o que só contribui para o nosso engrandecimento profissional.
    Atualmente ganho um pouco mais que ela, mas não abrimos mão de dividir absolutamente tudo em casa.
    Aliás, por eu ter claro e humildemente falando que minha senhora é melhor profissional do que eu, sem que isso me diminua em nada, é que fico ligeiramente decepcionado por ela ganhar menos do que eu, pois acho que ela merece muito mais.
    Como o Rafael disse acima, acho perfeitamente normal uma mulher ser melhor profissional e, consequentemente, ganhar mais do que o marido, sem que isso afete a relação.
    Ao menos no meu caso me enche de orgulho e me faz querer aprender e ser cada vez melhor, tal como a minha “patroa” é. =)
    Abs
    Andréas

  3. Adriano,

    Sou um pouco cética a acreditar nessa generalização “Homem sem dinheiro não tem utilidade”. Diria, antes disso, que “pessoas sem dinheiro, na sociedade atual, não tem utilidade”. E, entenda-se, pessoas sem dinheiro como pessoas com problemas de inclusão social, com problemas para manter-se num trabalho (seja formal ou informal) ou ainda pessoas que não se incomodam por depender de alguém.
    Aliás, as mulheres (arrisco dizer ‘modernas’?) tem tomado uma postura decididamente contra a dependência alheia. Toleram, quando muito, a dependência dos filhos, mas ainda assim com prazo de validade.
    Portanto, não é de homens sem dinheiro que as mulheres fogem. Elas fogem de homens incompetentes, que não conseguem (ou não querem) ter a dignidade de trabalhar, de honrar compromissos básicos (incluí pagar suas próprias contas), fogem de homens irresponsáveis e que ainda se iludem com a ideia de que as mulheres só precisam de um “homem” para suprir suas necessidades biológicas.
    As mulheres estão mais libertárias. Estão despindo-se de velhos conceitos. Estão mudando suas atitudes e suas concepções. Enquanto isso, os homens continuam preocupados com futebol e cerveja.
    Importante lembrar que, mesmo assim, ainda existem mulheres que buscam um homem que a sustente. Investem em estética para angariar o melhor partido. E ainda existem homens que querem uma mulher bonita e dona de casa (ops, governanta de casa). Há oferta para todo gosto.
    A grosso modo, é isso que penso, que vejo e que ouço de muitas mulheres.
    Mesmo assim, é um debate muito interessante e necessário!
    Abraço!!!

    • Oi, Aline.
      Muito obrigado por ler e por comentar.
      Eu concordo com tudo.
      Acho só que, infelizmente, mulheres querendo vender (ou alugar) e homens querendo comprar ainda compõem um grupo grande demais.
      E é isso o que me incomoda. E com certeza a você e a muitas outras mulheres e homens um pouquinho mais contemporâneos também…
      Beijo.

  4. a realidade é outra, meu camarada: os homens nao querem mais casar!!! Para que aguentar uma mulher chata que te escolher pelo teu dinheiro? Na Europa, os jovens nao fazem nem questao de comprar imoveis. Eu nao me casei. Tambem nao quero ter filhos para alimentar as engrenagens deste monstro chamado sociedade. Nao quero ter uma mulher por perto para me encher o saco dizendo que o ex-colega de faculdade dela ganha 5 vezes mais que eu. Sou feliz e possuo felicidade. Gosto de vijar, me alimentar bem. Gosto de limpar minha casa. Mas de maneira alguma suportaria uma mulher chata dentro de minha casa. Essas mulheres modernas que acham o mundo gira em volta do tamanho da bunda delas. Vaidade ainda é pecado capital

    • Me desculpe Antonio, mas estas que você citou não são as “mulheres modernas”, são sim uma porcentagem de mulheres que vivem pela aparência e querem vender seu “produto”, como já disseram muito certamente em comentários anteriores. Você tem o total direito de não querer constituir família e deve ser respeitado por isso, mas também têm o dever de respeitar as mulheres, e com certeza existem muitos homens “chatos” por aí também que sequer ajudam a mulher que também trabalha fora quando o assunto é cuidar da casa e ainda se vêem no direito de cobrar muito, os tempos mudaram sim, uma pena que muitos ainda não acompanharam essa mudança e têm pensamentos tão retrógrados.

    • Você está certo, eu penso como você. Quer saber se uma mulher será uma companheira/esposa dedicada? Quando o garçom trouxer a conta, verifica se ela vai ao banheiro ou retoca a maquiagem no espelho. Se a mulher não divide uma mera conta de bar, vai dividir maiores responsabilidades? Na verdade 99,99 % das mulheres são interesseiras, umas mais do que as outras e algumas bem dissimuladas, parecem mulheres despojadas e legais. Cuidado: essas últimas são as piores!

  5. Boa antonio concordo, falou pouco mas falou bonito.

  6. Faço das palavras do Marcos as minhas: boa, Antônio!

    Por outro lado, estou prestes a casar.

    Estou em transição de carreira, terminando a faculdade, e portanto ganhando um pouco abaixo do piso salarial da minha profissão (sou analista de sistemas).

    Minha noiva já é formada e pós graduada, e ganha quase o dobro do que eu.

    É aquilo, talvez eu ganhe mais que ela no longo prazo, mas está difícil segurar as pontas pagando apartamento, tendo de abrir mão de qualquer lazer que demande mais que R$ 50. Isso mesmo, a dureza está tão grande que não posso gastar míseros R$ 50 em um domingo!

    A pressão é grande em cima de mim, por eu ainda não estar formado ganhando mais de R$ 5000, por eu ainda não ter carro. Enfrentei até mesmo preconceito e ostracismo por parte da “sogra” e do “sogro”, extremamente materialistas.

    Enfim, não é nem tanto minha namorada que me pressiona, mas é o fato de não se poder fazer nada sem dinheiro que lhe faz sentir-se (com a licença da palavra) um verdadeiro “bosta”.

    Bom, pelo menos não estou acomodado, devo dobrar meu salário nos próximos 2 anos, quem sabe empreender alguma coisa, isto é, estou consciente que com meu extremo esforço essa situação é certamente temporária (a dureza), mas é difícil de suportar.

    Quem não tem dinheiro é um pedaço de cocô neste mundo, mesmo que temporariamente.

    Desculpem pelo desabafo.

  7. Pelo artigo que eu vi homem sem dinheiro sem status não tem valor nenhum e verdade nessa sociedade capitalista hoje o homem se ele tiver muita grana e tratado pela mulherada como rei elas não importa se o cara conseguiu o dinheiro traficando drogas assaltando banco Fazendo sequestro elas querem saber se o cara tem grana hoje em dia e assim

  8. Vou terminar o meu comentário tem mulheres que se pudesse fazer o que Hitler fez elas fariam a mesma coisa iam fazer campo de consentraçao amotina milhares de homem pobre sem futuro matar todos e depois enterrar na vala

    • Gostaria de salientar que mulheres desvalorizam homens pela sua calibragem , as vezes nem tanto pois a ignorancia impera pois o homem sofre todas as ações penais quando se casa pois a Lei é totalmente favoravel a mulher então como o homem nao tem valor ? Creio que muitas mulheres são mal acostumadas com essa lei vagabunda do BRASIL QUE ferra totalmente um homem no divorcio , unico parametro que impede isso e casar com separação de bens , mas pergunte se elas aceitam isso !Logico que nao aceitam , elas todas no geral ou se juntam que tem o mesmo efeito da comunhão de bens , ou casa-se com comunhão de bens , vantagem pra elas claro !

  9. Quer saber a verdade de tudo isso? Leia o livro “o homem domado” de esther vilar e o blog “questionando o feminino” do the truth. Pesquise num site de buscas que achará para ler na internet mesmo ou para baixar.

  10. Bom… ainda sou do tipo antigo acredito que o homem deve ser o papel principal dentro de uma família ainda mais quando os filhos são pequenos e a mulher fica impossibilitada de exercer a função profissional falo isso por experiência própria .

  11. Aliás acho os homens muito egoístas hoje em dia.. Mulher descente não tem valor.

  12. Bem explanado seu texto!

    Já havia raciocinado também sobre essa questão das mulheres serem atraídas por homens que podem prover financeiramente. Até as mulheres mais velhas que patrocinam um relacionamento com alguém mais jovem; na verdade seu desejo era um provedor, mas por falta de opção temporal, acabaram fazendo o que lhe restava de razoável.

  13. Estou conhecendo um ótimo homem. Ele é de familia humilde e teve menos oportunidades que eu. Eu sou formada, trabalho com salário fixo, tenho carro e me sustento. Ele não tem salário fixo, não fez faculdade, não tem carro e nem carta.
    Estou enfrentando um dilema interno, porque querendo ou não, isso dificulta um pouco o andar do relacionamento.
    Por outro lado, ele é doce, gentil, de valores, super familia e de um caráter lindo.
    Tenho receio de jogar fora um parceiro especial por insegurança do futuro, especialmente financeiro.
    Ambos já passamos dos 25 anos e isso me assusta um pouco. Eu teria que recuar em muitas coisas minhas, hábitos, para poder acompanha-lo.
    O que acham?

  14. engraçado que as mulheres só falam em dinheiro em qualquer situação ,mesmo aquelas que não ligam se o homem seja humilde desde esteja correndo atrás trabalhando etc…. o pobre nem prá divertir serve quando se chega a uma certa idade . a época de colegio é a época mais sincera , sem interesses , sempre aparecia alguma menina interessada em min ( acredito que para muitos homens aqui acontecia a mesma coisa) agora estou com 45 desempregado , ainda pobre e ningúem mais se interessa por min. e olha que muita gente me acha bonito , imagina se eu fosse feio.

  15. O texto diz um bocado de verdades e há que se citar mais algumas. O mundo na verdade gira em torno da mulher jovem e magra basta olhar numa banca de jornal a qte de revistas que tem uma mulher com essas características na capa. São elas que fazem tudo girar, sao elas o verdadeiro objeto de desejo dos homens e é por isso que todos nós trabalhamos pra conseguir dinheiro pra conquistar uma. Retire todas as leis, pensões e regulamentos morais, igreja e o kct e veja se alguém ficaria com uma mulher quando esta sai da idade reprodutiva.
    A verdade mesmo, a que doi, é que homem sem dinheiro é tão inútil como mulher velha. Não tem utilidade. Absolutamente todos os filmes mostram uma bonitinha de 25 com um endinheirado de 45. O resto, finge que não da importância a não ter carro, diz que está contribuindo com o planeta, que é “sustentável” mas na real se tivesse muito dinheiro andaria com uma ferrari conversível para pegar as gatinhas. Elas por sua vez vem com esse papinho de que me sinto melhor aos 50 do que aos 20, não vou me torturar com dieta, mas todas na verdade se borram de medo se uma magrinha de 25 toda descolada chega pra perto do homem dela.

  16. Olá gente bonita, gente com dente….Pois bem, não há como generalizar, mas a verdade é essa, quanto mais as coisas mudam, mais continuam as mesmas. Os homens buscam beleza, e as mulheres buscam conforto, simples assim. A mulher busca quem pode sustentar a prole e o homem alguém com um corpo estereotipado para a cria, como no paleolítico. Trabalho igual a uma camela, sou dona de casa, sou mãe, sou esposa…Uso cremes, faço peeling, faço academia e procuro um percentual de gordura de 20% kkkkkk. Meu dinheiro vai para mão dele, e não me importo, ele é o chefe de família, então ele se vira com as contas, mas me de o dinheiro do meu suplemento e meu batom para ficar bonita para ele e está tudo certo. E sou feliz assim.

  17. so li verdades no comentario do antonio. as mulheres so dão valor a bens materias não tou dizendo todas mais e bem raro encontra mulheres que fiquem com um cara por amor.

  18. HOMEN TRABALHADOR MULHER NAO GOSTA PQ TRABALHA E GANHO POUCO AGORA TRAFICANTE QUE ACABA COM A VIDA DAS PESSOAS ELAS AMAN JOGADOR DE FUTEBOL ELAS ADORAM E TODO HOMEN RICO ELAS QUEREM DIZEM QUE O POBRE NAO COMPENSA PQ TEM QUE QUERER O MELHOR O MELHOR PARA ELAS E TER UM CARTAO DE CREDITO BEM GORDO DO QUE TER UM HOMEN TRABALHADOR NO QUAL ELAS TERAM QUE AJUDAR A PAGAR A CONTA DE LUZ RESUMINDO QUANTO MAIS DINHEIRO HOMEN TEM MAIS MULHER COM DINHEIRO VC COMPRA ATE A DIGNIDADE E O CARATER DE UMA MULHER

  19. Olá!
    Respeito todos os comentários e gostei muito como o texto foi construído.
    Adriano, como você contruiu esse texto de opinião por meio da história social feminina, e bem pouco sobre o gênero masculino, vou dar minha opinião considerando o mesmo viés.
    Dada a circunstância histórica, observo a mudança das atitudes dos gêneros muito lentamente, mas posso afirmar que hoje não temos os memos padrões para escolha de um homem, mas a procura por alguém semelhante acredito ser hoje o mais ocorrido.
    Normalmente, buscamos por alguém com os mesmos propósitos de vida, o que automaticamente condiciona as escolhas que nao necessariamente serão dinheiro.
    É fato que o dinheiro é algo temporário, ele vem e vai.Deste modo se ficarmos com algué por esse único propósito, infelizmente a vida mostrará o erro cometido.
    O importante em uma escolha de gênero para relacionar-se está ligado com conceitos como moralidade, cultura, gostos, sentimentos, aptdão, família, profissão e muito mais.
    Assim sendo a escolha de gênero deve ser por compatibilidade, essa palavra soluciona todos os problemas conjugais.
    Abraço, Carla.

  20. Acredito que as escolhas entre o casal tenham muito mais a ver com a compatibilidade, inclusive, da forma como pensam sobre o dinheiro. Porém, o dinheiro numa sociedade capitalista é necessário, e vamos parar de hipocrisia, porque não só mulheres se vendem. Homens também só pensam em dinheiro, e hoje em dia, o que mais se encontra são parasitas querendo se encostar numa mulher bem sucedida. Tive uma história de vida difícil, passei por inúmeras privações materiais quando criança e adolescente. Mas venci pelos meus méritos. Estudei com bolsa em instituição privada renomada, e não tinha dinheiro para comprar um sapato, aliás, ia para a faculdade com um sapato furado. Estudei muito para me aprimorar, agarrando todas as oportunidades dignas que surgiam, porque tinha que ajudar a minha mãe, já que meus pais se separaram e mal tínhamos para comer e pagar o aluguel depois disso. SOU MULHER. Não precisei me encostar em ninguém para pagar as minhas contas, pois sempre lutei sozinha. Meu pai deixou de pagar a pensão e casou com a amante, sumiu das nossas vidas e esqueceu as filhas. Arrumei um noivo que no início parecia ser uma pessoa incrível, mas depois largou o emprego e virou um encosto, ficava reclamando da vida ao invés de batalhar, pedindo dinheiro para parentes e para quem aparecesse, invejando os outros, me criticando, falando sempre mal de quem tinha grana, enquanto ele ao invés de arrumar um emprego, engordava e dormia bastante. Dispensado, não pela falta de grana, que podia ser uma situação temporária, mas pelo reprovável comportamento. Conheci homens recalcados e visivelmente incomodados com a minha independência financeira e meus ganhos pessoais. Não se esforçaram na vida em fazer por eles próprios, mas se sentem mal quando conhecem uma mulher que venceu vida sem depender de pai, de mesada e de esmola de marido. Não vejo nada demais querer uma pessoa bem sucedida, de bem com a vida e bem resolvida com essa questão de dinheiro, porque dinheiro é consequência daquilo que você faz. Que isso fique bem claro. É a forma como você coloca o dinheiro na sua vida que faz toda a diferença, inclusive, dentro de um relacionamento, porém, muitos homens usam a grana para manter suas parcerias do seu lado ( e reclamam disso depois, que as esposas são encostadas) ou eles mesmos se acomodam (com a permissão da parceira), que os sustentam, em troca não de um relacionamento, mas de sensações físicas. Vamos olhar mais a realidade e parar de taxar mulheres como interesseiras. Muitas são, porém, há uma grande dificuldade no meio masculino em valorizar uma mulher independente e bem resolvida com a sua vida e com a sua própria grana. O homem sempre se sente um bosta quando não tem grana, gosta de pagar a conta, no final das contas. E gostam mesmo, de ter uma mulher que lhe falem amém, mesmo sendo ele um encosto. Coisas de homem.

  21. Olá, boa noite rapazes e moças! Vejam só: eis que me encontro num site que aborda essa questão do dinheiro (ou da falta desse) no quesito homens. É engraçado perceber o quão hipócrita esse mundo se tornou. Me lembro dos tempos de escola, quando as meninas costumam dizer: Ai, para ou!- quando chegava um bacana espertinho e fazia algo que elas “não gostavam”. Aí pensava comigo: bem, se elas não gostam, então está aí a minha chance! Sou um garoto responsável, direito e as meninas vão se interessar por mim. Ledo engano! Elas gostavam eram daqueles que enchiam o saco, mas na época não entendia. Como assim? Por que isso acontece? Então, com o tempo fui percebendo. Quem trazia o dinheiro para o lanche delas? Eu ou eles? Quem andava com o boné da Nike e o tênis de marca? Eu ou eles? Aí parceiro e parceira, é que percebi que esse comportamento é ensinado desde cedo, direto ou indiretamente as pessoas, desde a mais tenra idade. Muitas mães ensinam suas filhas a só darem bola se o garoto for um bom partido (financeiro, é claro) e muitos pais injetam nesses garotos que um homem com dignidade é aquele que tem grana (não importa o que o cara seja). O mais engraçado é que hoje sou estudante de Física e estou a um ano de me formar (olha a profissão que eu escolhi,professor aqui no Brasil, alguns vão dizer), mas já dou aulas e o que eu escuto na sala de aula: alunas reproduzindo a mesma conduta das que eu presenciei enquanto estudante. Isso de que o homem com dinheiro tem mais moral na praça é mesmo muito antigo e digo que, mesmo com as mudanças sócio-culturais, esse panorama há de permanecer, ainda mais com mulheres ganhando bem e, consequentemente, sendo mais exigentes nos seus relacionamentos. Infelizmente, conhecer uma mulher bacana nos dias de hoje está tão difícil quanto estas conhecerem um cara que enxergue algo além de bunda, peito e outras coisas. Eu mesmo não levei meu relacionamento adiante, terminei nesses últimos dias por causa de dinheiro. Eu não tenho carro, moto, nem casa e mesmo prestes a formar, sabe como é a profissão, tem que ralar um bocado para melhorar de vida. Quando tinha dinheiro pra sair, tudo ia bem, quando não viajei nas férias, ela ficou emburrada, dizendo que estava entediada! Eu simplesmente larguei pra lá. Penso que nós homens somos um pouco culpados disso também, caímos nesse jogo de nos mostrarmos auto-suficientes e depois pagamos o pato! Basta o cara ter algum problema financeiro ou até mesmo pessoal para tudo mudar, de repente aquela companheira já não é mais tão companheira assim. A gente se desdobra, faz de tudo pela pessoa, mas o que parece é que sem dinheiro você não presta, cai-se o mito do príncipe encantado. Digo a vocês que lerem (principalmente aos homens): apesar dos percalços dessa vida e do medo da solidão, avaliem bem as pessoas que estão ao seu lado, certifiquem-se de que essa pessoa estará ao seu lado mesmo na dificuldade, mesmo que tenham dinheiro, “fechem a mão” por um tempo pra ver a snceridade de suas mulheres, antes só do que mal acompanhado. Um abraço!!

  22. Boa noite pessoas!
    É impressionante como as pessoas tem preconceito umas com as outra… Jugamos muito nosso futuro com medo de dar errado em algo, até porque nossa sociedade nos ensina a ser egoísta e entriseca fazendo de cada etapa uma competição de valores e princípios.
    Se tivermos primeiramente amor no coração todas as coisas serão aniquiladas ou seja nos aprofundaremos nas coisas sem o medo de descepecionarmo.
    Creio que a responsabilidade de chefe da Casa e do homem, porém a mulher e seu braço direito para qualquer e toda ajuda.

  23. deveriam riscar da cerimônia de casamento essa frase “na saúde e na doença na riqueza e na pobreza. se o homem ficar desempregado por muito tempo a mulher pede o divórcio. comigo foi assim.

  24. Eu só me decepcionei com homens pobres. Infelizmente os q se aproximaram de mim só me usaram

  25. Só tenho uma coisa pra dizer a vagabunda da mulher q eu namorava, me deixou pra ficar com o meu patrão. Eu preciso dizer ainda alguma coisa sobre o assunto ? Hein? Acho q não .

  26. Foi doloroso rever esses conceitos, mas necessário.

  27. vão me xingar que eu sei, mas homem pra mim, tem que ter condições de me suprir. O meu dinheiro eu uso pra mim, e posso até fazer um agrado pra ele de vez em quando. afinal, muito homem fala em igualdade, mas cadê a igualdade na hora de lavar os pratos? na hora de cozinhar? e antes que digam que sou encostada, não. sou mulher, tenho profissão, ganho meu dinheiro, e não dependo. Mas homem que é homem tem que ter condições de me prover sim.

  28. É meus caros, a maioria das mulheres se cola num homem com uma boa condição financeira, isso é fato. E só vivem no conforto devido a isso, mas eu sempre achei isso horroroso em minha juventude. Hoje estou aqui casada tenho 32 anos, é com um cara q vive encostado em mim, não trabalha, vivo uma constante exploração financeira e psicológica da qual não consigo sair. Me meti numa trama tão complexa q não vejo saída. E acabei chegando a conclusão q o melhor é seguir a tradição e casar com um homem q tenha dinheiro. Infelizmente pra mim já é tarde. Mas aconselho as jovens a deixarem certos romantismos ideológicos de lado, e busquem um homem q trabalhe, ganhe bem, tenha imóvel e um bom carro. Pq eu hoje estou sofrendo e muito explorada, justamente por ter acreditado em baboseiras feministas quando tinha 18 aninhos.

  29. Realmente,

    A maioria das mulheres querem se juntar a um homem que trabalhem para elas, ganhando bemm assim elas nao precisam trabalhar!!!

  30. joilson vilas boas

    É verdade vivemos em um sistema capitalista com conceitos e valores distorcidos.Onde tudo se mede pelo dinheiro, humaniza-se o dinheiro e coisifica-se o humano. Porém,ainda nos resta o direito de escolha,mesmo, você vivendo em sociedade, quem deve moldar o seu caráter é você e não o senso comum. E isso vale também para o contrato dual ( que é isto que é um relacionamento conjugal).Seja qual for credos, valores, ideologias, aqui sim, deve haver um consenso em tudo inclusive no econômico.Que tem o direito de pagar a conta?É um acordo entre os dois, não importa o que era “normal” no tempo dos meus tetravós ou hoje, o que importa é a “saúde” do casal.

  31. só a verdade supracitada, não há nada o que retificar acima…..infelizmente

  32. Olha, eu tenho 30 anos e sou experiente em questão de mulheres. Muitas mulheres casam com um cara que tem dinheiro, mas muitas não tem em casa o que precisam. O ideal é os dois serem parceiros em tudo a mulher levantar a moral do homem que assim ele consegue tudo pra eles sem egoísmo. Aí com o dinheiro a mulher se cuida, faz plástica e tudo mais que quiser. Mas jamais deixar de lado o sentimento um pelo outro. Dinheiro numa relação tranquila é essencial, nenhum casal aguenta ver as contas atrasar, faltar comida e lazer dentro de casa. Mulher gosta de conforto e se sentir desejada.

  33. Acho incrível que mesmo com o mundo aberto em todos os sentidos, inclusive o financeiro, para o homens, muitos ainda querem se vitimizar.
    Conheço muito homem interesseiro que usa as pobres, mas se casam com as de família rica.
    HipCrisia!

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